POR GERSON NOGUEIRA

A batalha deste domingo à tarde (16h) no Mangueirão coloca frente a frente dois projetos bem distintos. O Remo luta com todas as armas para somar pontos e manter viva a esperança de seguir na Primeira Divisão, após 32 anos de ausência. A um ponto do líder Palmeiras, o Flamengo joga pelo 1º lugar na classificação do Campeonato Brasileiro.

É um confronto de forças desiguais, expostas na trajetória dos dois times na competição. O Flamengo é o vice-líder, com 51 pontos. O Remo é o vice-lanterna, com 23 pontos. Pela lei natural das coisas, o rubro-negro do Rio é favorito. Como o futebol não é regido por leis naturais, o Leão nutre a expectativa de um resultado que venha lhe restituir a glória.  

Ainda buscando assimilar a traumática derrota para o Coritiba, na última segunda-feira (31), o Remo precisa a todo custo se reerguer. Sem conquistar uma vitória há sete partidas, incluindo as duas da Copa do Brasil, o time de Léo Condé tem consciência da superioridade técnica do oponente, mas sabe também que o futebol é o único esporte coletivo que permite subverter a lógica.

Para que a esperança ganhe ainda mais corpo, o Remo terá o apoio de milhares de torcedores no Mangueirão, exibindo sua imensa capacidade de arrastar multidões. O espetáculo da torcida azulina é um dos destaques deste Brasileiro e, contra o Flamengo, com exibição ao vivo em TV aberta para todo o país, essa força popular ganha ainda mais magnitude.

Em campo, por 90 minutos, os azulinos tentarão fazer frente a um time de ataque poderoso, que venceu quatro de seus cinco últimos jogos na Série A. Justamente por isso o setor defensivo é motivo de preocupação para a comissão técnica de Léo Condé. Ainda assim, a linha de zaga deve ser mantida, com Marcelinho, Marllon, Tchamba e Marlon Mateus (Mayk).

A linha média terá três volantes – Zé Welison, Leonel Picco e Zé Ricardo – e o apoio de Yago Pikachu. Na frente, Taliari e Jajá (Galeano). Diante do Coxa, o Remo finalizou 32 vezes e fez dois gols. Contra o Fla, o jogo terá que ser de erro zero e eficácia máxima. Para os azulinos, a vitória significa manter vivo o sonho da permanência.  

Corredores laterais podem ser decisivos

Nos cinco triunfos do Remo nesta Série A, o papel dos jogadores de lado, extremas e alas, foi crucial para os resultados positivos. Jajá, Alef Manga, Pikachu e Marcelinho desempenharam a missão de abrir caminhos nas defesas adversárias. Sempre que esse quarteto atuou em bom nível a equipe fez grandes partidas no Brasileiro.

Além de cruzamentos e assistências, os atacantes de lado são os principais responsáveis pela artilharia. Jajá tem sete gols marcados. Alef Manga marcou cinco. Pikachu fez três. Mais do que nunca, o trio precisa funcionar no jogo que é o maior desafio do Remo no campeonato.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração, neste domingo (6), a partir das 22h, na RBATV. Participam do programa Giuseppe Tommaso e este escriba baionense. Em pauta, a campanha do Leão na Série A e a expectativa pela estreia do Papão no quadrangular final da Série C. A edição é de Lourdes Cezar.

Papão acerta em reforços de última hora

Depois de acertar com o lateral-esquerdo Renan Castro, que disputou a Série C pelo Guarani, o PSC anunciou na sexta-feira (4) a contratação do atacante uruguaio Nico, que estava no Amazonas e rompeu contrato por falta de pagamento. Renan passou pelo Leão há três anos, sem maior destaque. É um jogador forte na marcação, com pouca ofensividade.

Ex-jogador do Atlético de Madrid, o uruguaio Nico Schiappacasse se destacou na campanha do Amazonas na Série C. Marcou gols importantes, inclusive contra o PSC. Rápido, habilidoso e dono de bom controle de bola na área, Nico interessou ao Papão pela capacidade de definição.

Pode ser escalado no centro do ataque ou atuar pelos lados, em parceria com Ítalo. A necessidade de trazer um jogador para robustecer o ataque ganhou força devido ao baixo desempenho de Kleiton Pego. É provável que Nico ocupe a faixa esquerda, tendo Renan Castro como lateral.

O defensor tem como principal característica a marcação. Não costuma participar das articulações mais avançadas. Jogou contra o PSC defendendo o Guarani, e chega para ser titular. Taboca e Bonifazi perderam espaço.

Desde que o Paysandu começou a oscilar na Série C, o técnico Júnior Rocha vinha pedindo contratações para as duas posições, consideradas as mais carentes do time neste momento.

Boas aquisições, Renan e Nico Schiappacasse têm potencial para resolver os problemas do lado esquerdo. Regularizado, o lateral já pode ficar à disposição para estrear já nesta segunda-feira (18h) contra o Brusque, no Mangueirão, na abertura do quadrangular. 

(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 05/06)

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