POR GERSON NOGUEIRA

O Remo vai para o confronto com o Atlético-PR, domingo (24), às 16h, com a mesma volúpia que tem apresentado em campo nas últimas cinco rodadas da Série A. O vigor físico e a capacidade de resiliência explicam o rendimento de alta intensidade diante de adversários difíceis, exposto na forma exuberante dos laterais Marcelinho e Mayck.
Foi assim contra Botafogo, Palmeiras e Chapecoense. Dois triunfos, conquistados fora de casa, e um empate com sabor de vitória dentro do Mangueirão diante do líder e melhor time do campeonato.
Foram três resultados fundamentais para reabrir as esperanças azulinas de permanência na Primeira Divisão. Antes desses jogos, o sentimento era de apreensão absoluta entre torcedores e comissão técnica, principalmente depois das derrotas para RB Bragantino e Cruzeiro.
Na prática, renasceu a sensação de que o time comandado por Léo Condé é capaz de empreender uma reação e acumular os pontos necessários para permanecer na Série A. Para isso, era essencial ganhar as partidas. O Remo vinha fazendo bons jogos, mas pecava nas finalizações e oscilava muito de um tempo para outro.
Com as vitórias obtidas contra Botafogo e Chape, Condé teve a confirmação de que o time que formatou está de fato apto a competir de igual para igual com qualquer outro adversário. A base, obviamente, é o entrosamento, que o Remo não tinha desde que foi treinado pelo exótico Juan Carlos Osório, avesso à ideia de repetir escalações.
Pois nas últimas três partidas, o Remo manteve o mesmo time, o que garante confiança ao grupo de jogadores e capacidade de reagir a surpresas dentro de um jogo. Só o entendimento em campo pode permitir buscar forças para ir atrás de uma virada, como nos 3 a 2 sobre a Chape, na Arena Condá.
Sem entrosamento mínimo, uma equipe de futebol simplesmente não existe. Não compete, não tem força de ataque e nem segurança defensiva. Condé é responsável direto por este momento vivido pelo Remo, que, a partir de agora, encara cada jogo como uma decisão.
Acumular pontos, de preferência com vitórias, passa a ser uma obrigatoriedade. O Atlético-PR, de Odair Helmann, é um adversário valoroso, que vai botar à prova este Remo competitivo e intenso até porque são virtudes que o rubro-negro paranaense também apresenta.
A questão é que, como no ano passado, na Série B, será um confronto duríssimo. Mas, também como naquela ocasião, o Leão tem plenas condições de sair vencedor.
Exagero nas críticas à vitória magra do Papão
Era uma partida para ser vencida, e o PSC venceu. Com dificuldades, é verdade, mas terminou em vantagem e vai para a segunda partida da decisão da Copa Norte podendo até empatar para conquistar a taça. É uma situação favorável, sempre buscada em confrontos decisivos.
Por isso, surpreende a queixa generalizada da torcida, reclamando do placar magro (1 a 0) sobre o Nacional-AM. Obviamente, o torcedor teme que o adversário consiga reverter o placar em casa, mas ignora o retrospecto recente do PSC como visitante.
É claro que a torcida também se ressente da goleada de 7 a 0 na primeira fase do torneio, resultado extravagante que deixou marcas e traumas, embora o time do Papão naquela partida fosse mesclado.
Desta vez, o técnico Júnior Rocha vai levar todos os titulares, a fim de evitar surpresas em Manaus. Cabe observar também que o desempenho do PSC ficou abaixo do esperado nas últimas partidas, contra o Caxias pela Série C e anteontem contra o Nacional.
A defesa se mostrou desatenta em alguns momentos, principalmente pelo lado de Quintana, e o meio-campo voltou a ser pouco criativo, o que resultou em poucas jogadas de profundidade para os atacantes.
Problemas de Ancelotti estão apenas começando
A 20 dias do início da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira enfrenta seu primeiro dilema interno. Na apresentação dos convocados, no próximo dia 27, serão avaliadas as condições físicas de Neymar para definir qual o caminho a ser tomado com ele antes da viagem para o Mundial.
Nas internas, a CBF já sabe que Neymar não tem um simples edema, como ele chegou a informar. A lesão na panturrilha pode ser mais séria e, com isso, exigir mais tempo de tratamento e recuperação.
No entanto, como ainda não está com o controle do cronograma de Neymar, quer aguardar o dia 27 para tomar qualquer decisão sobre o caso.
Por enquanto, prevalece a versão do jogador e do Santos, mas a guerra de versões cria bastante desconforto dentro da Seleção, principalmente em função da polêmica que cercou a convocação do camisa 10.
No momento, a participação de Neymar nos amistosos contra Panamá e Egito, nos dias 31 de maio e 5 de junho, está praticamente descartada, o que não é uma boa notícia para os lobistas e patrocinadores que impuseram a presença de Neymar no escrete.
A partir da apresentação, a comissão técnica vai assumir oficialmente o controle da situação clínica do jogador e determinar o tempo provável de recuperação até a estreia na Copa, contra Marrocos, no dia 13 de junho.
(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 23)
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