Um passeio na Arena Verde

POR GERSON NOGUEIRA

Sem tomar conhecimento do Atlético-CE, o PSC conquistou uma tranquila e categórica vitória em sua estreia na Série C, no estádio Arena Verde, em Paragominas. O rendimento foi tão superior que a goleada de 5 a 0 pareceu um placar modesto. Sem dar espaço ao adversário, os primeiros gols nasceram dos pés do estreante Wesley, que marcou aos 20 e aos 23 minutos. Daí em diante, dosando a intensidade, o time se impôs e construiu uma goleada sem fazer grande esforço.

É bem verdade que, a partir dos 2 a 0, o time deu uma freada, diminuindo o ímpeto ofensivo e abrindo espaços para o Atlético se movimentar um pouco mais. Numa investida pelo centro, Ari pegou forte de fora da área, mas Tiago Coelho estava atento e espalmou para escanteio. Logo em seguida, Lucas Straub cabeceou sem perigo e, aos 45’, Ari bateu falta por cima do gol.

Nesse período, ficou evidente que a zaga, motivo de maior aflição por parte do técnico Márcio Fernandes, teve momentos de intranquilidade até pelo pouco entrosamento entre Lucas e Genilson. Apesar de passar mais tranquilidade que seu antecessor, Marcão, Lucas não foi testado. Genilson tomou um amarelo em lance bobo, ao errar uma saída de bola.

Coube ao Atlético-CE a primeira chance no 2º tempo. Luís Soares cobrou falta, para fora. Nem deu tempo para reagir, pois Marcelo Toscano ampliou aos 8 minutos, chutando forte da entrada da área. José Aldo fez o dele aos 16’, após receber a bola sem sofrer marcação.

Em ritmo de treino, com várias mudanças, o PSC ainda chegou ao quinto gol: aos 32’, Henan aproveitou um rebote do goleiro Carlão e botou a bola no fundo das redes. A fatura estava tão liquidada que o árbitro preferiu não conceder acréscimos, encerrando a partida aos 45’ do 2º tempo.

O Papão teve uma atuação segura e forte contra um time que não ofereceu resistência. Independentemente do nível do oponente, o importante era vencer abrindo a campanha no Brasileiro. O papel foi cumprido à risca.

Ficou claro que o período de folga foi muito bem aproveitado por Márcio Fernandes, que extraiu intensidade da equipe, mesmo com algumas estreias e a ausência de seu principal organizador, Ricardinho.

Remo perde chances e toma gol no final

A pergunta mais ouvida após o Remo perder para o Manaus (1 a 0), sábado à noite na capital baré, foi: por que o time de Paulo Bonamigo entra tão recuado, desligado e com medo dos adversários? Perdeu 20 minutos do 1º tempo jogando atrás e respeitando em excesso o limitado time amazonense. Quando resolveu atacar, criou oportunidades mal aproveitadas pelos atacantes. A derrota caiu como um castigo nos minutos finais da partida.  

Muitas outras perguntas caberiam diante da atuação confusa, inconstante e desorganizada do time, principalmente no 2º tempo, quando o meio-campo não conseguia trocar três passes e os laterais praticamente foram esquecidos – e, quando era lembrado, Leonan errava todos os cruzamentos e decisões sobre jogadas junto à área.

O fato é que o Remo vive um dilema sério a cada jogo. Quando não consegue fazer gols, a equipe se expõe a derrotas perfeitamente evitáveis. Contra o Manaus isso ficou claro novamente e resulta, muitas vezes, do não aproveitamento de momentos favoráveis no jogo.

Quando deixou a postura excessivamente recuada, o time criou boas situações no ataque. Só no 1º tempo Brenner teve três boas chances; Rodrigo Pimpão outras duas. O centroavante errou dois cabeceios e o goleiro defendeu um terceiro desvio. Por seu turno, Pimpão, percebendo a desarrumação reinante, optou por ações individuais que não deram certo.

No 2º tempo, Bonamigo substituiu Paulinho Curuá por Marco Antonio e Marciel por Felipe Gedoz, sem que o time impusesse um padrão mais criativo. A meia-cancha continuou dispersiva e lenta, mas o Remo tinha maior volume, embora agredindo menos.

Pimpão perdeu grande oportunidade com o gol do Manaus vazio, após cruzamento de Netto, aos 17’, mas o cabeceio foi para fora. Depois, o jogo caiu no marasmo, muito em função da falta de agressividade do Remo.

O gol de Hélio Paraíba, aos 39’, aproveitando um cruzamento na área, foi um duro castigo para o Leão e um prêmio ao Manaus, que produziu pouco para vencer. Mas, se erraram mais que os remistas, os manauaras conseguiram resolver o jogo no único ataque mais agudo.

Bonamigo, depois do jogo, comentou que o time precisa corrigir as falhas de finalização. Precisa também r as ações pelo meio, onde a ausência de qualidade torna o time lento e previsível. Contra o Cruzeiro, amanhã, os desafios serão ainda maiores.

Castanhal estreia goleando, Tuna sofre virada

Mesmo longe de seu torcedor, obrigado a jogar em Bragança, o Castanhal recebeu o Moto Clube e foi logo disparando um chocolate. A atuação consistente começou com o gol logo aos 5 minutos, de Ruan, aproveitando boa jogada iniciada pela direita. O time manteve a pressão dificultando a saída de bola do adversário e a iniciativa deu resultado.

Logo aos 19’, Gui Campana, de volta ao clube, acertou um bonito chute da entrada da área e ampliou. O Japiim seguiu superior e fechou a contagem nos minutos finais, através de Pecel.

Já a Tuna sofreu uma virada em Tocantinópolis, após um primeiro equilibrado. Os gols surgiram na etapa final. Lukinha abriu o placar para a Lusa, mas o Tocantinópolis reagiu e virou o placar, com gols de Jheimy, Veraldo e Debu, jogadores que passaram pelo futebol paraense. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 18)

Um comentário em “Um passeio na Arena Verde

  1. Vitória e goleada previsíveis do rival listrado.
    Em relação ao Remo e ao PSC, tenho sempre cautela em avaliar com a competição ainda nas rodadas iniciais. A partir da sétima rodada, com o movimento da carroça, a gente pode avaliar a acomodação das abóboras.
    Creio que só a partir de então, os reforços azulinos já estejam plenamente adaptados ao time.

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