Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil

A presidência do TSE já declarou que Dilma Rousseff (PT) venceu a disputa pela Presidência da República, sendo eleita a primeira mulher presidente do Brasil. Derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno das eleições, neste domingo (31). Com 99% das urnas apuradas, Dilma obteve 55,96% dos votos, o que representa mais de 52,5 milhões de eleitores. Já Serra recebeu os votos de 44,04% dos eleitores (cerca de 1,9 milhões de votos).

Aos 62 anos, a mineira Dilma chega à Presidência após ser escolhida por Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo; isso depois de ter enfrentado a ditadura militar, comandado o principal ministério do governo Lula (a Casa Civil); vencido um câncer no sistema linfático e se tornado avó pela primeira vez, ainda no primeiro turno das eleições. Até então desconhecida pelo eleitorado, pois nunca havia disputado uma eleição, Dilma passou a liderar a corrida pela sucessão presidencial no final do primeiro semestre deste ano, sendo beneficiada pela aprovação recorde do governo atual. Após oito anos na Presidência, Lula deixa o governo no fim do ano com índices de aprovação superiores a 83%.

O candidato José Serra telefonou para Dilma, por volta de 20h30, parabenizando-a pela vitória. (Do R7)

25 comentários em “Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil

  1. Agora ela vai ter a oportunidade de apagar tudo de ruim que ela fez até hoje, já que por onde passou não deixou saudades, sendo citada como exemplo de incompetencia administrativa.
    Sorte para ela e principalmente para nós, que vamos precisar e muito.

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  2. Parabêns a Dilma por ser a primeira Presidenta da história desse Paíz! Porém aqui o PT, não alcançou o esperado no governo. O povo machista e preconceituosol, quiz retroceder para o erro de antes sem lembrar que o Jatene e, o politico das privatizações e, que não faz nada para o povo.
    Mais é isso! O povo tem o governante que merece ter, devido suas escolhas erradas!

    Sofram sem moderação!

    PT ATE MORRER! PT SAUDAÇÕES.

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  3. Ela ganhou a primeira com apoio do PMDB… e agora perdeu sozinha, será que ela descobriu que é muito fraquinha? ou acelerou demais?

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  4. Novos (ou seria velhos) governantes e a vida que segue.

    De Dilma não podemos esperar mais do que a ampliação das medidas ja anunciadas e realizadas pelo (bom) governo Lula.

    Espero, sinceramente, que ela possa rever programas como Bolsa Família, pois, apesar de tirar muitas pessoas da miséria (o que é obrigação dos governantes) tem se tornado um programa meramente assistencialista.

    Como exemplo, cito o discurso que segue dentro das periferias de Belém (e moro nelas): “É melhor ter a bolsa e não trabalhar, do que trabalhar com uma carteira assinada para ter o que se ganha com a bolsa.”

    Ta na horá de ensinar a pescar, ops! Caçar, afinal, nas periferias, pela ausência de uma moral familiar, tem se criado (por exponenciação) apenas monstros que fingem ir a escola, mas que na vida seguem para a bandidagem.

    Por isso, espero que seja prioridade dos governantes (apesar de no fundo saber que não é) a educação, com melhoria de salários para os professores (fazendo valer a sua qualificação – Mestrado, Doutorado…), construção da escola integral e, sinceramente, retirar das escolas, alunos com passagem no data por ações a mão armada.

    Esses merecem estudar, mas não podem estar dentro de uma escola regular aliciando meninos que ainda podem ter um futuro.

    Vale lembrar que tal medida é bíblica “separe o joio do trigo, se não o trigo estraga!”

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  5. Foi bom ouvir da presidenta-eleita a preferencia pelo barulho da imprensa livre ao silencia da didatura. Significa dizer que muitos dos seus correligionários terão que desistir das miordarças e tenazes que pretendiam adotar em relação a imprensa.

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  6. Passada a refrega as cabeças mais lúcidas certamente darão início às analises das eleições de 2010. Aqui na provincia, principalmente, é bom valorar-se os quadros políticos dos partidos mais expressivos. para saber se houve esgotamento.
    Renovar as lideranças sempre será salutar e possibilita a revitalização organica de qualqwuer partido politico. Os militantes partidários devem despir-se da paixão e do sectarismo se quiserem conhecer melhor seu partido e seus líderes.

