No embalo da conquista

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo ainda comemora a dramática conquista do título estadual dentro do estádio da Curuzu. A torcida já esqueceu até o primeiro tempo desastroso na decisão de quarta-feira. Os momentos de aflição diante dos três gols do adversário também ficaram no passado. Sobressai agora a sensação inebriante da vitória final, 4 a 3 no placar agregado.

É justamente esse sentimento que embala a torcida azulina para a estreia na Série C. Até mesmo as críticas ao desempenho do time de Paulo Bonamigo na primeira metade do Campeonato Paraense foram esquecidas. A hora é de virar a página e abraçar novo desafio: o acesso à Série B.

Para o confronto desta tarde com o Vitória do velho e matreiro Geninho, no estádio Evandro Almeida, o Leão contará mais uma vez com o apoio incondicional do torcedor. Nem podia ser diferente. Afinal, o time acaba de se sagrar campeão estadual. Com o meio-campo quase refeito, Bonamigo pode montar um time mais compactado e rápido na transição.

Anderson Uchoa, que não participou do clássico, volta ao time. Com ele, a saída para o ataque fica mais qualificada. Ao lado de Paulinho Curuá, ele também participa mais da marcação e ainda arrisca subidas ao ataque – não por acaso, marcou gols importantes na semifinal e final do campeonato.

Na meia, Felipe Gedoz é opção, mas a tendência é que Marco Antônio entre jogando. Para o ataque, além do artilheiro Brenner, as armas são Ronald e Bruno Alves. No banco, os novatos Neto e Fernandinho estão aptos a entrar. Rodrigo Pimpão, apresentado ontem, tem uma suspensão a cumprir e talvez não possa estrear. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Direto do blog campeão

“Em 1993, o Remo ganhava aquele jogo do muro com o gol de Biro-Biro, de costas. Eu estava lá. Logo depois houve um apagão, chamaram a Celpa (nunca saberemos se foi de propósito e a Celpa foi chamada para despistar), com isso, o portão aberto para a entrada do veículo da companhia, permitiu-se a entrada de uma avalanche de torcedores que estavam nas imediações. Resultado: depois de um chute de Tarcísio na trave que dá para o Chaco, o muro caiu e o árbitro – corretamente – paralisou o jogo. (Aliás, bem diferente do Manoel Serapião Filho, naquele jogo contra o ABC, dois anos antes). O jogo foi cancelado e realizado outro no domingo seguinte no Mangueirão. Não adiantou: 1 a 0, gol de Agnaldo de cabeça”. Antônio Valentim

“Se de fato houve a autorização da diretoria Bicolor em apagar as luzes ela só fez assinar de vez o atestado de pura incompetência e amadorismo. Agiu como os três micos pois não quis ver que o time é limitado, não quis ouvir as críticas e sugestões de quem faz a análise serena do futebol sem clubismo e calou diante do rival em vez de parabenizar e reconhecer que no esporte há vencedores e perdedores. No futebol profissional não há espaço para acéfalos que se intitulam diretores ou presidentes”. Miguel Ângelo Carvalho

Papão modifica o perfil das contratações

O PSC anunciou ontem a aquisição de dois jovens zagueiros para a disputa da Série C. Douglas, ex-Tapajós, e Bruno Leonardo, ex-Araraquara, são rodados, mas têm apenas 25 anos e um baixo histórico de contusões. Isso representa uma guinada importante na política de contratações desenvolvida pelo clube nesta temporada.

Informações procedentes da Curuzu indicam que o técnico Márcio Fernandes parece ter repensado a ideia de um time majoritariamente experiente e cascudo. As lesões de Bileu (praticamente fora da temporada) e Ricardinho ligaram o alerta. Com receio de novas baixas ao longo do Brasileiro, os reforços passam a ter um perfil diferente.

A partir de agora, desde a contratação do meia Serginho, a tendência é diminuir a média de idade do elenco, a fim de compensar o peso dos muitos veteranos do elenco – Marcelo Toscano, Henan, Ricardinho, Bileu, Dênis Pedra e Genilson, todos acima dos 34 anos.

Douglas fez um bom Parazão defendendo o Tapajós e Bruno vem cacifado por atuações seguras no Campeonato Paulista defendendo a Ferroviária.

Token: Remo resolve abrir as portas para a inovação

A Lunes/Faaro da Amazônia, empresa de gerenciamento de bens que já atua em outros clubes brasileiros, anunciou ontem que irá administrar a plataforma de fan token do Remo. A exemplo do que ocorre no Cruzeiro Fan Token, o torcedor azulino poderá participar de decisões importantes no clube, além de contribuir financeiramente.

A meta inicial é gerar até R$ 1 milhão com a comercialização de tokens. O produto terá opções para os diferentes segmentos sociais e a torcida poderá acessar serviços integrados e ainda concorrer a produtos oficiais do clube.

Renan Bezerra, diretor de marketing do Remo, revela que a parceria vinha em negociação desde o ano passado. “É um projeto inovador, com cases interessantes no mundo inteiro. Isso vai gerar dinheiro para o clube, além de colocar o Remo no radar da inovação”, disse. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste sábado, 09)

Um comentário em “No embalo da conquista

  1. Bem provável que o Remo, em 1993, teria saído campeão lá mesmo na Curuzu, mas o apagão e o muro adiaram a festa para o Mangueirão com o público bem reduzido.
    Ainda quanto ao dramático e sofrido jogo da Curuzu de domingo passado, certamente a ausência de Uchoa foi muito sentida naquele primeiro tempo; a segunda etapa provou que a decisão de Bonamigo por Pingo, em vez de Marciel, não foi das mais felizes.
    Em relação ao jogo de hoje e durante a competição, sou de opinião que Ronald deveria ser guardado para o segundo tempo, quando seus marcadores já estariam cansados. Renderia mais, certamente.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s