Paraíba vai reforçar o S. Paulo

PARAÍBA

Da ESPN

O meia Marcelinho Paraíba, do Coritiba, será apresentado como novo reforço do São Paulo em janeiro. O acordo entre as partes já está fechado e o jogador, que disputa o Campeonato Brasileiro pelo Coritiba, é o primeiro reforço para a próxima temporada. A diretoria tricolor, no entanto, prefere disfarçar. “Estamos pensando no título, esse é o nosso foco”, disse o diretor João Paulo de Jesus Lopes: “Contratações apenas quando o Brasileiro terminar”.

O técnico Ricardo Gomes também não comenta sobre o assunto, mas revela que já conversou com a diretoria sobre reforços. “Já conversei e a diretoria sabe as posições que temos de focar. O São Paulo tem um bom planejamento, antecipa bastante e isso é muito bom”, despistou. Marcelinho retorna ao São Paulo nove anos depois. Em sua primeira passagem, teve uma participação de destaque. Seu contrato com o time paranaense vai até o meio do ano que vem, mas uma cláusula permite o rompimento do vínculo caso surja uma proposta vantajosa.

Tudo a ver. Com esse cabelo, Paraíba vai formar linda dupla com Ricky na meiúca.

17 comentários em “Paraíba vai reforçar o S. Paulo

  1. Bom jogador. É o que o São Paulo não tem há algum tempo: alguém capaz de desequilibrar um jogo. O Hernanes não é craque.
    Andam falando pelas bandas do Morumbi na chegada do Rafael Sóbis, isso sim uma boa pedida.

    1. Acho que o Paraíba pode, sim, arrumar aquele setor de meio-campo. Hernanes foi endeusado e é apenas um jogador comum, além de não ter qualidades de um verdadeiro camisa 10.

  2. Para não ficar por trás (ops!) do seu novo companheiro de meiúca o Ricky vai solicitar ao seu designer capilar : – assanha na frente e pica atrás!.

  3. O Marcelinho Paraíba já jogou no São Paulo em 1995, sob o comando Carlos Alberto Parreira de triste lembrança para os tricolores. Não do Marcelinho, é claro, mas do “homem da uva”…

    1. Elton,
      Não comungo do credo politicamente correto, que trava qualquer tipo de comentário livre nos dias de hoje. Posso ter eventualmente exagerado, mas peço que avalie a atitude pública de alguns jogadores, que ostensivamente se manifestam (por gestos ou palavras) quanto à sua opção sexual. Se o cara faz questão de chamar atenção para esses aspectos não creio que seja ofensivo abordar o tema, livremente. Óbvio que o comentário extrapola a questão futebolística, mas sem essa carga de ofensa e vilipêndio que você proclama.

      1. gerson, nao concordo com vc. a atitude publica do richarlysson deveria ser respeitada e nao virar motivo de chacota. nao bastasse ele ser minoria, e ser perseguido, e sofrer preconceito por parte ate mesmo dos torcedores do proprio time, ainda tem que “pagar as consequencias” de sua opcao sexual frente a pessoas que teoricamente sao esclarecidas o suficiente para saber que nao se trata de ser politicamente correto, mas de respeito? paraenses, por muito menos, adoram dizer que sofrem preconceito da “imprensa paulista”, “do povo do sul” etc. me admira de alguem como vc, paraense, vindo de baiao, alguem que tao frequentemente aponta os excessos e preconceitos da impressa do sul/sudeste brasileiro pensar dessa forma.

        e tudo isso nao explica qual o problema do marcelinho paraiba pintar o cabelo. ou agora quem pinta o cabelo eh viado tambem?

        eu imagino qual seria a sua reacao, e de todos os paraenses, se um blog paulista noticiasse algo como “belem nao merecia mesmo a copa, la eh fim de mundo”. duvido que as pessoas levariam na brincadeira.

        mas como diz o ditado cada um sabe onde aperta o calo.

      2. Elton,
        Não é o caso de achincalhar ou escorraçar alguém por suas preferências. Fiz uma piada, um chiste, comum ao universo boleiro – quem vai a estádios sabe bem disso. Se passarmos a censurar qualquer gracejo, por mais que pareça agressivo ou ácido, logo não se poderá emitir qualquer opinião livremente. A auto-censura, tão comum nos dias de hoje, não pode virar regra. Externei, na forma de comentário jocoso, uma opinião e não acho que tenha incorrido em nenhum crime por isso. Imagine você se houvesse punição para todos que tiraram sarro do Michael Jackson ou do Ronaldo Fenômeno no caso dos travestis?

  4. É verdade, Elton. É o tal “machismo” que desencandeia reações como essa. É a falta de respeito disfarçada de brincadeirinha… (sem graça!)

    1. Marlene,
      O chiste pode ter sido pouco engraçado (questão de opinião e respeito a sua), mas não justifica esse princípio de guerra santa pelos bons costumes e respeito às minorias. Tenha santa paciência.

      1. eh facil dizer que isso eh chororo quando se eh parte da maioria… como eu disse no comentario anterior, quando a maioria (sul/sudeste) faz qualquer piada sobre os indios (opa!) de belem eh uma gritaria geral.

  5. Não são minorias, Gerson, basta você olhar para o seu lado, para a frente, para trás (ops!) que você verá que não são minorias. Assim como os negros também não são, mas todos insistem em chamá-los assim. É a segregação. Não é guerra santa, Gerson, é apenas uma constatação.

    Não consigo me acostumar com situações desse tipo, sendo que estamos vivendo em pleno século 21, uma época mais livre, menos hipócrita, e mesmo assim continuam os ranços preconceituosos, como se os homossexuais merecessem viver para sempre sendo vítimas de piadinhas sem graça.

    Essa que você fez, por exemplo, não tem o menor sentido. Foi simplesmente gratuita.

    1. O termo “minorias” (e, por favor, não interprete como expressão discriminatória também…) nesse caso é força de expressão, baseada na própria argumentação pública de grupos que se consideram discriminados. Olhe, não costumo me estender em explicações que considero excessivamente óbvias, mas vá lá que seja: não há força no universo que me convença que a analogia que eu fiz entre o Marcelinho Paraíba e o Richarlyson seja delituosa. Pode ter sido gratuita, para você, mas faz todo sentido em relação aos gracejos dirigidos ao S. Paulo nos estádios de futebol. É apenas uma forma descontraída de pontuar uma notícia. Há o fato público da postura (corajosa) do Richarlyson nos campos. A contraface disso é que se expôs a piadinhas como a minha, que, insisto, são banais e não pretendem ferir ninguém. Nem me queira mal por isso; por princípio, não sou e jamais serei intolerante.

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