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  7. Confirmou-se tudo aquilo que as pesquisas vinham divulgando nas últimas semanas: a vitória de Dilma Rousseff à presidência da República. A candidata petista venceu com 54 milhões de votos. Pode-se afirmar que a eleição da candidata petista não se deu pelos seus méritos, mas pelo atrelamento da sua candidatura à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, queiram ou não, é inquestionável, principalmente quando se trata das camadas mais pobres da população.

    Por outro lado, não se pode desconsiderar que 43 milhões de brasileiros que votaram em Serra não desejavam Dilma Rousseff na presidência do Brasil. Não é pouca coisa, são 44% dos votos válidos despejados nas urnas por esse País afora. Lula transformou o pleito de 2010 numa questão pessoal. Por conta disso, atropelou a Constituição, desqualificou a justiça eleitoral, mentiu, utilizou o bem público em campanha, abandonou o emprego, menosprezou adversários, perdeu a compostura por sua incontinência verbal e, por tudo isso, sai da presidência menor do que entrou.

    O presidente desembarca do cargo com altos índices de aceitação, mas sua sucessora herda um País dividido, nos planos geográfico, politico e eleitoral. São muitas as feridas deixadas por Lula, a maioria de difícil cicratização. Pior, nos armários da presidência existem esqueletos que virão à tona, cedo ou tarde. A bomba da vez atende pelo nome de Erenice Guerra, a ex-Chefe da Casa Civil e braço direito da presidente eleita. Está para explodir, com efeito devastador, novas informações sobre o Bancoop. O cadáver do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, continua insepulto.

    Embora tais questões se direcionem mais ao PT do que à Dilma, não se pode negar que afetarão à presidência. Estruturalmente, Dilma vai ter que enfrentar o endividamente do Estado, a questão cambial, o déficit previdenciário, a reforma política e tributária e, principalmente, a falta de infraestrutura para enfrentar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo.

    Como o Brasil adotou um sistema de presidencialismo de coalizão, Dilma ficará nas mãos de um arco extenso de alianças, nada confortável em se tratando do fisiologismo partidário brasileiro. Na outra ponta, a presidente vai enfrentar as demandas dos movimentos sociais e o apego ao Estado pelo sindicalismo chapa-branca. O neopeleguismo, antes do encerramento do pleito, já se movimentava na divisão dos cargos.

    As instituições no Brasil ainda são frágeis e não se encontram totalmente consolidadas no campo democrático. O PT, que não é muito atento às regras democráticas, pressionará o governo para que endureça com a imprensa e a mantenha no cabresto, com a justificativa desonesta de controle social da mídia.

    O Brasil melhorou em muitos indicadores sociais, mas ainda permanece aquém do mínimo desejável nas áreas da educação, saúde e segurança – isso em comparação aos nossos vizinhos, até mesmo com a República Oriental do Uruguay. Dilma saiu das costelas de um homem, chegou à presidência por que esse homem assim a quis e levará para o Palácio do Planalto o fastasma de um ex-presidente com 80% de aprovação. Dilma contará com a maioria na Câmara e no Senado, desde que atenda o apetite do PMDB.

    E, para concluir, um dado relevante: a maior parcela do PIB brasileiro encontra-se nos Estados governados pela oposição. O Brasil que emerge destas eleições é um País partido: de um lado o Brasil que produz, do outro o Brasil do bolsa-família. Duas notícias: uma boa, a outra ruim. A boa: sai a farsa. A ruim: entra a fraude.

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  8. ANDRÉ – PSC
    É verdade que o povo tem o governo que merece, nós tivemos a incompetente Ana Júlia por quatro anos.

    O arrogate PT, volta pro lugar dêle, a oposição.

    E se o Jatene não cumprir pelo menos 50% do que prometeu em campanha, também roda, afinal, quatro anos passam rapidinho, o POVO PARAENSE, está aprendendo.
    Ainda bem.

