Por Ivo Souza (ivodesouzabarbosa@hotmail.com)
Ouvi seus comentários no último jogo do Remo contra o Independente e li sua coluna no DIÁRIO, hoje. De verdade, entendo sua visão de jogo, mas não concordo com a solução que você aponta para o Remo. Na comunidade do Remo no Orkut, a maioria está contra sua ideia de jogo e a teoria de que o erro está no 3-5-2. Mas também a maioria concordou com os 2 volantes nulos do Remo. Assim como você, não me agrado nem um pouco do futebol do Fabrício. Queria ver Didão e Danilo em campo.
Fiquei bastante desapontado também com a falta de entendimento de vocês todos da Rádio Clube com o trabalho do Giba. Mesmo jogando mal, nós, torcedores do Remo, temos um respeito muito grande pela capacidade desse cara como técnico. E de verdade, opinião minha e de alguns remistas, essa ideia de que 4-4-2 ou 3-5-2 resolve jogo e altera rendimento do time, não tem nada a ver – aliás, a mesma visão do Giba e também da maioria dos torcedores. Achamos que o problema está nos erros individuais. Sobre o caso das chuteiras, ele pode ter razão. Não estou dizendo que está totalmente certo. Reproduzo um dos comentários de nossa comunidade: “Não sei se esse caso é de chuteiras erradas, mas eu vi o time perdendo divididas de bola e tempo de jogo no 1º tempo, e no 2º não. Assim qualquer tática não dá certo!”.
Numa análise do trabalho de vocês, como torcedor, eu diria que vocês têm que entender que hoje, mesmo com uma grande torcida, o Remo se encontra em uma situação difícil, não só no cenário nacional do futebol, mas de crédito no Brasil. Jogadores não querem vir pra cá jogar em um time que nem divisão tem, que paga mal seus compromissos. Aí, veio o Giba, um cara que na minha visão dificilmente aceitaria vir para cá, pois é um técnico respeitado. Outra: vocês queriam que a prata da casa fosse usada, moldada, treinada. Pois estão sendo pelo Giba. Erram muito, claro, mas estão sendo treinados! Estou pedindo que vocês revejam suas críticas e suas teorias. Admiro vocês todos, de verdade. Por isso, estou escrevendo esse e-mail, pois não escreveria isso a um meio de comunicação sensacionalista.
Deixar mensagem para Sylvio Nóvoa Cancelar resposta