Justiça italiana condena Robinho a 9 anos de prisão por crime de estupro

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A última instância da justiça italiana rejeitou o recurso apresentado pelo atacante Robinho e por Ricardo Falco e condenou os dois a nove anos de prisão pelo estupro de uma mulher numa boate de Milão, em 2013. A sentença definitiva foi dada nesta quarta-feira, 19, na Corte de Cassação de Roma, na Itália. 

Com a decisão, a justiça italiana poderá pedir a extradição de Robinho e Ricardo Falco. Porém, dificilmente eles devem retornar ao país, já que a Constituição Brasileira veta a extradição de brasileiros. Assim, a Corte italiana deve pedir que eles cumpram as penas de prisão em uma penitenciária brasileira, o que também é pouco provável que aconteça. 

No início do julgamento, o juiz relator, Aldo Aceto, leu os recursos apresentados pela defesa de Robinho e Ricardo Falco e em seguida passou a palavra aos advogados. A defesa da vítima falou pouco e repassou a palavra aos advogados de Ricardo Falco, que preferiu entregar o momento aos advogados de Robinho. 

Franco Moretti, advogado de defesa de Robinho, contestou as provas que não foram aceitos em segunda instância. Entre os documentos apresentados, estava a espécie de dossiê sobre a vida da vítima, contendo fotos de suas redes sociais afim de provar sua “familiaridade” com o álcool e derrubar a acusação. Além disso, Franco Moretti se exaltou ao afirmar que a vítima estava “tocando os genitais” de Robinho e dos amigos durante a festa na boate de Milão.

Relembre o caso

Na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013, Robinho, Ricardo Falco e mais quatro brasileiros estavam na boate Sio Café, em Milão. Naquela noite, a vítima, uma mulher albanesa, comemorava seu aniversário de 23 anos. Na época, o atacante defendia o Milan. Robinho, Falco e os demais brasileiros que estavam com eles no local foram denunciados por terem praticado o ato de estupro contra a mulher albanesa. 

Quando as investigações foram concluídas, Robinho, Falco e os outros quatro brasileiros já não estavam mais na Itália, o que fez com que eles não fossem avisados do término da investigação e assim não processados. O processo em torno dos outros quatro brasileiros segue suspenso, mas pode ser reaberto com a condenação de Robinho e Ricardo Falco. 

Em 2014, quando foi interrogado, Robinho afirmou ter tido relações sexuais com a vítima, porém negou ter praticado violência sexual. O processo, iniciado em 2016, teve a primeira sentença proferida em 23 de novembro de 2017. O novo capítulo foi aberto em outubro de 2020, quando o site GE.com divulgou trechos de conversas interceptadas pela polícia, onde Robinho e os amigos “debochavam” da vítima. 

Em um dos trechos divulgados pelo GE.com, Robinho dizia: “Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, nao sabe nem o que aconteceu”. 

O fato fez a defesa do atacante argumentar que houve “equívoco” na tradução dos trechos da conversa e que algumas mensagens “deixavam dúvidas” e era “impossível provar que a vítima estava em condição de inferioridade psíquica e física”, como estava descrito na sentença de primeiro grau. Em dezembro de 2020, a Corte de Apelação de Milão (segunda instância da justiça italiana), em audiência única, confirmou a condenação de Robinho e Falco a nove anos de prisão.

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