Pará à beira do esquartejamento

Nunca foi tão fácil esquartejar um Estado continental. Depois de aprovada a urgência para a votação dos projetos de plebiscito dos Estados de Carajás e Tapajós, os parlamentares e lideranças empresariais das duas regiões comemoram o que consideram a primeira grande vitória da iniciativa. Diante do imobilismo das forças estaduais diante do iminente esquartejamento do Estado, o movimento avança e é provável que ainda no primeiro semestre de 2011 sejam realizadas as consultas populares. A estratégia dos separatistas é fazer com que os dois plebiscitos aconteçam no mesmo período, a fim de que os eleitores das duas regiões votem maciçamente no “sim”. Caso seja criado, o Estado do Carajás terá 39 municípios, distribuídos por 296 mil quilômetros quadrados da região mais rica do Pará. A população será de 1,412 milhão de habitantes. Tapajós terá 700 mil quilômetros quadrados e população de 1,180 milhão de pessoas. Restará ao Pará a menor parte do mapa atual: 248 mil quilômetros quadrados, com uma população de 4,7 milhões de habitantes.

24 comentários em “Pará à beira do esquartejamento

  1. Engraçado! Os políticos do sul / sudeste do Pará escolheram o filé para tentar criar o estado de Carajás meteram até Tucuruí na jogada, quer dizer, ficaríam com as minas, as siderurgicas, a hidroelétrica, a ferrovia, o lado bom da transamazonica e gado todo pra eles. Já o Tapajós ficaria grande de mais para eles, mas seriam agraciados tambem com os minérios e Belo Monte, enquanto o Pará velho de guerra ficaria com resto. E ainda estão querendo levar o Marajó e aí ao invés de Pará deverímos ser chamados de Pará- Mirim ou Paranaí. Acho que se tem que dividir que se divida em dois, leste e oeste.

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  2. O que me causa perplexidade é a leniência do “resto”. Estão fazendo uma operação cirúrgica invasiva e deletéria em nosso estado e as chamadas “lideranças” parecem estar de acordo – como se assumindo o “já vai tarde”. Passo a considerar que as elites da RMB não merecem um estado do tamanho do nosso. Talvez prefiram um “parazinho” mesmo – como de resto se tranformou tudo por aqui.
    Muito gostariam, em verdade, de ter nascido no Rio de Janeiro – se sentem cariocas mesmo que sejam frequentadores da Praia do Bispo.
    E se a turma do Marajó resolver aproveitar o embalo?
    Adeus, “terra de ricas florestas”. Não verei mais o “colosso, tão belo, e tão forte”.
    Vamos continuar discutindo se o Paysandu é ou não pior que “o IDH de Melgaço”.

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  3. Escutei uma entrevista do Zenaldo Coutinho sobre esse assunto, dizendo que, num plebiscito desses, a população interessada que participa dessa votação é extensiva a todo estado, ou seja, a região nordeste e mais populosa também votaria.

    Confesso que desconheço como se desenrola esse processo, mas se o Zenaldo estiver certo, basta que metade na populção da região nordeste vote contra que os separatista vão se fufu.

    Mas na boa, eu até aceitaria o Estado do Tapajós, mas entregar o sul do Pará pra um bando de forasteiro mineiro, capixaba, goiano, gaúcho, etc., que chegaram aqui pra saquear e roubar os nativos, é dose meu amigo!!!

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  4. Penso mais ou menos como você, amigo Sylvio. E tenho razões até sentimentais nessa história. Sou um paraense do interior, nasci às margens do rio Tocantins, conheço quase todos os municípios. É duro ouvir determinados políticos, com os olhos ávidos na fartura de cargos e mordomias que a criação de um novo Estado gera, dizerem que isso é melhor para o Pará. Com todo o respeito, que direito tem um goiano, um capixaba, um gaúcho, um paranaense e até um amazonense de chegarem aqui e ditarem as regras para o futuro do Pará? Passando a mão nas terras mais ricas do país e a gente finge não ver o assalto? A troco de quê, parceiro? Os problemas existentes hoje só mudarão de rubrica, mas continuarão porque é assim nas regiões mais distantes. Veja o que foi feito do Estado do Tocantins, transformado em mero feudo da família Siqueira Campos. O Pará é dos paraenses. Que os forasteiros procurem seus Estados de origem para brigar por separatismo.

