POR GERSON NOGUEIRA

O triunfo sobre o Bahia, na Fonte Nova, pela Copa do Brasil, mudou por completo o astral no Remo e serviu para fazer justiça a alguns jogadores cujo desempenho era criticado injustamente. O maior símbolo dessa mudança é Marcelinho, lateral-direito remanescente da Série B e que sempre foi olhado com desconfiança como titular na Série A.

A impecável atuação no jogo diante do Tricolor baiano expôs o bom momento técnico vivido pelo jogador. Já havia ido muito bem contra o RB Bragantino, mas a extravagante derrota por 4 a 2 respingou sobre o time azulino de maneira geral.

Além de marcar um gol naquela partida, Marcelinho havia cumprido à risca o planejamento desenhado pelo técnico Léo Condé, funcionando como ala avançado, enquanto Matheus Alexandre ficava com a tarefa defensiva.

Contra o Bahia, em noite de desempenho coletivo satisfatório, algumas individualidades ganharam destaque. Marcelinho, eleito o melhor em campo, foi o principal expoente do Remo. Foi dele a tarefa de acompanhar Jean Lucas, atacante habilidoso e agressivo do Bahia.

Aos 47 minutos, quando o desgaste físico castigava os dois times, Marcelinho encontrou fôlego para desarmar um adversário e engatar um pique de mais de 30 metros, conduzindo a bola até a linha de fundo. Mais admirável ainda, foi o cruzamento perfeito para a finalização de Alef Manga.

Demonstrações óbvias de que o lateral que veio da campanha na Série B está plenamente apto a ajudar o Remo na disputa do Brasileiro da Série A, com um condicionamento físico invejável. Léo Condé tem o mérito de ter apostado em Marcelinho, depois que João Lucas se lesionou.

Show de horrores compromete arbitragem brasileira

O Flamengo venceu o Vitória por 2 a 1, na última quarta-feira (22), no Maracanã, pelo jogo de ida da 5ª rodada da Copa do Brasil. Para surpresa de quase ninguém, a arbitragem foi decisiva em favor do time carioca. As marcações de Anderson Daronco e a omissão do VAR favoreceram os rubro-negros em três lances importantes.

Logo no início, Luiz Araújo deu uma cotovelada no rosto do lateral Ramon. O ato foi ignorado pela arbitragem em campo. No 2º tempo, Ramon foi vítima de um pisão de Arrascaeta. Em situação normal, o uruguaio teria sido expulso. Daronco deixou passar de novo.

Quase no final, outra polêmica envolveu os meias Saúl e Caíque. O espanhol meteu o cotovelo no rosto do jogador do Vitória. Para variar, Daronco nem levou em consideração a reclamação do time baiano. Saúl não foi advertido e Daronco ainda deu falta para o Flamengo.

Craque pode desfalcar a seleção da Espanha

Depois de cobrar um pênalti para o Barcelona, anteontem, o craque Lamine Yamal nem comemorou. Caiu no gramado e foi atendido, com suspeita de rompimento do tendão da perna. A lesão deve tirá-lo das últimas rodadas do certame espanhol e de fora dos primeiros jogos da Espanha na Copa.

Não é uma baixa qualquer. Ao lado de Kyllian Mbappé, Lamine é hoje um dos maiores destaques do futebol mundial. Talentoso e decisivo, sua participação na Copa é aguardada com interesse pelo mundo esportivo.

Além dele, outros grandes jogadores já estão descartados para o Mundial. O atacante Hugo Ekitike, do Liverpool, sofreu ruptura de lesão e desfalcará a França na Copa. Rodrygo e Estêvão são as baixas do Brasil.

Uma ideia de jerico: trocar o Irã pela Itália na Copa

A ideia tresloucada foi levada à Fifa por Paolo Zampolli, emissário do presidente americano Donald Trump: substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo. A informação foi publicada nesta quarta-feira (22) pelo jornal Financial Times. O pedido teria sido feito sob o argumento de preocupações com segurança e estabilidade política.

Classificado para o Mundial, o Irã afirmou estar plenamente preparado para a disputa. Autoridades indicaram que todos os preparativos foram concluídos e que a equipe pretende marcar presença no torneio, apesar dos ataques americanos e israelenses ao país.

Uma eventual substituição da seleção iraniana pela Itália – que não se classificou para o torneio – representaria uma medida absurda e incomum no futebol internacional. A Fifa tem reiterado que o Irã deve disputar o Mundial, afirmando que a seleção árabe participará “com certeza”.

Até o momento, apesar da sugestão americana, não há decisão sobre qualquer alteração nas seleções classificadas, mas o ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, foi enfático: “A reclassificação da Itália primeiramente é impossível e segundo, é inapropriado. [O Irã] tem pedigree para justificar sua inclusão, a classificação é feita nos gramados”.

Ainda bem. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 24)

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