Por João Lopes Jr. (englopesjr@gmail.com)
Pessoalmente, duvido que haja interesse dos dirigentes de Remo e Paissandu em respeitar os direitos do torcedor e ainda a cada um dos artigos estabelecidos em muitas leis, federais e estaduais, e não apenas aqueles do estatuto do torcedor, como também os trabalhistas e outros… Antigamente, havia a padaria da esquina e o velho padeiro português, o mesmo do trato grosseiro, das unhas sujas, das contas em papel de enrolar pão e balança bem abaixo do ventilador. Este é o exemplo mais próximo do usual atendimento ao cliente que se vê nos estádios. Pague para entrar e para sair que Deus te proteja. O prosaico pensamento ainda predominante no futebol do Pará do negócio de lucros máximos e nenhum respeito ao cliente ou já é um fóssil, ou é um resquício já atrofiado de como proceder junto ao cliente, um fato marcado pela competitividade oriunda da evolução das disputas de mercado naturais do capitalismo. Portanto, ou os dirigentes do futebol paraense não sabem ganhar dinheiro, ou sabem disso e só não têm mesmo vontade de mover uma palha para modificar esta lamentável situação e colocando a culpa nos outros. Os outros, é bom que se diga, somos eu e você, os torcedores, os cidadãos. O estado, os urubus do ver-o-peso e as mangueiras do bosque também são culpados da crise do futebol caboco – assim mesmo, sem “L”. Só eles, os cartolas, é que teriam razão. Teremos que nos adaptar à filosofia deles se não quisermos ver o futebol do Pará definhar. Isto é certo? O que ocorre é que cartolas acabam por fazer por onde perder dinheiro e credibilidade. E pior, eles estão perdendo é o futebol paraense. Torcedores azulinos e bicolores já formam uma só torcida, a da sobrevivência do futebol paraense face ao mais completo despreparo dos cartolas, pra ficar no mínimo. O Ministério Público tem razão. A Vigilância Sanitária também, como os Bombeiros e a Polícia… E, ia esquecendo, este sempre tem razão, o cliente!
Deixe uma resposta