Por Maurício Lima (mauricio_p_lima@hotmail.com)
Confesso que, como fã do comentarista Gerson Nogueira, estou decepcionado com a coluna de hoje. Muito me admira o colunista estar preso a idéias arcaicas e retrógradas de saudosismos com o Baenão diante da iminencia “quebra” do meu Clube do Remo, afundado em dívidas, bloqueios, leilões… É obvio que se o clube estivesse com as finanças em dia, não seria um bom negócio, ocorre que o Remo deve cerca de 8 milhões na JT, não tem perspectiva de pagar essas dívidas, pois os bloqueios nas rendas e cotas para pagá-las, gera novas dívidas num círculo vicioso letal.
Com a venda/permuta, sanaremos TODAS as dívidas liberando renda e cotas de patrocínio tornando o clube administrável, teremos uma arena moderna e funcional (quase impossível de fazer no Baenão), CT, e ainda sobrará dinheiro para os cofres do clube. Temos que ser racionais e analisar o que pode e deve ser feito e não o que seria o ideal, de forma utópica. Do que adianta eu divagar que a área vale 50 milhões e perdê-la num leilão da JT por 10 milhões? Valor histórico? Me poupem, derrubaram Wembley para modernizá-lo… Isso é uma visão empreendedora e moderna. Quando estamos em dificuldades financeiras, às vezes nos desfazemos de patrimônio com alguma perda, para podermos nos recuperar mais na frente. É o caso do Remo. Patrimônio puro e simples não vai tirar o Remo do atoleiro. Com essa venda, a oxigenação das finanças, liberação de bloqueios, o Remo vai poder seguir seu caminho, com estrutura de time grande. E como remista apaixonado que sou, te garanto, não repita que o torcedor ficará sem identificação com o clube pela venda do Baenão. Nosso amor pelo clube está muito além de um estádio, de um mascote, é algo que transcende, e no longínquo Tapanã ou onde for que construam esse estádio, estarei lá em todos os jogos como sempre fiz, pois torcedor que não vai a campo porque é longe é simpatizante, e não torcedor.
Deixar mensagem para Cleiton Cancelar resposta