Leão leva susto, mas bate o Boto

Remo x Tapajós, Baenão, Campeonato Paraense

POR GERSON NOGUEIRA

O placar foi magro, o jogo difícil, mas o resultado foi excelente para o Remo. A vitória de 2 a 1 sobre o Tapajós, de virada, garante aos azulinos a liderança isolada do grupo C do Parazão, com 10 pontos. A partida de ontem à noite, no Baenão, teve um início surpreendente, com o Boto abrindo o placar logo aos 2 minutos. O Leão reagiu, empatou e virou ainda no primeiro tempo.

Pode-se dizer que o jogo valeu pela movimentação intensa vista na primeira metade. O Remo, abalado com o gol de Thárcio aproveitando cruzamento rasteiro de Bambelo, teve que encarar o desafio de fazer uma partida de superação a partir dos minutos iniciais. Até que se organizou rápido, graças às jogadas de Felipe Gedoz e Erick Flores.

O empate parecia assegurado aos 9 minutos, quando Bruno Alves desviou de cabeça e Flores complementou para as redes. A assistente Bárbara Costa Loiola assinalou impedimento, gerando irritação dos azulinos e um tumulto que durou cerca de cinco minutos.

Com a anulação do lance, o Remo redobrou o esforço em busca da igualdade. Brenner e Bruno Alves perderam chances seguidas. O Tapajós defendia-se bravamente, mas, aos 19’, Bambelo tentou cabecear dentro da área e botou a mão na bola. Na cobrança do pênalti, Brenner empatou a partida.

As jogadas do Remo exploravam as subidas de Ricardo Luz pela direita e de Flores pela esquerda, mas Gedoz aparecia sempre no meio do ataque buscando tabelas e troca de passes com Brenner e Bruno Alves. De tanto insistir, o Leão conseguiu a virada aos 45’.

Um cruzamento de Gedoz bateu em Daniel Felipe e veio em direção à Flores. O meia-atacante pegou de primeira, conseguindo encaixar um belo chute entre vários jogadores de defesa do Tapajós. A bola entrou no canto esquerdo da meta de Jader.

Quem esperava a mesma intensidade no segundo tempo acabou se decepcionando. Talvez pelo esforço das equipes na etapa inicial, o jogo ficou mais lento, apesar da insistência do Tapajós em chegar ao empate através de contra-ataques.

O Remo caiu ainda mais de rendimento quando Gedoz saiu, lesionado, para a entrada de Pedro Sena, jogador da base que Paulo Bonamigo tem aproveitado neste início de campeonato. Canhoto, Sena tentou algumas jogadas e errou uma finalização aos 10 minutos. Logo em seguida, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro nos pés de Brenner, que perdeu o tempo da bola e desperdiçou excelente oportunidade para ampliar o marcador.

Depois disso, a partida ficou limitada a bolas esticadas de um lado a outro, dificultando o aproveitamento pelos atacantes. Debu e Thárcio eram as peças mais acionadas no ataque do Boto, mas os chutes não levavam perigo. O Remo ainda botou Whelton e Paulinho Curuá em campo, mas o placar não foi mais movimentado.

Na quinta rodada, domingo, o Remo faz o clássico com a Tuna no Baenão, enquanto o Tapajós enfrenta o PSC no estádio do Souza. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Maior trunfo palmeirense está à beira do campo

Abel Ferreira, mais jovem e menos badalado que Jorge Jesus, superou o compatriota ao cabo de dois anos de trabalho no Brasil. Se o Mister levou o Flamengo à conquista de quase tudo em 2019, o técnico palmeirense conseguiu ir além: botou o Verdão paulista em dois Mundiais de Clubes. Da primeira vez, no ano passado, caiu na semifinal. Agora, vai decidir o título com o Chelsea.

A depender do que rolar amanhã, em Abu Dhabi, Abel pode ampliar ainda mais sua vantagem nesse duelo particular com JJ. O sucesso dos treinadores portugueses não é acidental. Portugal há muitos anos mantém uma escola de formação de técnicos respeitada no mundo todo.

O Brasil até custou a se dar conta disso, fiel que era à antiga mania de menosprezar treinadores estrangeiros. A coisa começou a mudar com a chegada dos argentinos Passarella e Sampaoli. Antes, o uruguaio Aguirre já andava por aqui, sem despertar grande admiração.

Quando Jorge Jesus veio e venceu, abriram-se as portas para que a expertise lusitana ganhasse status e respeito entre os grandes clubes brasileiros. Graças à gloriosa passagem de Jesus, o Palmeiras criou coragem para trazer Abel Ferreira.

Pelo que mostrou nas decisões da Libertadores, Abel é um adepto de planos de estratégia aplicados a cada adversário. Foi assim que derrotou o favorito Flamengo na final sul-americana de 2021. É desse jeito que pretende superar o ainda mais favorito Chelsea.

Na comparação das semifinais, os ingleses passaram muito mais aperto contra o Al-Hilal do que o Palmeiras diante do Al Ahly. O futebol ensina que cada jogo é um jogo, mas o Chelsea demonstrou algumas fragilidades defensivas que Abel, presente ao estádio, deve ter notado e anotado. A conferir.

Primeiro ranking Fifa do ano põe Brasil em 2º

Saiu a primeira atualização do ranking de seleções em 2022, ano de Copa do Mundo. O Brasil segue como vice-líder, atrás da incrível Bélgica, aquela seleção que não conquista nenhum título, mas desfruta de constante êxito nas avaliações técnicas da Fifa.

O Senegal, campeão da Copa Africana de Nações, saltou merecidamente para um inédito 18º lugar. A seleção de Tite tem 1.823,42 pontos, após o empate com o Equador e a vitória sobre o Paraguai pelas Eliminatórias.

Como os belgas (1.828,45 pontos) ainda não entraram em campo, o Brasil em tese alcançaria a ponta do ranking se tivesse vencido o Equador, embora fosse bem provável que a Fifa arranjasse um meio de manter a seleção de De Bruyne no topo da lista.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 11)

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