Sobre a Globo…
GALVÃO BUENO – Isso é uma bobagem. Eu acho até que devia mandar mais. Porque ela paga as contas (a emissora comrpa dos clubes o direito de transmitir jogos).
Sobre salário…
GB – Ganho mais do que preciso e menos do que mereço. (Bergamo pergunta; “R$ 1 milhão por mês?”) Você é que está falando (risos). Eu não posso. Mas, se não for, está perto (mais risos). Dizem que talvez seja o maior salário da Globo. Mas não quer dizer que eu ganhe mais. Eu não faço merchandising, comerciais. Não posso e não devo.
Sobre Dunga…
GB – Eu sempre defendi o Dunga. Ele começou muito bem, caminhou bem e depois se perdeu inteiramente. Por que uma pessoa tão vitoriosa tem que se alimentar de revanchismo? E não foi só Dunga. Foi o Jorginho, o Américo Faria… Quem se alimenta de ódio e de revanche está sempre mais perto da derrota do que da vitória. Nós saímos da Copa sem usar a terceira substituição. Talvez não tivesse ninguém pra colocar, porque ele não levou a seleção. Levou os amigos dele.
Sobre a briga da Globo com Dunga…
GB – Se afetou? Nada. Zero. Não quer falar? Não fala. O punido foi o pobre do torcedor brasileiro. E o que falaram, que a Fátima Bernardes pediu uma entrevista e ele não deu, que pediu a cabeça de gente… conversa fiada. Quem é ele para pedir cabeça de alguém na TV Globo?
Sobre o futuro…
GB – A Copa de 2014 será a última que vou narrar. Porque é uma entrega total. Eu saio da Copa moído, acabado. Vou estar com 66 anos, 42 de profissão. E eu sou um saltimbanco. Deus me deu duas mulheres excepcionais: a Lucia, minha primeira mulher, que morreu em janeiro, e a Desirée. Elas sempre foram mãe e pai. Eu tenho cinco filhos, dois netos maravilhosos. Quero dar um pouco mais pra mim e mais de mim pra eles. Mas eu não quero sair da Globo nunca mais. Eu vou fazer 30 anos de Globo em 2011. Vou fazer um livro, “30 anos de estrada”. E sou louco para fazer um programa de auditório. Doido.
(Entrevista publicada no caderno Você, do DIÁRIO, edição deste domingo, 15)
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