A notícia de que Wagner Tardelli virou funcionário do Atlético-MG, integrando a comissão técnica do técnico Vanderlei Luxemburgo, chamou atenção nos meios esportivos pelo ineditismo e pelas desconfianças naturais envolvendo arbitragem no Brasil. Segundo o treinador, o papel de Tardelli será o de instruir jogadores e a comissão técnica, do infantil ao profissional, sobre as regras da arbitragem. Há algum tempo, quando inaugurou sua “faculdade”, Luxemburgo provocou polêmica ao convidar (mediante cachê) árbitros para palestras nos cursos. Os adversários viam nisso uma forma disfarçada de subornar os mediadores.
Apesar do aspecto inovador, que Luxemburgo faz questão de ressaltar, os demais clubes certamente ficarão bem atentos às arbitragens em jogos do Galo a partir de agora. Coincidência ou não, o clube é um dos mais prejudicados pelos apitadores e vive protestando contra isso. Por outro lado, Tardelli teve uma carreira polêmica, aliando críticas às suas atuações e suspeitas sobre favorecimentos.
Aqui no futebol paraense mesmo andou às voltas com o então dirigente Miguel Pinho, do Paissandu, que dizia a quem quisesse ouvir que teria feito acertos com ele em jogos do Parazão e da Copa Norte. A história nunca foi devidamente apurada e caiu no esquecimento depois da morte de Pinho. Antes de se aposentar, Tardelli foi envolvido na célebre polêmica em torno da final da Série A de 2008, quando foi substituído na véspera do jogo, depois que circulou a história de que a diretoria do S. Paulo teria lhe enviado ingressos do show da cantora Madonna como “agrado”. Igualmente, o caso acabou ficando em aberto, sem nenhuma prova conclusiva.
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