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  9. Carlos Lira;
    Concordo com quase tudo que escrevestes; no entanto, venho manifestar minha preocupação e estabelecer um paralelo entre o bolsa família e os PROER’S, desde FHC.
    É que não me lembro de haver lido ou escutado alguma reclamação a respeito da dinheirama pública que foi dado aos coitadinhos do banqueiros, pro sistema financeiro não quebrar lembra? isso foi na era FHC, recentemente, já sob o comando do LULA, foram as montadoras as beneficiadas com alguns bilhões de $, para não promover desemprego mercê da crise internacional. O desemprego no setor ocorreu, e o dinheiro não retornou aos cofres do Tesouro Nacional.
    Por quê será, que é mais fácil bater no meu irmão mais novinho e fraco, do que encarar a porrada com a molecada da rua????

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  10. Alberto Bastos;
    Dá prá explicar Paulo Preto e as licitações com cartas marcads do metrô de S. Paulo?
    E o Serra queria sair distribuindo metrôs por todo o Brasil, por que seria?

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  11. Alberto Bastos;
    A farsa pode haver saído; mas a fraude, NÃO ENTROU, foi mandado de volta, pro covil dêle, por 54 milhões de votos.

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  12. Meu caro, esta é a minha opinião, respeite, se não gostou do que leu, fique na sua. O espaço é democrático portanto respeitar opiniões faz parte das regras.

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  13. Meu caro Daniel Malcher, “controle social da mídia” é eufemismo. Datadura do proletariado ou centralismo democratico justificavam os governos não democraticos. Eu, durante algum tempo acreditei nesses eufemismos. Não existe demoicracia relativa. Ou é plena ou não é democracia. É verdade que muita gente dela se aproveita para acobertar-se.

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  14. Ontem, alguem relembrou o Café Central, local onde de tudo discutia-se dado a frequencia diferenciada dos assiduos e também dos esporádicos. As expressões que usei na postagem anterioir eram comuns nas mesas politicas e intelectualizadas que lá se formavam. Ouvir alguns dos seus frequentadores fazia bem aos ouvidos, era um exerc´cio de cultura que nos proporcionavam Ruy Barata, Eliston Altmam, Cleo Bernardo além da militancia politica do Humberto Lopes (sec. do PC) lideranças sinsdicais como Jinkins, Zé Osório e outros mais. Hoje, só saudade do Café Central e seus frquentadores.

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  15. Caro Tavernard, os jovens de hoje nasceram sob o regime democrático, sabem o que é liberdade, os jovens de outrora travaram as lutas para que esta liberdade de hoje fosse conquistada, bens tempos, de grandes debates de idéias, de grandes pensadores, de grandes escritores,de boas rodadas,saudades…… nem cafés nem bares..só recordações..que os jovens saibam pelo menos manter as conquistas.

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  16. A ladainha apregoada pelos perdedores, a respeito do Lula no contexto eleitoral recente, afirmando inclusive que, ele, o Lula, sai da presidência menor do que entrou, digo o seguinte: é só perguntar para o povo brasileiro juntamente com a comunidade internacional se é verdade que o Lula, hoje, é menor do que antes de ser presidente do Brasil. Tem cada um! Quanto mais o brasileiro reza, mais assombração lhe aparece!
    Claro que 43 milhões de pessoas não são poucos, mas, bem inferior aos 52,5 milhões a favor de Dilma para governar o Brasil. Ah! Mas a Dilma herda um País dividido. E daí? Qual é a novidade nesse fato? Sempre foi e para o bem maior do Brasil espero que continue assim, já que a unanimidade não se apresenta como uma boa ferramenta para o crescimento seja em quaisquer áreas da sociedade.
    E, por falar em feridas, o Lula foi o antídoto para as feridas seculares do povão brasileiro, as de hoje e, ditas deixadas por Lula, são feridas de classe “A” ou melhor, na classe “A”, essas, dificilmente chegarão à cicatrização, pois o prurido está no ego, é invisível aos seus olhos.
    O resto é o seguinte: o Lula quando assumiu pela primeira vez o comando nacional, ele não tinha 3% da experiência que Dilma tem hoje, mas deu uma lição de como presidir uma nação. A Dilma tem experiência e fortes conhecimentos para formar sua equipe e trabalhar de forma mais tranquila em prol do objetivo comum do povo brasileiro.
    E, por tudo o que a equipe de Serra fez em São Paulo e Rio de Janeiro, contra a pessoa da Dilma, uma verdadeira ação terrorista, ele teria que parabenizá-la pela vitoria, mas também pedir desculpas pelas ações sombrias.

