5 comentários em “Capa do DIÁRIO, edição de terça-feira, 7

  1. Ana J PT diz que não acredita em pesquisa. Eu também não, mas no caso dela é bom que não se iluda. Marina já.

  2. Hoje, sete de setembro, comemoramos a nossa independência. Mas, há realmente o que comemorar? Somos realmente uma nação forte, impávida e um colosso pela própria natureza? Essas são as perguntas que cada brasileiro deve se fazer num dia como o de amanhã.
    Infelizmente, ainda somos dependentes de “Mães”, “Pais”, “Messias”, “Grandes Líderes”, “Salvadores da Pátria” e toda sorte de aventureiro que saiba falar bem e trabalhar com demagogia, assistencialismo e muitas metáforas futebolísticas.
    Somos uma nação de apáticos conformados, cuja única manifestação, ante o costumeiro marasmo de nossas existências, é a mera indignação limitada à manchete do escândalo do dia. Sequer nos damos o trabalho de ler as notícias, porque ler é coisa de burguês e de gente que não precisa trabalhar.Não desejamos conhecer o autor da façanha corrupta da vez, porque o texto é longo e chato. Além disso, sabemos muito bem que amanhã haverá outro autor e outra façanha corrupta estampada nas manchetes. Por isso mesmo, para que ter o trabalho de ler um texto enorme e chato sobre algo que não tem mais jeito?
    Enquanto eles vomitam metáforas e infantilidades, o povo se banqueteia com as migalhas que lhes caem das bolsas cheias de dólares que estão rumando para o paraíso fiscal mais próximo. Enquanto clamamos pela “Mãe” que nos encanta, mesmo sem jamais ter tido notícia de que ela tenha feito algo por nós ou por si mesma. Se analisássemos friamente a “mãe” que querem nos imputar, veríamos que ele sequer consegue falar por si própria.
    Mas, seguimos embevecidos, iludidos, dominados e reféns de nós mesmos. Seguimos a passos largos e fortes, rumo a algo que desconhecemos. Seguimos com a certeza dos loucos, a inocência das crianças e o olhar dos fanáticos. Seguimos por seguir. Seguimos porque nos mandaram seguir.
    Afinal, é mais fácil seguir do que procurar. É mais fácil se acomodar do que lutar. É mais fácil dizer que nunca nada mudará, do que lutar pela mudança. É mais fácil acreditar nas mentiras do que na verdade que nos cospe na cara.
    Assim seguimos. Um povo sofrido porque quer sofrer. Angustiado porque não tem a audácia necessária para ser livre. Acorrentado aos coronéis canalhas, aos messias falsificados, as mães impostas e as verdades mentirosas.
    Assim, morremos nos hospitais sucateados, nas filas de atendimento, nos corredores das emergências infectas, aos pés de médicos mal pagos e indiferentes e, no melhor dos casos, morremos em nossas próprias casas ou na rua, a espera daquela ambulância que jamais chegará, desviada pela corrupção e pela indiferença.
    Somos um povo que envergonha seus mártires, abomina o passado de glórias e envergonha-se da riqueza que dorme em nosso solo e em nossas mentes.
    Somos independentes… mesmo?

    1. Foi o que a Dilma e muitos outros, buscou fazer há tempos (inclusive o Zé Dirceu – que hoje é vilipendiado). E em tempos de chumbo, tempos de ditadura. Os heróis da redemocratização do país são tratados hoje por terroristas. Ser vc fizer o mesmo os jovens do futuro vão te malhar – como a turma demotucana faz hoje com os fundadores das organizações de combate à ditadura civil-militar de 64.

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