Schumacher causa insatisfação na Mercedes

A vida é engraçada. Grande parte do mundo da Fórmula 1 e da cena esportiva em geral recebeu com alegria o retorno de Michael Schumacher às pistas, previsto para 2010. Mas, por incrível que pareça, a contratação acabou sendo reprovada pelos próprios funcionários da Mercedes. Motivos? Ciúmes em relação aos ganhos do heptacampeão mundial de F-1. Os trabalhadores da fábrica alemã mostraram revolta com o alto salário de Schumacher, de cerca de sete milhões de euros (aproximadamente R$ 17 milhões) anuais durante três temporadas, em meio a uma fase aperto geral nos custos da empresa.

Antes da contratação de Schumacher, a Mercedes tinha dificuldade em competir no mercado automobilístico. Uma das medidas que revelaram os sérios problemas da empresa foi a transferência de parte da produção do modelo Classe C para os Estados Unidos, objetivando reduzir despesas. Entretanto, a direção da Mercedes avalia que Schumacher trará lucros a longo prazo para a montadora. O diretor da divisão esportiva da empresa, Norbert Haug, confia no aumento da venda de automóveis com a presença do alemão no cockpit da equipe. “Com certeza, a presença dele aumentará a venda de veículos e irá atrair a atenção de muitas pessoas para a qualidade da estrela, símbolo da nossa empresa. Sabemos muito bem onde investimos nosso dinheiro”, garantiu Haug, em entrevista ao canal de televisão ZDF.

Cada um sabe onde o sapato aperta, mas é mais ou menos óbvio que a vinda de um astro do nível de Schumacher vai dar um sopro de qualidade na Mercedes, que certamente terá condições de aumentar seu faturamento e, com isso, melhorar os ganhos de seus demais funcionários. Só os muito malucos ou burros não entenderam a equação.

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