Bolsonaro é um pândego se fazendo de vítima. Depois reclama

Por Ricardo Kertzman, no Estado de Minas

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De todas as péssimas qualidades – que são inúmeras!! – de Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, talvez a pior seja, seja, seja… Bem, são tantas e tão abjetas, tão canalhas, que não dá para escolher apenas uma. O amigão do Queiroz é um desumano crasso, um insensível cruel e incapaz de um mínimo de empatia e solidariedade ao próximo. Pior. Possui a desprezível capacidade de, inclusive, debochar daqueles que sofrem.

Porém, sempre que acometido por um problema de saúde, tenta atrair, além de atenção (com propósitos eleitoreiros), algum tipo de solidariedade. Por certo, não consegue, salvo dentre a gadolândia, é claro.
Como é quem é, e não preciso aqui desenhar o que isso significa (argh!), atrai muito ódio, muitas besteiras escritas e faladas e, principalmente, muita reação, exatamente conforme enunciado por Newton em sua 3a lei:
‘À toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos’. Eis aí. Bolsonaro apenas colhe o que planta.

Seus pimpolhos e apoiadores ficam indignados, é óbvio. Indignação seletiva, aliás. Só enxergam as barbaridades alheias; nunca as próprias. Ou melhor, enxergam, sim, mas são desonestos demais para admitirem.
O patriarca do clã das rachadinhas, após férias insanas, em meio à catástrofe na Bahia e à explosão da ômicron por todo o País, foi alvo de uma saraivada de críticas e viu sua popularidade desabar um pouco mais.
Daí, providencialmente, uma outra ‘crise de pum’ o acometeu, e já no primeiro dia de trabalho, faltou. Providencialmente? Que maldade a minha em pensar assim, né? Bem, é que o cara dá motivos. Muitos!!
Imediatamente – que bom pra ele! -, se recuperou. Não irá precisar de uma nova cirurgia ou de tratamento específico. O que tem são sequelas da facada que recebeu em 2018. Assim como, ele próprio é uma (nossa) sequela.
Mas, como não poderia ser diferente, da mesma forma que em capítulos anteriores dessa novela sempre oportuna, o marketing político da vitimização e da canonização comeu solto. O ‘mito’ foi fotografado e exposto à exaustão.

Dessa vez, contudo, o mau gosto se superou. Um vídeo em que o papis do senador das rachadinhas, dos panetones e das mansões milionárias aparece deitado, semblante combalido, atendido por um médico, foi divulgado no Tik Tok.
Na peça, musiquinha comovente ao fundo, o médico inclinado com as mãos sobre o bucho presidencial, o maridão da ‘Micheque’ com os olhos fechados, um assistente ao lado da cama… Só faltou um crucifixo. Fica a dica aí, Carluxo!!    
Os caras exploram de forma deplorável um suposto – e possível – problema de saúde, mas não querem que a galera ‘caia matando’ depois. Ora, vão te catar!, senhores mercadores de propaganda vitimista, fajuta e mal ajambrada.
É a tal lei de Newton! As armas que usam a favor serão usadas contra. Aliás, é exatamente isso que vocês querem. É o tal ‘falem mal, mas falem de mim’. Com isso, vocês mantêm o tal do engajamento em alta. Parabéns! Conseguiram mais uma vez. 

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