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  17. Caro Tavernard,

    Não existe democracia relativa? A nossa, creio eu, é. Ou não é? O voto, como sempre digo, deveria ser a “instância” de um processo participativo muito maior, que logicamente (e infelizmente) não existe… mas tudo bem, isso é um debate que fica para mais tarde

    Devemos parar de acreditar que a imprensa não precisa de regulamentação. A palavra correta é essa: regulamentação. Uma regulamentação às claras, limpa, com regras a serem estabelecidas no que diz respeito à concesão de veículos de comunicação e no que diz respeito à sua função social. Nesse sentido, “controle”, sim, é um eufemismo.
    Se a sociedade possui mecanismos de controle social sobre àreas como educação, saúde, urbanismo, transporte e que tais, e o próprio Estado possui organismos de controle sobre a sua própria estrutura, por quais motivos a mídia deveria estar acima disso? Por ser a paladina da moralidade, por defender os valores “republicanos e democráticos”? As últimas eleições presidenciais deixaram claro que grande parte desta dita mídia não está muito de acordo com tais valores.

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  18. E Tavernard, o unico presidente que mostrou para o Mundo o que os Gregos deixaram. Democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo). E o Lula felizmente para mais de 80% da populacao brasileira governou para o povo, bom, quanto aqueles que estavam acostumados a mamata dos DAS do governo, facam como os outros 15 milhoes de trabalhadores que conseguiram emprego.

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  19. O SERRA FOI FAZER UMA DENUNCIA NA DELEGACIA DA MULHER, QUER QUE APLIQUEM A LEI MARIA DA PENHA NA DILMA, PORQUE ELE LEVOU TREZE PONTOS NA CABECA POR UMA BOLINHA DE PAPEL, E TAMBEM PERDEU O EMPREGO PRA ELA NO ULTIMO DOMINGO.KKKKKKKKKKKKKKK

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  20. Controle social da mídia comercial !!!. Essa discussão é relevante e vale apena!!! Mexe com interesses profundos e arrigados!!! Não é à toa que Jovem Pan, Zero Hora, FSP, Estadão, Globo e quetais estão alvoroçados. Muito Alvoroçados!!!

    Inicialmente, o que é mídia comercial? O que a difere das demais mídias?
    Mídia estatal – trata-se dos órgãos formais de comunicação cuja propriedade está em poder das instituições do Estado (executivo, legislativo e judiciário) e que tem como finalidade a divulgação dos atos dessas instituições; mídia social – trata-se dos órgãos formais de comunicação cuja propriedade está em poder de instituições da sociedade civil, e que tem como finalidade a veiculação de informações de interesse social; e, por fim mídia comercial – trata-se dos órgãos formais de comunicação cuja propriedade está em poder de organizações econômicas / mercantis, e que tem como finalidade a obtenção do lucro – a partir da veiculação de conteúdos, basicamente, de entretenimentos.

    E o que seria o tão assustador controle social sobre essa mídia comercial? Seria simplesmente o controle que a sociedade deve usualmente exercer sobre qualquer tipo de concessão pública.
    Dentre as inúmeras ações de controle social possíveis podemos destacar a identificação dos critérios de oportunidade e equidade aplicados para a transferência de recursos públicos, a título de pagamento de publicidade, para as empresas de comunicação mercantil.
    Ressalte-se, a propósito, a necessária distinção entre publicidade e propaganda. Por conta dessa distinção qualquer propaganda “oficial” (proselitismos, promoções pessoais, elogios) é ato legalmente proibido. Por definição constitucional, os órgãos públicos estão autorizados apenas, e tão-somente, a assumir despesas com publicidade (exposições, esclarecimentos, informações oficiais).

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