Para confirmar o favoritismo

POR GERSON NOGUEIRA

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O PSC entrou no campeonato com credenciais de grande favorito ao título pelos reforços que contratou. Em duas rodadas, confirmou plenamente essa condição. Com surpreendente rapidez, o time encaixou logo de cara e obteve duas vitórias (Bragantino, 3 a 1, e Tuna, 3 a 0) que aumentaram a empolgação da torcida.

Como o jogo da terceira rodada, contra o Independente, foi suspenso a pedido dos bicolores em função das precárias condições do gramado do Navegantão, a equipe folgou no fim de semana e se preparou ainda mais para enfrentar o Caeté, hoje à noite, na Curuzu.

Sem Dioguinho e Christian, o time volta ao esquema 4-4-3, que havia sido alterado diante da Tuna, quando o técnico Márcio Fernandes optou por fechar o meio-campo usando quatro homens.

Diante do Caeté, de recuperação impressionante na competição, o time terá novamente o formato mais ofensivo, com Bileu, Ricardinho e José Aldo no meio, com o trio Toscano-Danrlei (Henan)-Marlon. No gol, Elias Curzel segue como titular, mas Tiago Coelho já deve ir na suplência, após o período de recuperação.

Por enquanto, o PSC tem oscilado entre momentos de presença maciça no ataque e outros de certo desligamento. Contra o Bragantino, o time chegou a ser pressionado e encontrou dificuldades durante o jogo. Diante da Tuna, mais compactado, controlou as ações e correu poucos riscos.

O adversário é uma das novidades do campeonato – ao lado do Amazônia Independente. Sob o comando do experiente Josué Teixeira, o Caeté estreou sofrendo uma goleada de 4 a 1 frente ao Itupiranga. Nos jogos seguintes, porém, conquistou duas vitórias convincentes. (Foto: John Wesley/Ascom PSC)

De olho no título inédito, Verdão afasta zebra

Depois da frustração do ano passado, quando caiu na semifinal, o Palmeiras adotou uma preparação diferente, capaz de assegurar presença na decisão do Mundial de Clubes. A primeira parte do projeto foi cumprida com louvor, ontem, diante do Al Ahly, em Abu Dhabi.

A boa movimentação a partir da troca de passes no meio-campo, com destaque para a dupla Dudu e Rafael Veiga, desmontou a marcação do Al Ahly. No primeiro gol, passe de primeira de Dudu deixou Veiga na cara do gol. O segundo foi uma retribuição: Veiga deu passe primoroso para Dudu chegar pela direita e mandar um chute forte no ângulo.

O paraense Roni teve um papel tático importante, quase como um centroavante, atraindo a marcação da zaga. Levou muita pancada, mas abriu espaço para os avanços de Dudu, Veiga e os laterais palmeirenses.

Na reta final do confronto, alguns cochilos na marcação deixaram a impressão de que na final, diante de um adversário mais qualificado, as coisas podem se complicar.

Quebra de recorde na audiência do Mundial

A vitória palmeirense no Mundial veio junto com um recorde nas audiências de futebol na TV. A Band teve muito o que comemorar ontem: além da liderança no horário, segundo o site Teleguiado, obteve a maior audiência em 18 anos na região metropolitana de S. Paulo, principal praça para o mercado publicitário do país.

Pelos dados do Ibope, a Band superou a concorrência antes mesmo da partida do Palmeiras começar, às 13h30. Às 13h18, a emissora já ocupava o 1º lugar, posição que se manteve ao longo do jogo.

Pela transmissão de Palmeiras x Al Ahly, a Band teve média de 14,5 pontos na Grande S. Paulo, atingindo picos de 16. A Globo ficou com a segunda colocação no horário, com média de 9,5 pontos.

O top 5 da faixa se completou com Record TV (5,2), SBT (1,7) e TV Cultura (0,9). No Pará, a RBATV teve picos de 20,6 pontos, liderando a audiência desde antes do início do jogo.

A pontuação fez com que a Band superasse o patamar que conseguiu durante a cobertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. O evento foi feito em conjunto com a Rádio Bandeirantes, retransmitida no Pará pela Rádio Clube, com audiência maciça.

Direto do blog campeão

“Gerson, o Remo deve fazer reforços pontuais, não só para o Parazão, como para a Copa do Brasil. Será um investimento desde que bem feito pois, se passarmos para a quarta de final da Copa, receberemos só da CBF, em torno de 3 milhões de reais. Todo o lado esquerdo precisa de reforços. O lateral esquerdo não ataca e defende mal. No ano passado, o ‘triângulo’ Marlon-Lucas Siqueira e Wallace foram em grande parte responsáveis pela subida para a B. É preciso distinguir despesa de investimento com retorno garantido”. Ronaldo Passarinho, grande benemérito azulino

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 09)

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