Dunga nega mágoas e defende escolhas

Dunga falou nesta sexta-feira pela primeira vez depois de sua demissão do cargo de técnico da seleção brasileira. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o treinador reconheceu que a derrota para a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo demorará a ser esquecida e que não tem do que se queixar do tratamento ddao pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. “Isso não se esquece. Vai ficar uma ferida. Esse jogo não vai sair da cabeça tão cedo”, disse Dunga. “Ele (Ricardo Teixeira) me deu a chance de dirigir a seleção brasileira, de fazer quatro anos de trabalho. Vou reclamar do quê?”técnico também falou sobre sua conturbada relação com a imprensa e negou que houve uma reclusão acima do ideal na África do Sul. “Foi feito tudo o que tinha de ser feito. A seleção não foi fechada como vocês dizem. Eu, por acaso, entro na sua redação para ver o que você está fazendo? Ou entro na sua casa? Não. Então ninguém tem de entrar na concentração. Pra quê? Pra ver homem pelado? O que eu fiz foi organização”, polemizou.
“Não tenho mágoa da imprensa, o que houve comigo foi normal, cada um faz se papel. Apenas fui transparente e saio com a consciência tranquila. Queria ganhar, mas não deu, fazer o quê?”. “Fui e fiz meu trabalho. Tiraram sarro, disseram que eu fui patriota. Hoje, os jogadores são patriotas, resgataram o orgulho e o respeito pela camisa, o moral. Se gostaram (jornalistas) ou não, é outro problema”, explicou o treinador. Indagado sobre a atuação de Felipe Melo no Mundial, Dunga defendeu o jogador e o comparou com ele próprio na Copa de 1990, quando foi considerado um dos principais culpados pela eliminação diante da Argentina de Maradona. “Alguém tem de pagar a conta. Em 1990, foi comigo”, afirmou.
Sobre as decisões de deixar Ganso e Neymar de fora da lista de convocados para o Mundial, Dunga não demonstrou arrependimento algum. “Foram menos de dois meses (de bom futebol apresentado por Ganso e Neymar). Dezembro foi mês de férias, janeiro de treino e os campeonatos começaram em fevereiro. A convocação foi em março (mês do amistoso com a Irlanda)”. “Por acaso você daria a capa de seu jornal para um repórter que acabou de sair da universidade?”, perguntou Dunga ao repórter. O técnico  também afirmou que está de férias em Porto Alegre e que não assistiu nenhum jogo do Mundial desde a eliminação do Brasil e que também não acompanhará a final de domingo, entre Holanda e Espanha. (Com informações de Estadão.com e ESPN)

5 comentários em “Dunga nega mágoas e defende escolhas

  1. Ele não sabe nada e ainda se recusa a aprender com quem sabe. Custava dar uma olhadinha no jogo?

    1. Concordo, Berlli. Péssimo exemplo para quem pretende seguir como técnico de futebol. Não há como justificar não ver a final do principal torneio do mundo.

  2. A nobreza de um homem, ou de qualquer pessoa que seja, independente do sexo. É reconhecer o seu erro! Coisa que o Bundão do Dunga, jamais o fará!

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