É hora de voltar a vencer

POR GERSON NOGUEIRA

Vencer o jogo desta noite, na Curuzu, vai recolocar o PSC no G8 da classificação e representará uma guinada dentro do campeonato. Os três empates consecutivos – ABC, Mirassol e Ypiranga, em casa – fizeram o time despencar para a 11ª posição, antes do início da quinta rodada. Reagir é fundamental, principalmente na fase inicial da competição.  

Situação curiosa a do PSC. Um dos invictos da Série C, caiu na armadilha da sequência de empates. Para superar o Botafogo de Ribeirão Preto, o Papão terá que mostrar mais qualidade do que mostrou no jogo com o Ypiranga, semana passada. A lentidão na saída para o ataque e a falta de pontaria dos homens de frente atrapalharam bastante a equipe.

O retorno de Wesley ao time titular é um alento. Com ele no meio-campo, José Aldo cresce naturalmente de rendimento e o ataque ganha um volante que sabe se aproximar da área e finalizar a gol. Não por acaso, é o artilheiro do Papão no campeonato, com dois gols. 

Acontece que o simples fato de um volante despontar como principal anotador da equipe revela uma anormalidade, levando em conta que o elenco conta com pelo menos oito atacantes de ofício.

O técnico Márcio Fernandes, que concordou a contragosto com a liberação de Henan (emprestado ao ABC), precisa encontrar soluções para que o ataque possa funcionar, permitindo que a equipe quebre o jejum de vitórias. O recém-chegado Marcelinho, ex-Londrina, deve entrar na partida, mas de cara o trio ofensivo deve ser Dioguinho-Toscano-Marlon.

O experiente Pipico, anunciado na quarta-feira, só deve estrear na próxima rodada. A despeito das ressalvas em relação à idade, a torcida alviceleste acalenta a esperança de que o antigo artilheiro dos tempos de Santa Cruz ressurja na Curuzu. A conferir.  

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda a atração a partir das 21h30, na tela da RBATV, com a participação da jornalista Andréia Espírito Santo e deste escriba baionense. Em debate, as rodadas das séries C e D. A edição é de Lourdes Cézar.

Brado indignado dos que sempre são descartados

Na coluna de sexta-feira, comentei as recentes decisões da diretoria do PSC, que voltou a dar prioridade a jogadores veteranos. Trouxe Pipico e Marcelinho após ter liberado Flávio e Victor Diniz. E foi justamente o meio-campista que rompeu o silêncio para desabafar contra a filosofia reinante na Curuzu. Só li verdades.

Emprestado ao Fortaleza, onde será utilizado no time B, o meia de 20 anos desmentiu a tese de que o negócio teria sido de comum acordo. Nas redes sociais, ele reclamou que os jogadores formados em casa são descartados em favor de “importados” de qualidade discutível.

“Vi gente chegar e sentar na janela e não ter nenhum compromisso com um clube tão grande como o Paysandu. Chegam, destroem tudo e vão embora e deixam toda sujeira para quem é mais fraco limpar. Fiquei muito tempo calado por uma promessa a um homem que nem está mais vivo e por amor ao clube”, disse Vitinho.

Aproveitou para citar outros atletas que foram igualmente descartados. “Desde o Leandro Carvalho, o Paysandu não vendeu mais nenhum fruto da própria Curuzu. Acham que é porque não tem mais Leandro Carvalho? Yago Pikachu? É o que mais tem no Pará, craques, moleques bons de bola”.

O lamento de Vitinho é plenamente justificável. É a atitude que muitos gostariam de tomar, mas não tiveram coragem ou oportunidade. O fato é que as palavras dele podem ser aplicadas aos dois grandes do Estado.

Mesmo no Remo, que aproveita melhor suas crias, há casos que desafiam a lógica. Ronald, destaque do time no Estadual, já não é nem reserva.

Mister Jesus mete o pé na jaca e perde a linha

A revelação de que Jorge Jesus está cavando o emprego de volta no comando técnico do Flamengo só surpreendeu os muito distraídos. Desde que treinou o time rubro-negro em 2019, ganhando praticamente tudo, o Mister se especializou em pegadinhas midiáticas e arroubos de grandeza.

A rigor, JJ só brilhou no futebol brasileiro. Teve todos os méritos na fabulosa campanha do Flamengo há três anos, mas mesmo ali vivia falando em sair para o futebol europeu. Sonhava com Barcelona e Real Madrid, embora nunca tenha sido sequer cogitado nesses clubes.

O papo que teve com Kléber Leite e Renato Maurício Prado, divulgado por este último, traduz bem a personalidade delirante de Jesus. Nem se ocupou em negar, prova maior de que deu mesmo as declarações.

Houve quem burramente criticasse RMP por noticiar, como se estivesse servindo de escada para o treinador português. Bobagem. Jornalista é jornalista em tempo integral e não pode brigar com a notícia.

O que impressiona mesmo é o gesto despudorado de um técnico que não precisaria apelar tão baixo para reaver o emprego. Até porque foi procurado insistentemente pelos diretores do Flamengo no começo do ano e deu uma monumental esnobada.

Agora, dispensado pelo Benfica após pífia campanha, lembrou que o Rio é maravilhoso e que entendeu que não há problema em deslegitimar o trabalho do compatriota Paulo Sousa. Podia ter sido mais ético e preservado a imagem de ídolo rubro-negro. Ficou feio. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 08)

Um comentário em “É hora de voltar a vencer

  1. Parabéns ao Paysandú pelo resultado apresentou um futebol bem ajustado, com pequenas falhas, mas já mostra um bom avanço. Ao contrário do Remo que até agora tem mostrado um futebol sofrível.

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