O Paissandu navega em águas tranquilas no Parazinho, mas nos bastidores a situação está à beira de um conflito bélico. O presidente, Luiz Omar Pinheiro, foi acusado de estar mentindo quanto às pendências trabalhistas do clube. O advogado e conselheiro Alacyr Nahum, que já integrou o Departamento Jurídico do clube, afirma que, desde que Luiz Omar assumiu a presidência (2008) já foram protocoladas 38 reclamações trabalhistas contra o Paissandu. “Isso que ele fala, de que não existem ações na Justiça do Trabalho na gestão dele, é mentira. São 38 reclamações, sim. Houve algumas desistências, em torno de dez. Não sei se foi acordo. Mas, mesmo com 28 ações, isso prejudica muito o clube perante a Justiça do Trabalho. Os juízes ouvem rádio, lêem jornal”, diz Nahum, explicando que as declarações de LOP, de que não foi acionado juridicamente no período em que administra o Papão, é oportunismo e mentira.
Procurado pela reportagem do BOLA, Luiz Omar disse, por telefone, que irá apresentar em documentos a real situação do clube e tratou de desqualificar Nahum. “Esse cidadão não tem nenhum trabalho expressivo no Paissandu. Eu acho ele um zero à esquerda, não conheço nenhum trabalho dele dentro do clube e lamento que, num processo de soerguimento do futebol paraense, a imprensa abra espaço para um cidadão desse. Se fosse um Ricardo Rezende que falasse, se fosse um Antonio Couceiro, Paulo Moraes, mas uma pessoa dessas…”, disse.
Luiz Omar acusou Alacyr Nahum de sumir com os contratos das lojas que fazem parte do estádio Leônidas Castro, quando deixou o clube. “Ele tem é que explicar quando ele largou o Departamento Jurídico do Paissandu. Ele deu fim em todos os contratos das lojas da Curuzu, tive que fazer um por um. Isso eu vou provar. Cadê o contrato? Sumiu. Até eu refazer (o contrato) loja por loja fiquei três meses sem receber (os aluguéis)”, revelou.
LOP garante que comprovará com documentos a situação do clube na área trabalhista. “Eu vou mostrar que hoje o Paissandu deve somente 1,390 milhão de reais na Justiça do Trabalho, além dos 2,2 milhão de reais do Arinélson, que está em Brasília para recurso, e o Paissandu vai ganhar essa ação. Eu vou lhe mostrar isso em um documento oficial”, prometeu Luiz Omar.
Procurado para falar sobre a acusação de que teria sumido com os contratos das lojas, Nahum mostrou-se tranquilo e disse que prefere aguardar o teor das declarações de LOP e, aí sim, se pronunciar. Nahum foi o conselheiro que denunciou irregularidades no processo de negociação do meia Fabrício com empresários do exterior. Na época, a diretoria anunciou que o negócio ficou em R$ 400 mil. Nahum afirma que a transação ficou em R$ 2,5 milhões, sem que esse valor tenha sido contabilizado para os cofres do Paissandu. (Com informações do Bola)
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