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  5. A bronca Gerson, é que não se vê movimento algum no que “Resta do Pará” contra isso!

    E aí? Não ví ninguém se mobilizar?
    Gerson, tu sabes de algum movimento indo pra Brasília saído de Belém ou de outros lugares que sejam contra e “batem o pé” dizendo NÃO??

    O que parece é que colocamos o traseiro na janela, todo mundo passa a Mão mas ninguém diz nada!!

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  6. Outra coisa é acharem que vão aceitar o plesbiscito em Todo estado!

    Não vão não!!!

    O sul vai se mobilizar pra levar o plesbiscito só pra área de interesse deles!! Podem escrever isso!

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  7. É justamente essa a dúvida que eu tenho, escutei nessa entrevista do Zenaldo que antes a população a ser ouvida era apenas a que se desejava separar, mas parece que houve uma Emenda Constitucional extendendo a consulta a toda a população do ente a ser dividido.
    Se for isso mesmo, não tem nada pra eles.

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  8. No Congresso, ha duas fontes de interpretacao. uma acredita que bastam os proprios eleitores do futuro Estado e a outra diz que e necessario que todos os eleitores do Estado de origem votem. Mas nao acredito em votacao rapida no parlamento, porque e necessario passar por cada comissao.

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  9. E a nossa Dignissíma Governadora, o que ela está fazendo contra isso? Aposto que ela esta que nem o Coronel Nunes: Nem sabia que ia ter esse campeonato!

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  10. Éguaaaaaaaa, nunca vi uma partilha tão “igual”. Realmente nossos Políticos são como mosquitos da dengue: Não tem força, são pequenos, quase ninguem vê, se proliferam muito rápido, mas causam um mal o ano todo.
    Esse é mais um retrato do caos politico que o Pará vive. O Pará pai d’egua!!!

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  11. Pelo esboço do mapa é uma fratura externa. Assim também não. Tapajos ficar maior que o Estado de Origem não concebe . Reformular é necessário.

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  12. Alberto,
    A meu ver questão não é de aceitação, mas sim, de acatar o que manda a lei.
    A lei Nº 9.709, de 18 de novembro de 1998 reza o seguinte no seu Art. 4:
    “A incorporação de Estados entre si, subdivisão ou desmembramento para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, dependem da aprovação da população DIRETAMENTE INTERESSADA, por meio de plebiscito realizado na mesma data e horário em cada um dos Estados, e do Congresso Nacional, por lei complementar, ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas”.
    E no seu Art. 7:
    “Nas consultas plebiscitárias previstas nos arts. 4o e 5o entende-se por população diretamente interessada TANTO DO TERRITÓRIO QUE SE PRETENDE DESMEMBRAR, QUANTO A DO QUE SOFRERÁ DESMEMBRAMENTO; em caso de fusão ou anexação, tanto a população da área que se quer anexar quanto a da que receberá o acréscimo; e a vontade popular se aferirá pelo percentual que se manifestar em relação ao total da população consultada”.
    Como a população do nordeste do estado, em tese, não interessada no desmembramento é bem maior do que a realmente interessada, vejo pouca possibilidade de êxito na proposta.
    Mas eu concordo que a matéria é séria e os parlamentares que são contra devem estar atentos, pois há muitos interesses envolvidos.

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  13. Mesmo as populações das regiões do Capim, Guamá, Caeté, Marajó e Tocantins se ressentem da distribuição assimétrica dos recursos orçamentários do Estado. É necessário rever radicalmente essa postura da RMB.
    Quanto às regiões do Lago Tucuruí, Carajás e Araguaia a disputa é cultural. A Secretaria Estadual de Cultura deve assumir uma ação integrada de deposição dos valores regionais. Os gaúchos, por exemplo, instalam CTGs. Podemos desenvolver Centros de Tradição Cabana – para a divulgação, valorização e contraponto com os hábitos e costumes. Isso devia ter sido feito já na primeira fase do processo migratório. Quem não valoriza o que é seu …..

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  14. Esse argumento de falta de investimentos igua]litário é sofisma. O único estado brasileiro que tem esta postura de distribuição é Santa Catarina. Se fosse isso a razão, todo norte de Minas Gerais deveria forma um novo estado. Esperemos o plesbicito e digamos não a divisão.

