Truculência olímpica

Em nota assinada por Júlio César Mesquita, vice-presidente e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, a Associação Nacional de Jornais – ANJ condena a truculência praticada contra o repórter fotográfico de O Estado de S.Paulo que tratava de acompanhar a comitiva do Comitê Olímpico Internacional (COI), no último sábado (02/5), durante uma das etapas finais da vistoria ao Rio de Janeiro, com vistas à escolha da sede das Olimpíadas de 2016.

Apesar de ter-se identificado como profissional de imprensa, o repórter fotográfico foi impedido de acompanhar a comitiva, empurrado para um banheiro, teve seu braço torcido e o rosto mantido junto ao azulejo, além de ameaçado caso o incidente fosse publicado.

Em hipótese alguma a preocupação de transmitir uma imagem positiva da cidade e do país justifica o comportamento dos “seguranças” (à paisana, que se diziam policiais, mas em momento algum se identificaram) que se comportaram como esbirros de regimes ditatoriais.

“A ANJ considera inadmissível que jornalistas no exercício de sua atividade de informar a opinião pública sejam alvo deste tipo de arbitrariedade. Diante do ocorrido, espera que as autoridades, além apurar devidamente o ocorrido, tomem as providências cabíveis para evitar sua repetição”, diz a nota.

 

Fico imaginando como esses brucutus irão agir quando estiver acontecendo uma competição internacional – Olimpíadas ou Copa de 2014.

Pena que a nossa Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), cada vez mais silente, não dê um pio sobre o assunto.

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