Mangueirosa dança ao som de pagode e mela-cueca

Dudu Nobre (PQP!!), Diogo Nogueira, Fábio Junior (PQP ao cubo!!!)… Vou te contar. Um belemense ausente de sua terra tomaria um susto ao deparar com programação de aniversário tão furreca e alheia às nossas tradições culturais. Sem querer ser chato ou radical, não resisto à pergunta: cadê Nilson Chaves, Pedrinho Cavalero, Marco André, Sebastião Tapajós, Paulo André Barata, Pinduca, Nego Nelson, Maria Lídia, Salomão Habib, Mestres da Guitarrada, Arraiá do Pavulagem, Banda Sayonara, Juliana Sinimbu e (vá lá que seja…) Calypso? Será que esses artistas não têm tanto (ou mais) talento e apelo popular que os ditos cujos lá de cima? (Detalhe: não citei Dona Fafá porque, como se sabe, ela adotou uma persona amazonense que até hoje clama por maiores explicações).

16 comentários em “Mangueirosa dança ao som de pagode e mela-cueca

  1. Caro Gerson,
    Faltou tbm os mestres da guitarrada,quanto a Fafá,vc tem toda a razão..ela realmente não se identifica com o nosso povo e mais triste fico em ver esta cantora ser a “garota propaganda” de uma rede lojas dita “popular”.
    grande abraço

    1. O problema, caro Bento, foi a famosa guinada manauara, há alguns anos, quando aceitou patrocínio do governo do Amazonas para badalar os bois Caprichoso e Garantido. Nesse período, pediu para não se assinar “de Belém”. Não esqueço esse tipo de presepada.

  2. Nem chato e muito menos radical amigo Gerson, é a mais dura realidade.

    E tem mais, um aniversariante festeja e ganha presente, e qual o presente da nossa cidade? já sei, a eliminação de alguns que só maltratam Belém, desde suas autoridades até os que a sujam.

    É muito triste…

  3. Esse sujeito que está na prefeitura (juntamente com todos os asseclas que o rodeiam) não sabe o que é cultura. É muita mediocridade! Aliás, além de safadeza, incompetência e cinismo, estou tentando descobrir algo que o Dudu tenha domínio.

  4. Gerson,
    Também acho que não se trata nem de chatice, nem de radicalismo. Me parece que é tudo uma questão de gosto. Também preferiria os conterrâneos aos quais você se referiu, salvo o Calypso. Também não me apetecem a música do Dudu Nobre e a do Diogo Nogueira. Mas acontece que a maioria dos demais habitantes de nossa cidade os tem em grande conta. Há de se exercitar a tolerância, conforme você mesmo disse no Post sobre o Plano dos Direitos Humanos. Aliás, se não fosse o enorme perigo que representa a Aldeia Cabana e seu entorno, principalmente num show do tipo O8OO, eu até arriscaria uma volta por lá, juntamente com minha esposa e duas filhas, para assistir ao Fábio Jr. A propósito, ainda há pouco assisti na RBA a uma entrevista alusiva ao aniversário de Belém, na qual a Clara Pinto Nardi convida a população para assistir no sábado, num palco a ser montado ao lado da Igreja da Sé, a um espetáculo de dança executado pelas suas bailarinas ao som da música de Roberto Carlos.

    1. Pois é, prezado Antonio. Sabemos que o gosto majoritário da população inclina-se pela música de baixa qualidade, mas será que alguns de nossos artistas mais populares não seriam capazes de alegrar a massa, do mesmo jeito que esses importados (e caros)? Não estou nem querendo impingir Tapajós ou Habib, sabidamente virtuoses, mas Nilson, Pedrinho, Pinduca e os mestres da Guitarrada estão aí mesmo na boca do povo. Falta é um mínimo de consideração e respeito, que impedisse um tosco como esse prefeito de meia pataca a ignorar as boas coisas da terra. E ainda me aparece a tal professora de dança, famosa pelo deslumbramento, para também encher a bola do “rei”, que nem precisa mais dessas bajulações. Alguém precisava dizer a essa mentecapta que temos canções de finíssima qualidade que podem embalar espetáculos de qualquer nível.

      1. Bom, meu caro Gerson, sem querer polemizar, o que eu sei é que o fato d’eu não me inclinar pela música do Dudu Nobre, do Diogo Nogueira, da Banda Calypso e outros que tais, para mim não significa que a maioria que deles gosta tenha inclinação pela música de baixa qualidade. E quanto à professora de dança, pessoa que só conheço pelo que é constantemente divulgado nos órgãos de comunicação, como o que me referi no post anterior, aparentemente não ostenta nenhuma caracterísitica mentecapta. Aliás, o mestre de cerimônia da festa alusiva ao aniversário de Belém promovida pela RBA aparentemente também não acha, eis que a tratou da maneira a mais cortes e festiva, inclusive fazendo entusiasmada divulgação do evento já referido. Agora, devo admitir que você está prenhe de razão quando diz que a música paraense, tanto a clássica, quanto a popular, tem peças que renderiam excelentes resultados num espetáculo de dança. Aliás, um exemplo desta verdade foi um espetáculo montado há dois ou três anos passados, pela professora Auxiliadora Monteiro, e apresentado por dois dias no Teatro da Paz, todos com casa lotada. Sei disso porque estive lá para assistir especialmente uma das pequenas bailarinas que se apresentou na ocasião. Ah, pelo que já tive oportunidade de verificar, in loco, várias e diversas vezes, até fora do Pará, todos os artistas conterrâneos aos quais você se referiu, inclusive os eruditos, na minha opinião, também têm, sim, plenas condições de empolgar uma parcela significativa do público. Desconfio até que exista quem seja capaz de experimentar boas sensações p. ex. tanto com a Banda Calypso quanto com o Salomão Habib.

  5. E bote furreca nisso Gerson, eu fui de manhã bater umas fotos pro albúm, e vi um monte de gente esperando um pedacinho do bolo de Belém, disseram que iria ser cortado às 10:00 hs, eu quando vi a fila, desisti, fui dar uma volta no Ver-O-Pêso, quando voltei lá pelas 12:00 hs, é que começaram a cortar o bendito bolo, e não deu pra quem quis, quanto aos artistas, duvido que no aniversário do Rio de Janeiro, ou Bahia, eles convidariam, artistas de outras plagas, lamentável, e falta de consideração com os nossos conteraneos.

  6. Dudu e Diogo (esse é lindo!) é animação pura. Fábio Jr continua um charme com aquele sorriso lindo! Mas, confesso que não entendi a presença deles no aniversário de Belém. Nada a ver.

    Pelo menos Salomão Habib esta agora no Schivasappa homenageando a cidade com o nosso sotaque papa-chibé emanado das cordas de seu violão.

  7. Ei Gérson, o Diogo canta samba dos bons e é filho do mestre (bom e biriteiro comunista) João. O programa Gamboa que ele media na TV Brasil é sangue bom. Sinto um certo preconceito dos marrons sobre o “muleque”. Qual é Gérson, branco de olho azul (e bonito, segundo a Marlene) não pode ser sambista bom? Rs.

    1. Aprecio o velho João Nogueira, caro Cássio. E não tenho nada contra o filho. Mas a questão em debate era outra: o menosprezo pelos talentos locais, nascidos sob a sombra das mangueiras.

      1. Vá lá que o Calypso fosse prestigiado, mas tecnobrega seria uma forçassão de barra também né mesmo?

      2. Vá lá que o Calypso fosse prestigiado, mas tecnobrega seria uma forssação de barra também né mesmo?

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