Por Heraldo Campos (*)
Se a gente enche o bucho de comida antes de dormir, tem pesadelo. Se a gente tomar um certo tipo de remédio para afinar o sangue, antes de dormir, tem pesadelo. Se a gente votar
errado nas eleições, tem pesadelo.
Com relação as causas dos dois primeiros tipos de pesadelos, a decisão para tentar evitá-los é individual mas, sobre o terceiro tipo, que pode passar um país, por eleger candidatos golpistas, o caos pode acontecer, levar muita gente para o beleléu, e a decisão é coletiva..
Não nos esqueçamos do recente período do governo federal de 2019 a 2022 que, por pouco, não foi estendido para uma outra ditadura como queriam “alguns” civis e militares. Por isso, a recente movimentação da família Bozosaurus rex [1], com sua turma e seus parças, dá sinais de que querem repetir a dose. Será mais um pesadelo que teremos que enfrentar? 1
Nunca é demais lembrar que por pouco escapamos de mais um golpe na democracia, tendo
como marco truculento o que rolou no dia 08 de janeiro de 2023. Pergunta: será página virada, para ocultar essa outra tentativa fascista de tomar o poder, com o passo dado pelos mesmos atores junto ao governo dos EUA para, supostamente, intervir no crime organizado no Brasil ou isso é apenas uma cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros bandidos, traidores da pátria, da política nacional?
Se o pensamento de Charles Chaplin de que “na vida não temos só sonhos ou só pesadelos, a alternância entre ambos é que faz a realidade” e abre duas possibilidades nos dias de hoje, prefiro ficar bem acordado e votar em candidatos democratas, progressistas, para que os que flertam com a maldade não ganhem espaço nessa difícil caminhada da vida.
Convenhamos, terrorismo quem faz é Bozosaurus rex e companhia. Perguntas: Por trás dessa cortina de fumaça, quais são os verdadeiros interesses do imperialismo norte-americano no território brasileiro? Terras raras? Petróleo? Águas subterrâneas? Ou uma ocupação territorial nos moldes e espelhando, de fato, o que eles, aparentemente, atacam?
No nascer do sol, o astro rei, nos enche de esperança para dias melhores, mesmo em dias
nublados. E, assim, para fechar esse trecho da música de Jorge Ben Jor “O Dia Que o Sol
Declarou o Seu Amor Pela Terra” de 1981 parece que vem a calhar: “Terra terra terra terra amor / Eu sou o sol / Sou eu que brilho / Pra você meu amor / Eu sou o sol / Eu sou o astro rei / A maravilha cósmica / Que Deus fez / Por isso eu lhe dou / De presente / Todo o meu calor / Com muito amor”.
Fonte:
[1] “Bozosaurus rex, o filme”. Artigo de Heraldo Campos de 20/05/2026.
https://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2026/05/bozosaurus-rex-o-filme.html
- Heraldo Campos é geólogo (Instituto de Geociências e Ciências Exatas da UNESP, 1976),
mestre em Geologia Geral e de Aplicação e doutor em Ciências (Instituto de Geociências da USP, 1987 e 1993) e pós-doutor em hidrogeologia (Universidad Politécnica de Cataluña e Escola de Engenharia de São Carlos da USP, 2000 e 2010).
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