
Por Tom Cardoso
Gil ainda estava casado com Sandra quando deu carona, em Salvador, no verão de 1978, a uma menina paulistana de 17 anos. Durante o trajeto até o hotel da turista, combinaram ir à praia do Porto da Barra no dia seguinte.
O anfitrião caprichou: levou a garota ao terreiro de Mãe Menininha do Gantois, à casa de Caetano em Ondina e fez uma canção de amor para ela, “Flora”, jurando amor eterno:
“Imagino-te jaqueira
Postada à beira da estrada
Velha, forte, farta, bela
Senhora”
Flora ficou encantada com a homenagem, mas não se iludiu. Voltou para São Paulo com a certeza de que aquilo não passara de uma efêmera paixão de verão.
Além de casado, Gil estava de viagem marcada para Los Angeles.
O telefone do quarto de Flora, na casa dos pais, em Moema, tocou todos os dias.
“Meu pai ficou abalado, mas, do mesmo jeito que achava uma loucura, passou a não achar. O Gil é um doce. Mas era casado, preto, baiano, músico, com trancinhas no cabelo, tinha sido preso com maconha, exilado, era muita informação para uma família tradicional de italianos””
Mais sobre Gil e Flora no meu novo livro “Nem tanto Esotérico Assim”. Quem quiser comprar diretamente com o autor é só dar um aô.
Foto: Stela Alves.
Deixe uma resposta