POR GERSON NOGUEIRA

A boa fase vivida pelo Remo, invicto há três rodadas no campeonato, permite projetar o ganho de seis pontos nesta reta final de Série A, observando as possibilidades de vitórias sobre os próximos adversários, Atlético-PR (5º) e São Paulo (4º). Ambos estão em melhor situação na classificação, mas o Leão (18º) tem se notabilizado por não esmorecer diante de nenhum oponente, dentro e fora de casa.
Esta, por sinal, é a principal consequência do trabalho desenvolvido por Léo Condé no comando do elenco azulino. A confiança advinda da boa performance nos últimos jogos funciona como um doping positivo no aspecto mental, pronto a encarar qualquer desafio na competição.
A partir do momento em que alcançou a consistência desejada, o treinador passou a desfrutar de uma situação mais cômoda para escolher as peças que julga mais adequadas e capazes de se encaixar em seu modelo de jogo.
Dessa maneira, o time considerado titular caiu rapidamente no gosto (e na confiança) do torcedor, que hoje tem a escalação na ponta da língua: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Mayk; Zé Welison, Patrick e Vítor Bueno; Yago Pikachu, Alef Manga e Jajá.
Além dos efetivos, Condé conta hoje com reservas de bom nível, que normalmente entram no decorrer das partidas. Matheus Alexandre, Cufré, Leonel Picco, Zé Ricardo, Jaderson, David Braga, Diego Hernández, João Pedro e Poveda são alguns desses atletas. Catarozzi não tem sido relacionado e Taliari está em fase de recuperação.
Ao mesmo tempo, cabe observar que o centro da zaga é o ponto delicado da atual estrutura. Na hipótese de precisar substituir Marllon ou Tchamba, o técnico terá que recorrer a substitutos de nível questionável, como Léo Andrade e Tassano – o bom Kayky Almeida, ao que parece, foi mesmo esquecido. Nesse sentido, a liberação de Klaus foi um erro de avaliação.
O fato é que o time foi moldado e armado para buscar resultados, e vem cumprindo essa premissa. Por isso, Condé explora ao máximo as características de seus jogadores: marcação, velocidade e força. O rendimento melhorou a partir do momento em que o condicionamento físico atingiu seu melhor nível.
É este Remo, confiante e encorpado, que vai para para cima do Furacão, que está sem vencer há quatro rodadas, mas segue na parte de cima da tabela. Para os azulinos, mais um duelo a ser vencido no esforço de recuperação dentro do Campeonato Brasileiro. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
Em anúncio brilhante, ingleses tributam Beatles
O anúncio dos 26 jogadores convocados para a seleção inglesa que vai à Copa do Mundo veio embalado na mais rica nostalgia pop: ao som de “Come Together”, clássico dos Beatles. Um sopro de criatividade, refinamento estético e bom gosto diante da papagaiada que foi a divulgação da lista da Seleção Brasileira.
A leitura dos nomes pelo técnico Thomas Tuchel, em transmissão direta de Wembley, é acompanhada por um vídeo em que a música surge ao fundo. Gravado em Nova York, o vídeo é rico de referências visuais à influência dos Beatles nos EUA durante os anos 1960.
Os nomes dos convocados – com ausências surpreendentes, como a de Maguire, Arnold, Palmer e Phil Foden – surgem espalhados pela paisagem urbana. O vídeo abre com John Lennon falando (na célebre visita aos Estados Unidos, em 1964) que os Beatles são “ingleses muito simpáticos”.
Várias imagens remetem a ícones da beatlemania, como cartazes com nomes dos jogadores imitando a histeria de fãs da banda. Uma sequência cita diretamente o filme “Yellow Submarine” e a correria de torcedores britânicos remete a cenas de “Os Reis do Iê-Iê-Iê”.
E, obviamente, tem o rockão “Come Together” (com Mick Jagger fazendo backing vocals) como trilha e principal referência ao grupo de Liverpool.
Conmebol e o plano para estragar (ainda mais) a Copa
O que é ruim sempre pode piorar. A frase nunca fez tanto sentido diante da bizarra proposta da Conmebol (sempre ela!) de aumentar o número de países participantes da Copa do Mundo. Felizmente, a Fifa não atendeu e vai manter o número atual, 48, que já é um tremendo exagero.
A ideia da Conmebol era ampliar a quantidade de seleções na Copa de 2030 para viabilizar mais jogos na América do Sul. Apesar da insistência, o plano não prosperou na entidade, enfrentando muita resistência das demais confederações. O Mundial de 30 terá jogos na Argentina, Uruguai e Paraguai antes de prosseguir na Espanha, Portugal e Marrocos.
Uefa, Concacaf e Confederação Asiática se manifestaram contrárias às mudanças. Dizem que dentro da própria Conmebol o plano proposto por Alejandro Dominguez e sua patota não era uma unanimidade.
O simples ensaio de um inchaço da principal competição do futebol já demonstra, sem disfarces, a eterna mania lambanceira da Conmebol. Afinal, promover torneios desinteressantes é uma tradição da entidade.
Bola na Torre
A apresentação é de Guilherme Guerreiro, com as participações de Liane Coelho e Giuseppe Tommaso. O programa começa às 22h, na RBATV. Em pauta, os jogos que envolvem os clubes paraenses nas Séries A, C e D.
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 23/24)
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