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  15. Esclarecedoras palavras, amigo Soeiro. Esse aspecto do colégio eleitoral já está sendo trabalhado pelos separatistas, querendo emplacar malandramente a tese de que só as populações das regiões envolvidas devem votar no plebiscito. Além do aspecto legal, mencionado por você, há o aspecto lógico: se fosse assim, não existiriam mais municípios, meu caro. Todo e qualquer município desse país realizaria seu próprio plebiscito e aprovaria sua emancipação. Como diria o Anaice, mas assiiiim…

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  16. Sérgio Soeiro,
    Talvez por pensamentos como esse é que a coisa chegou onde chegou, se houvesse uma ação parlamentar, fulminante, no início, este projeto já seria considerado natimorto, mas, todo mundo vai entendendo que lá na frente não passa, e quando chega lá…PASSA, ESTÁ PASSANDO, caro Sérgio.
    Atenta bem, que, pelo que se lê, na mídia que divulga e a nossa não divulgou tanto, por isso, o assombro, agora, para a redação do requerimento, que requer que a consulta seja só nas partes interessadas, ou seja, só nos dois novos futuros estados, e essa “malandragem” tá passando, pois caso contrário, esse projeto já teria sido arquivado.
    Penso, que cabe à imprensa, liderar um GIGANTESCO movimento, para motivar o povo, a ir prás ruas todo final de semana, promover manifestações maciças de repúdio à separação, que assim ocorrendo geraria impacto, dentro e fora do país e conseguiríamos adeptos contra separação, mesmo, nas regiões separatistas.

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  17. A impresa não vai liderar nada, os grupos de comunicação já estão implantando as suas sucursais em Santarém e Marabá, esperando o que vai dar. Em alguns casos, os donos dos meios de comunicações incentivam camufladamente o movimento separatista através de interesses políticos

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  18. Otávio, pela parte que me toca, um pequeno reparo ao seu comentário: o DIÁRIO tem 27 anos de existência e mantém sucursais nesses municípios (e também em Altamira, Cametá, Castanhal, Paragominas, Tucuruí e Soure) desde sua fundação, em agosto de 1982.

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  19. Sem querer entrar em discussão Gerson, quando me referí a sucursais, queria dizer, que hoje existe o Diário de Carajás ,que não é uma sucursal e sim um outro jornal, mas do mesmo grupo, o RM deve ter também o seu. Abs

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  20. Sim, entendo sua colocação, mas são projetos de expansão editorial que têm oito anos de existência, Otávio. Os nomes têm a ver com a denominação das regiões e a iniciativa do Diário nunca esteve vinculada a pretensões separatistas de quem quer que seja. Os dois suplementos atendem especificamente a necessidades regionais, inclusive quanto a anúncios, porque circulam nos municípios das regiões, cujas lojas e empresas nem sempre têm interesses no resto do Estado, nem têm condições de cumprir a tabela de preços praticada pelo jornal aqui na capital.

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  21. Concordo com a maioria dos cometários acima, mas principalmente a parte que toca a situação dos interessados serem ” FORASTEIROS” que vieram aventurar-se por estas bandas, a grande maioria liso e hoje enrriquecidos pela nossas bonanças querem a mão grande afanar aquilo que os alimentos durante anos e até séculos.

    O que mais me entristece, além dessa pilantragem é ficarmos parados e inertes. Gostaria que o Gerson indicasse algum movimento contundente de participação contra esta famigerada divisão.

    VIVA O PARÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! GRANDE , VIVA UMA REPÚBLICA CABANA!!!!!!!!!!!

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  22. Caro Silas,
    Veja; eu não sou contra o plebiscito, aliás, contra nenhum plebiscito. É uma ferramenta das mais democráticas. Então não se pode “barrar” uma ferramenta democrática, pois aí estaremos incorrendo num perigoso autoritarismo, aí véio, pior não poderia ficar.
    Se há parlamentares que desejam o plebiscito, é um direito deles. Cabe aos parlamentares corretos (e também à sociedade organizada) fiscalizar para que não haja mudança de regras no decorrer do jogo.
    Por fim, se a sociedade paraense em sua maioria decidir pelo desmambramento, temos mais é que acatar, certo?
    Abraços.

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  23. isso é desculpa desses cara que vem la de minas, rio grande do sul, maranhão, etc pergunta para eles se tem algum paraense bando de pilantra fico pensando são as pessoas pobre que se deicha levar por esses bando de picaretas
    essa e minha revolta não a divisão

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