A história de um grande cronista

A trajetória de Luiz Mendes se confunde com a própria história do rádio e da televisão no Brasil, e ainda traz o testemunho vivo das 16 Copas do Mundo que acompanhou, a maioria delas como locutor ou comentarista. Um dos maiores personagens de nosso rádio esportivo, Luiz Mendes foi um dos fundadores da Rádio Globo, narrou a final da Copa de 1950 – transmitindo a todo o país a desolação que tomou conta do estádio com a derrota para o Uruguai no famoso “Maracanazzo” –, viveu um conto de fadas com uma das maiores atrizes de radionovela num casamento que já dura mais de seis décadas, e ainda tem muita história para contar.

O livro da jornalista Ana Maria Pires faz jus ao “Mestre” – como é conhecido entre seus pares –, revelando essa trajetória que trouxe o “Menino de Ouro” da pequena Ijuí para se tornar uma das vozes mais conhecidas do Rio de Janeiro e do Brasil. Traz ainda depoimentos de alguns dos maiores nomes do jornalismo esportivo nacional, reverenciando o trabalho do “comentarista da palavra fácil”, que marcou tantas gerações de ouvintes. “Minha Gente” custará R$ 38,00, com 208 páginas, editada pela editora 7 Letras e será lançada num evento fechado, apenas para os amigos e para a imprensa, nesta quinta-feira, dia 2, no salão nobre do Botafogo FR, dando início às comemorações do 70oº. aniversário de carreira do grande jornalista. (Do Blog do Juca)

4 comentários em “A história de um grande cronista

  1. Competencia à parte. Luiz Mendes nunca impos opinião. Nunca mostrou-se dono da verdade. Contundente com elegancia e sem arroubos de vedeta soube conviver respeitando Nerlson Rodrigues, Scassa,João Saldanha, Touguinhó, Ruy Porto e tantos outros e destes mereceu apreço e o direito desse convivio.
    Equilibrado e urbano, Luiz Mendes soube ser um comentarista de credibilidade.

  2. Entre o final dos anos 80 e início dos 90, a TVE-RJ transmitia aos fins dos domingos, um debate entre feras do futebol, uma espécie de mesa-redonda mediado pelo saudoso Januário de Oliveira e depois passava o taipe de algum clássico de destaque narrado pelo mesmo Januário (Taí o que você queria, bola rolando no Maracanã). Na mesa pontuava, Luiz Mendes. Era um grande programa que contava com a ponderação de sempre do velho Luiz. Pena que esse belo programa foi depois substituído pelo Cartão Verde apresentado pelo chato do Flávio, atualmente na Gazeta. Lembro das polêmicas de Luiz Mendes, na defesa que fazia sobre a formação da seleção somente com jogadores que estavam no Brasil. Além dele, brilhavam os talentos de Luís Werneck, Ruy Porto e outras feras, obviamente com as doces bobagens do Gérson (aquele que profetizou ser o Cafu uma fraude, naquela época). Saudades desses inteligentes debates, coisa rara atualmente em programas esportivos. Posso estar redondamente enganado, mas me parece que o “Bola na Torre”, seguiu esse modelo do programa do Januário, não é Gérson?

    1. E tem mais Cássio,

      Nas mesas-redondas da imprensa esportiva da Paulicéia prevalece o bairrismo e os “corinthianismos” dos debatedores. Ou alguém acredita que Chico Lang (horroroso), Flávio Prado e Neto emitem opniões baseadas na “neutralidade” clubística ou fazem análises e comentários ponderados? Pelo contrário: alimentam falsas polêmicas e defendem seus times com unhas e dentes.

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