Ponte sobre o rio Meruú interliga o Baixo Tocantins ao Estado e beneficia indústria do açaí

A inauguração da ponte sobre o rio Meruú representa um marco da história da região do Baixo Tocantins. A festa de entrega, com a presença do governador Helder Barbalho, é plenamente justificada: localizada na rodovia PA-151, em Igarapé-Miri, a nova via integrará a região com a Grande Belém, beneficiando diretamente 12 municípios: Igarapé-Miri, Abaetetuba, Cametá, Mocajuba, Baião, Barcarena, Moju, Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel.

A travessia de uma margem a outra do rio Meruú agora é feita em apenas 38 segundos pelos veículos. Antes, era necessário esperar até uma hora para atravessar o rio na balsa. A ponte, batizada de “Gerson Peres” em homenagem ao antigo político cametaense, tem importância fundamental para a produção e a economia e em benefício de toda a população que vive no Baixo Tocantins – que, segundo o último censo do IBGE, ultrapassa 740 mil habitantes.

Segundo o governador Helder Barbalho a entrega da ponte do Meruú envolve sonho, esperança, expectativa e muito tempo de espera de toda a população do Baixo Tocantins.

“Nada é mais importante do que cuidar da vida e das pessoas. Mas além disso, essa ponte vai ajudar muito na produção, geração de emprego e renda para o Baixo Tocantins. Essa região é sustentada pelo açaí, pela pesca, pelo dendê, cacau, pimenta do reino, mandioca, agricultura familiar. Aqui e acolá também pela pecuária. Não adianta da porteira para dentro o lote produzir, porque se você tem uma estrada ruim, o custo do transporte do produto diminui o lucro do produtor. Hoje, com essa ponte, diminuímos também o custo do frete e isso melhora o lucro do produtor, principalmente do agricultor familiar. A todos os agricultores, minha alegria aqui com vocês”, afirmou Helder em discurso na ponte.

Para o secretário de Estado de Transportes (Setran), Adler Silveira, a construção da ponte é uma conquista histórica, que incentiva as vocações econômicas da região, trazendo desenvolvimento para a população que vive no entorno. “Além da geração de emprego e de renda, a agricultura familiar vai ser também beneficiada, uma vez que o frete estará mais barato sem o pagamento da travessia da balsa. É o governo dando mais qualidade de vida para a população, que não vai mais precisar esperar nas filas. A ponte vai integrar as regiões do estado entre RMB com Baixo Tocantins”, disse.

Como a economia do Baixo Tocantins gira em torno da produção, beneficiamento e exportação do açaí, projetando Igarapé-Miri como o maior produtor de fruto do Brasil, a ponte significa um divisor de águas, literalmente. “Sem a ponte, a indústria enfrentava muitas dificuldades, já que trabalhamos com um produto perecível. A demora na travessia fazia aumentar o tempo de exposição do fruto à chuva e ao sol, prejudicando muito o produto final. Agora, teremos essa realidade melhorada. Já cheguei a pagar até R$ 2 mil por dia para atravessar nossos caminhões em tempo de safra, então esse valor acabava indo para o preço final do produto”, destaca Edison Irmão, coordenador de logística de uma empresa de beneficiamento de açaí localizada na cidade.

Ele explica ainda que a maioria dos fornecedores da empresa fica na margem oposta do rio Meruú, onde está localizada a fábrica, que processa em média 120 toneladas de açaí/dia. O fruto movimenta mais de R$ 3 bilhões na economia paraense. O Pará é o maior produtor de açaí do planeta, com cerca de 1,5 milhão de toneladas anuais.

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