Van Gaal, desafeto de brasileiros

Por José Ricardo Leite (Folha S. Paulo)

Mais um dos jogadores brasileiros que sofreram nas mãos do técnico Louis Van Gaal, o meia-atacante Giovanni, do Santos, chamou o holandês de “doente” e disse que o atual treinador do Bayern de Munique é o “Hitler dos jogadores brasileiros”. Van Gaal é conhecido por não gostar de trabalhar com atletas do Brasil ou por ter atritos com eles quando é obrigado a tê-los em seu elenco. Nesta temporada, logo quando assumiu o comando do Bayern, exigiu as saídas do zagueiro Lúcio e do meio-campista Zé Roberto e disse ao zagueiro Breno que não pretendia utilizá-lo – acabou emprestado após seis meses.

Na temporada 98/99, Van Gaal teve problemas com Giovanni no Barcelona e acabou pedindo sua saída do clube –foi para o Olympiakos. Outro que deixou o mesmo time catalão em função de atritos com o holandês foi Rivaldo, que foi para o Milan logo após ser campeão da Copa do Mundo de 2002 pela seleção brasileira. “Ele [Van Gaal] é o Hitler dos jogadores brasileiros. É arrogante, soberbo, tem algum problema. Minha convivência com ele foi péssima. Ele não queria brasileiros com ele, brigou comigo, me mandou embora e também brigou com Rivaldo e o Sonny Anderson. Ele sempre dava a desculpa que estávamos treinando mal”, contou Giovanni à Folha, sem saber identificar os motivos das perseguições aos jogadores do país. “Sei lá, deve ter algum trauma aí.”

O craque paraense contou que o ápice de sua irritação foi quando Van Gaal lhe avisou horas antes de um jogo contra o Tenerife, já no hotel, nas longínquas Ilhas Canárias, ao sul da Espanha, de que não seria relacionado para aquele jogo. “Fiquei muito bravo. É que sou um cara calmo, se não eu ia meter porrada nele. Me fez viajar para um lugar cerca de três ou quatro horas de Barcelona para falar que não ia me usar. Que me deixasse então em Barcelona com minha família. Por que me levou? Eu falei para ele que nunca mais fizesse aquilo, para dizer que não me usaria. Falei irritado. Ele nunca mais fez”, contou Giovanni.

Já José Mourinho, auxiliar técnico de Van Gaal no Barcelona e hoje treinador da Inter de Milão e rival do holandês na final da Copa dos Campeões, é só elogios. Giovanni diz que o português tinha ótimo relacionamento com os brasileiros e era uma pessoa muito agradável. 

O ex-desafeto de Van Gaal ainda aproveitou para dizer para que time vai torcer na final da Copa dos Campeões, entre Bayern e Inter, e não perdeu a chance de dar nova espetada no holandês. “Vou torcer para que seja 15 a 0 para a Inter, com cinco gols do Lúcio [outro mandado embora por Van Gaal]. Ele não sabe nada de futebol, não sabe nada, mas é ‘largo’. Fiquei um ano com ele, e era sempre o mesmo treinamento. O cara é doente, maluco”, finalizou.

12 comentários em “Van Gaal, desafeto de brasileiros

  1. Eu até tava pensando em torcer para o Bayern, para que os Brasileiros perdesse a Champions mas ganhasse a Copa, mas com essa coluna eu vou torcer para os Brasileiros.

  2. A historia e antiga, o interessante e que o cara ressucitou internacionalmente o Bayern. Se e largo, eu nao sei, mas se o Zagallo e o Parreira foram campeoes, tudo e possivel…

    1. Oportuna comparação. Se os dois “largos” por excelência se deram bem, o Van Gaal também pode.

  3. Depois de tanto tempo o gago Giovanni abriu o bocao, pq nao mandou bala no cara quando ainda andava pela europa. Medo? ou nao tinha um tradutor em que confiasse.
    Tem certas historias que caducam e essa e’ uma delas.

  4. O Brasil eliminou a Holanda duas vezeses em copas do mundo, será esse o motivo?
    Como diria Dinho Menezes (setorista do PSC) em relação ao Luis Omar, “está putinho da vida”.

  5. A verdade é que no meio profissional, sempre acharemos pessoas do timbre desse treinador.
    Profissionais medíocres, chefes escrotos, etc…
    Isso sempre vai existir em qualquer meio profissional!

    A postura do Giovanni foi correta.
    Na vida tudo passa e melhora…… ou piora! (risos!)

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