Por Renato Maurício Prado (no Bola de hoje):
O chororô está de volta, mas desta vez coberto de razão. Os erros de arbitragem contra o Botafogo, neste Campeonato Brasileiro, se acumulam e já ultrapassam em muito o nível aceitável e passível de se atribuir apenas à baixa qualidade da grande maioria dos nossos juízes e bandeirinhas. Em cinco das últimas seis rodadas, o Glorioso foi indiscutivelmente prejudicado.
Teve pênaltis não marcados contra o Atlético Paranaense, o Palmeiras, o Corinthians e o Cruzeiro (quando houve também um gol alvinegro mal anulado). E no jogo com o Grêmio, além de nova penalidade máxima clara e ignorada, sofreu um gol irregular, com cruzamento feito depois que a bola saíra.
Diante de tamanho absurdo, a CBF se disse, ontem, preocupada e reconheceu o baixo nível das arbitragens, prometendo tomar providências. Mas quem pagará o enorme prejuízo, caso o Botafogo seja rebaixado? Por essas e outras é que sou visceralmente a favor do uso da tecnologia no auxílio à arbitragem. Um monitor de TV na mesa do quarto árbitro bastaria para que, no mínimo, se anulasse o gol originado da jogada em que a bola saiu.
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