
POR GERSON NOGUEIRA
O PSC está sondando o mercado para encaminhar negociações com quatro ou cinco jogadores. A ideia é reforçar o time até o início de fevereiro, aproveitando o fim das etapas iniciais dos campeonatos estaduais para suprir posições carentes no time que está sendo montado por Júnior Rocha.
A estratégia se justifica pelas dificuldades financeiras do clube e foi esmiuçada pelo executivo de futebol Marcelo Sant’Ana em conversa com os jornalistas. Segundo ele, serão cumpridas três ações em relação ao mercado. A primeira foi posta em prática logo após a Série B, quando o clube ainda tentava assimilar o rebaixamento.
Na fase atual, marcada por prospecções junto a jogadores considerados dentro do perfil técnico desejado e das condições financeiras do clube. Nas semanas iniciais de fevereiro, com jogadores liberados dos certames estaduais, o Papão vai em busca dos reforços necessários.
A terceira oportunidade será em março, com o fechamento da janela de contratações para as Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Com isso, uma quantidade ainda maior de atletas ficará livre para negociações.
Optar pela espera estratégica é a prova de que o PSC trabalha cada vez mais pautado pela austeridade nos gastos. Com sérios problemas de caixa, após o rebaixamento, não cabe mergulhar em extravagâncias financeiras.
As explicações de Marcelo Sant’Ana respondem às indagações do torcedor, angustiado com a discreta política de contratações para o Parazão, quando apenas seis atletas – Jean Drosny, Marcinho, Ítalo Carvalho, Quintana, Peu e Kleiton Pego – foram trazidos.
Até o período da folia carnavalesca é provável que o elenco esteja fortalecido com mais jogadores. A assinatura de pré-contratos envolve, por enquanto, dois atletas que interessam ao Papão. Outros estão na mira.
Além de expor a política de contratações, Sant’Ana se deteve no aproveitamento dos atletas da base, repetindo o velho discurso de valorização de ativos esportivos e econômicos do clube.
Nem sempre essas teorizações se confirmam na prática. O futebol paraense é rico em exemplos de técnicos e dirigentes que chegam a Belém fazendo louvações aos talentos da base, mas tempos depois deixam tudo de lado para investir na importação de jogadores.
Com base na experiência vivida como presidente do Bahia, Sant’Ana defende mais cuidado na preparação dos jovens a fim de aumentar o índice de acerto nas apostas. Em resumo, investir alto leva naturalmente a bons resultados na base. Não há melhor caminho a seguir. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)
Sistema de Osório passa pelo encaixe no meio
Na primeira apresentação do Remo na temporada, contra o Águia, o time entrou organizado num 4-4-2 com variações entre meio e ataque. João Pedro e Alef Manga eram os atacantes à frente de um quadrado de meio-campo formado por Pavani, Zé Ricardo, Jaderson e Panagiotis.
Quando o Remo avançava, a dupla de ataque ganhava a companhia de Jaderson pela direita e Panagiotis e Zé Ricardo pelo meio. Nos primeiros 30 minutos, o sistema quase deu certo. Foram criadas três boas situações com cruzamentos vindos das extremas.
A defesa entrou com a clássica linha de quatro: João Lucas, Klaus, Léo Andrade e Sávio. A coisa mudou de figura na etapa final, quando Klaus (lesionado) foi substituído por Marllon. Nesse momento, a zaga passou a jogar com três – Marllon, Léo Andrade e Sávio.
A variação transformou o sistema num 3-4-3, com a entrada de um terceiro homem de frente. Yago Pikachu passou a ocupar a faixa direita, auxiliando o meio e investindo em combinação com João Lucas. Tudo acabou dando certo após a entrada de Eduardo Melo.
Os palpiteiros que tentam desvendar as ideias de Juan Carlos Osório para o time que estreará no campeonato, amanhã (24), contra o Bragantino, devem observar as peças que se destacam no setor intermediário. Pelo que foi apresentado diante do Águia, o quadrado será modificado.
Jaderson, Pavani e Zé Ricardo estiveram bem, mostrando sinais de entrosamento. Quem destoou foi Panagiotis, confuso na articulação e pouco presente na aproximação com o ataque. É provável que o experiente Patrick ganhe um lugar por reunir características de versatilidade.
Joga como segundo volante e também gosta de avançar até os limites da área adversária. Atuou assim no Internacional, no São Paulo e no Atlético-PR. Na falta de um meia clássico, Patrick tem boas chances. Vítor Bueno, recém-contratado, ainda vai se integrar ao elenco.
Justa homenagem aos heptacampeões do basquete
A diretoria do Remo programou uma homenagem especial aos atletas que conquistaram o inédito heptacampeonato paraense de basquetebol em 17 de janeiro de 1966, com uma virada histórica, até hoje festejada pelos que viveram aquela decisão. O clube entregará medalhas aos campeões, no próximo dia 26 de janeiro (segunda-feira), às 19h30, no hall da sede do Clube, na avenida Nazaré.
O presidente Antônio Carlos Teixeira irá saudar os heróis da conquista, alguns já falecidos: Sérgio Paiva, Carvalhinho, Euclides, Galega, Bazinho, Nelson Maués, Haroldo Maués, Dizé, Sérgio Cabeça, Claudio Dias, Bené Cearense e Bené Santana. Técnico: Roberto Bastos.
Outros homenageados: Ronaldo Passarinho, Vinícius Bahury de Oliveira, Ramiro Bentes e Fernando Teixeira. Rainero Maroja era o presidente do Remo à época. Distinção especial: João Braga de Farias Junior.
(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 23)
Deixe uma resposta