Do Blog do Josias
Ao discursar, o presidente do PV, José Luiz Penna, se disse honrado com o ingresso de Marina na legenda. É “um importante passo na luta pelo meio ambiente”. Penna administra o PV com o talento de um compositor. Compõe com todo mundo. Em Brasília, o partido, dono de uma bancada de aparência contraditória, apóia Lula (PT)…
…Na cidade de São Paulo, é Gilberto Kassab (DEM). No Estado, dá suporte a José Serra (PSDB). Em Minas, é verde de amor por Aécio Neves (PSDB). O PV é governo em toda parte. Qualquer governo.
Ao adiar a definição sobre a candidatura presidencial, Marina dá tempo para que sua nova casa seja redecorada, ganhando uma atmosfera pseudo-oposicionista. Dona de uma biografia limpa, Marina parece conhecer bem o meio do ambiente partidário em que decidiu se embrenhar. “Não venho com o sonho do partido perfeito que acalentei na juventude, mas com a certeza que os homens e mulheres de bem aperfeiçoem as instituições partidárias”.
No caso do PV, o aperfeiçoamento terá de começar pelas arcas. O partido submeteu à análise do TSE prestações de contas de fancaria. A escrituração verde é colorida com o vermelho da perversão. Tem um pouquinho de tudo: notas frias, pagamentos a empresas fantasmas, isso e aquilo.
A nova legenda de Marina está na bica de perder o direito aos repasses do Fundo Partidário, a verba que a Viúva concede ao custeio da democracia. É grande, como se vê, o desafio de Marina Silva. Além de cavalgar um partido prenhe de contradições e perversões, terá de empolgar o eleitor.
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