Giba complicou um jogo já naturalmente difícil, em função da chuva forte e pelo bom posicionamento do Águia em campo. Respeitou excessivamente o visitante, escalando três volantes. Além disso, insistiu com Otacílio, inoperante ao longo de todo o primeiro tempo, e só mudou no intervalo, quando normalmente tira o volante para a entrada de um meia. Ainda no primeiro tempo, como o time não rendia, deveria ter feito a primeira modificação no meio-campo, para dar mais consistência ofensiva e criatividade.
Além disso, como já havia ocorrido no Re-Pa, os próprios jogadores decidem em campo quem vai cobrar pênaltis e faltas às proximidades da área, contrariando a lógica das coisas: Marlon é disparadamente o melhor batedor de faltas da equipe, mas é constantemente preterido nas cobranças de penais. Custou também a trocar Marciano, que vinha mal e parecia cansado já no fim do primeiro tempo. E espera sempre o time sofrer o primeiro gol para optar por uma formação mais ofensiva. Tem dado certo – contra S. Raimundo, Águia, Paissandu e Águia novamente -, mas, até quando?
Do lado marabaense, João Galvão fez um jogo de espera, como lhe convinha. Pôs o time para rebater bolas no primeiro tempo e, na etapa final, fechou-se atrás, à espera de uma chance em contra-ataque. A oportunidade apareceu e Aldivan aproveitou. Errou ao não lançar meias mais criativos para sustentar o jogo no meio-campo e diminuir a pressão remista. Recuou exageradamente os meio-campistas e atraiu o Remo para seu campo. lançou Tiago Marabá (em substituição a Diego Biro) nos quinze minutos finais e Samuel também demorou a entrar na vaga de Jales, que teve baixa produção na partida. (Foto: TARSO SARRAF/Bola)
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