Por Mauro Negrão (helezcallebe@yahoo.com.br)
Gostaria de parabenizá-lo pelas sempre brilhantes assertivas, seja nas suas participações no “Bola na torre” ou em sua coluna no Diário do Pará, da qual sou leitor assíduo e fã incondicional. Entretanto, permita-me fazer alguma indagação e também manifestar minha opinião.
A propósito do artigo “O pagode do preconceito”, deste domingo (04/04), não sei se o fato de uma pessoa deixar de entrar em uma mesquita, sinagoga, igreja protestante, casa espírita etc. caracteiriza-se por preconceito. No tocante à consciência política e a militância em causas sociais, você mesmo citou nomes (entre outros) que, “a seu modo” desenvolvem algum trabalho nesse sentido… Penso que jogadores são pessoas normais, como advogados, empresários, políticos ou jornalistas, uns fazem sua parte outros nem tanto, mas não se pode generalizar.
Mas, voltemos ao preconceito! Nestes dias, a mídia de um modo geral tem dado grande cobertura aos festejos alusivos a um grande e ilustre brasileiro, que se vivo estivesse estaria completando um século. Homem comprometido com o bem do seu semelhante, generoso, que quase tudo quanto ganhava dividia com os destituídos de oportunidades, chamado Chico Xavier. Mas, a propósito, você tem notícia de que ele tenha visitado alguma instituição evangélica? Se não o fez, seria por puro prconceito? O que lhe parece ? Outro que me custa entender é que quando algum muçulmano, judeu ou espírita comete algum delito ou algo politicamente incorreto ninguém (leia-se os formadores de opinião) cita a sua religião, mas se for um evangélico o termo em maior destaque é sua religião, e não o fato em si. Por que será? Não estaria enrrustido aí um pouquinho de preconceito?
No caso dos jogadores citados em sua coluna, não resta dúvida de que cometeram um ato falho digno de nosso repúdio. Penso que existem muitas maneiras de manifestar algo que não é muito comum na sociedade moderna, que é a solidariedade humana ou amor ao próximo, sem necessariamente precisar entrar em algum lugar que vá de encontro a princípios que abraçamos. Agora ficar pagodeando enquanto outros se solidarizam… convenhamos, é demais! De fato, preconceito é algo insuportável que não pode nem deve ser tolerado!
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