
POR GERSON NOGUEIRA
O Remo enfrenta o Atlético-MG, hoje à noite, no gramado sintético da Arena MRV, em Belo Horizonte, pela 3ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro em jogo que pode garantir a recuperação da equipe na competição, após ter obtido apenas uma derrota e um empate. Pode também, em caso de derrota, determinar mudanças sérias no futebol do clube.
Com o técnico Juan Carlos Osório em conflito aberto com a torcida azulina após uma série de atuações pouco convincentes e erros graves em jogos importantes, a comissão técnica dificilmente será mantida se ocorrer um resultado negativo.
As circunstâncias do empate com o Paysandu pela 4ª rodada do Parazão acentuaram as críticas ao treinador colombiano, que chegou a ser vaiado pela torcida no Mangueirão ao promover substituições que tornaram o time recuado e vulnerável aos ataques adversários.
O mesmo cenário havia se desenhado na partida com o Mirassol pelo Brasileiro. Ao trocar toda a linha de ataque por jogadores de meio e zaga, Osório comprometeu uma vitória que se desenhava após excelente desempenho na primeira etapa.
Os dois movimentos desgastaram ainda mais Osório, cujo trabalho já era questionado desde que se perdeu com a escalação de times sempre diferentes em cada um dos sete jogos do Remo na temporada.
Para enfrentar o Galo, ninguém – talvez nem o próprio Osório – faz ideia do time que entrará a campo. Pela lista de jogadores convocados, uma provável formação seria esta: Marcelo Rangel; João Lucas, Klaus, Marllon e Sávio; Leonel Picco, Zé Ricardo, Vítor Bueno e Pikachu; João Pedro e Alef Manga. Ou não. Como se sabe, o técnico é tudo, menos previsível.
Patrocínio para alavancar o futebol paraense
Um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões, através do Banpará e da Funtelpa, garante o patrocínio e convênio de cessão dos direitos de transmissão do Campeonato Paraense de Futebol de 2026. O contrato foi firmado na segunda-feira, 9, pelo governador Helder Barbalho em evento que teve a participação de representantes dos clubes e da FPF.
“O Parazão 2026 é do tamanho do Pará. Um grande campeonato, com clubes de todas as regiões do Estado, mobilizando os torcedores e fortalecendo a identidade do nosso povo com o futebol”, destacou Helder. A vice-governadora Hana Ghassan ressaltou o futebol como instrumento de mobilização social e de enfrentamento à violência contra a mulher.
Para a edição de 2026, o Banpará formalizou R$ 6 milhões em patrocínio destinados à Federação Paraense de Futebol (FPF), organizadora do campeonato. O recurso será repassado aos 12 clubes participantes, incentivando o desenvolvimento do futebol no Estado.
No evento, também foi assinado o convênio de repasse financeiro referente à cessão dos direitos de transmissão dos jogos, com investimento que ultrapassa a quantia de R$ 3,5 milhões. É a consolidação de uma política de governo centrada no apoio ao futebol paraense, algo sem paralelo nos demais Estados brasileiros.
Os 30 anos da voadora antifascista de Eric Cantona
Completou 30 anos, em janeiro, o célebre ataque de Eric Cantona a um hooligan da torcida do Crystal Palace. O episódio que ficou conhecido mundialmente como o “Kung Fu Kick”. O incidente ocorreu em 25 de janeiro de 1995, no Selhurst Park, durante a partida entre o Crystal e o Manchester United.
Após ser expulso de campo, Cantona caminhou em direção ao túnel quando Matthew Simmons, torcedor do Crystal Palace, desceu as fileiras da arquibancada para gritar insultos racistas e xenófobos, como “volte para a França”, contra o atacante.
Irritado, Cantona surpreendeu o estádio com uma voadora no melhor estilo do kung fu que acertou o torcedor fascista bem no peito. Em seguida, pulou para dentro das arquibancadas e desfechou vários socos em Simmons, até ser contido por colegas do United e pela segurança.
Mais que a reação violenta de Cantona, entrou para a história a declaração dele sobre o episódio: “Quando as gaivotas seguem o trator, é porque acham que sardinhas serão jogadas ao mar”. Anos depois, em entrevista à BBC, ele afirmou: “Pular e chutar um fascista não é algo que você encontra todos os dias”, acrescentando jamais ter se arrependido.
Simmons tinha histórico de agressões e insultos contra imigrantes, além de simpatia por partidos de extrema-direita. Em 2011, foi preso por agredir o treinador do time de futebol de seu próprio filho. Boa bisca ele nunca foi.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 11)
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