Câmara de Belém aprova projetos do Executivo na última sessão do ano

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Na tarde desta quarta-feira (15), foram aprovados dois projetos de lei de autoria do executivo municipal. O primeiro PL n.º 2713/202, é referente a concessão do abono de incentivo ao combate à pandemia pago exclusivamente no mês de dezembro de 2021, aos integrantes das categorias ACE’s (Agentes Comunitários de Endemias) e AC’s (Agentes Comunitários de Saúde), do município de Belém. Segundo a Prefeitura de Belém “O abono proposto se trata de medida excepcional”, e tem o objetivo de oferecer um incentivo financeiro aos profissionais (ACE’s e AC’s), mesmo sendo em parcela única.

“São cerca de 1.312 (mil trezentos e doze), entre ACE’s e AC’s que irão receber o abono único de até R$ 1.000,00 (mil reais). Estes profissionais são importantíssimos no combate à pandemia e atingem toda sociedade. Eles merecem o reconhecimento”, disse o vereador Allan Pombo (PDT), líder de partido.

Os vereadores também reajustaram o juros referente ao Projeto n.º 2677/2021 aprovado no mês de junho de 2021, que autoriza a Prefeitura de Belém realizar por meio de operação de crédito de natureza financeira com o Banco do Brasil, um montante de até R$ 90.000.000,00 (noventa milhões de reais), o objetivo do empréstimo será: promover ações de urbanização e infraestrutura urbana, pavimentação de vias, coleta e tratamento sanitário, além do fortalecimento institucional dos órgãos do Município de Belém. “O empréstimo permanece o mesmo, nós já havíamos votado. Nós fizemos apenas uma alteração no montante de juros que podem ser pagos”, reforçou o vereador Fernando Carneiro (Psol), presidente da Comissão de Economia e Finanças da CMB.

Segundo o vereador Túlio Neves (PROS) as votações ocorreram como esperado “A CMB aprovou durante todo o ano de 2021 projetos de lei importantes para sociedade. Tudo ocorreu de maneira tranquila e mostrou que Câmara está em consonância com a Prefeitura de Belém”.

Os Projetos de Lei (PL), agora seguem para sanção do Executivo Municipal.

Em busca de um novo acesso

POR GERSON NOGUEIRA

Bonamigo está de volta ao Remo — Foto: Samara Miranda/Remo

Paulo Bonamigo saiu de Belém em junho com a impressão de que não era uma despedida definitiva. Só não se imaginava que iria voltar tão cedo. Seis meses depois, ele está de volta. Quando partiu, estava desgastado por uma trajetória negativa na Série B. A derrota em casa para o Sampaio Corrêa (2 a 0) foi a gota d’água. O próprio treinador tomou a iniciativa de pedir demissão.

A má jornada fez com que Bonamigo virasse o alvo das críticas, mas os próprios dirigentes sabiam que o time estava apresentando problemas decorrentes da limitação individual de várias peças. Depois de sua saída, já com Felipe Conceição no cargo, a diretoria providenciou novas contratações – Victor Andrade, Mateus Oliveira, Jefferson, Raimar, Rafinha, Neto Moura e Neto Pessoa.

Mas, se não podia fazer milagres com o grupo de jogadores à disposição, Bonamigo tinha responsabilidade sobre o rendimento coletivo da equipe. O Remo não mostrava coesão tática, havia perdido o principal trunfo da campanha na Série C: a exploração da velocidade pelos lados do campo. Bonamigo instituiu isso, mas não conseguiu reeditar na Série B.

Além dos maus passos no início do Brasileiro, o técnico tinha contra si o desgaste acumulado pela perda do título estadual. O Parazão, como se sabe, é um torneio de menor importância no calendário, mas tem grande valor para a torcida, que via a conquista como favas contadas.

Pois ele volta agora para iniciar uma reformulação quase completa do elenco azulino para 2022. As condições são bem diferentes daquelas que encontrou no ano passado ao chegar para a Série C, substituindo a Mazola Junior e encontrando um elenco já fechado.

A partir de janeiro, o Remo terá um grupo de jogadores bastante renovado e essas mudanças passam necessariamente pelas mãos de Bonamigo. Desta vez, ele trabalhará junto com um coordenador técnico (João Galvão) afeito às questões de campo. Não haverá mais a figura de dirigentes estatutários decidindo sobre o futebol.

Desde que deixou o Remo, Bonamigo não voltou a trabalhar. Dizia-se que estaria disposto até a encerrar a carreira. O convite feito pela diretoria nos últimos dias foi prontamente aceito. Ele volta ao Evandro Almeida para um terceiro ciclo e disposto a repetir o feito de 2020, quando conquistou o sonhado acesso à Série B.

A tarefa é desafiadora, quase tanto quanto era há um ano, mas a diferença é que o trabalho será iniciado de forma natural, partindo do zero. A imagem vitoriosa no clube segue inabalável e é a maior credencial de Bonamigo. Em sua segunda passagem pelo Remo, comandou o time em 46 jogos, com 22 vitórias, 13 empates e 11 derrotas. Um cartel respeitável. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Futebol é cada vez mais palco de chegadas e partidas

Há três temporadas na reserva de Vinícius, o goleiro Thiago Coelho era um quase completo desconhecido para o torcedor até ser chamado para substituir o titular no returno da Série B 2021. Cumpriu muito bem o período de interinidade, com defesas arrojadas e atuações seguras. Em pouco tempo, conquistou a torcida.

Thiago foi tão bem que houve quem passasse a questionar o reinado de Vinícius. Nos jogos finais do Brasileiro, Thiago saiu de cena para o retorno do dono da posição. Na Copa Verde, Vinícius retomou a condição de ídolo ao agarrar duas penalidades e garantir o título inédito.

Ainda no gramado, em meio aos festejos de jogadores e torcedores, foi possível ver a expressão do goleiro reserva, quase já sem ambiente. As notícias sobre a negociação com o PSC já eram conhecidas. Ontem, via redes sociais, o goleiro se despediu do Remo, confirmando o script de travessia para o maior rival.

Uma troca de endereço que há muito tempo não gerava tanta repercussão. Todos (ou quase todos) entendem os motivos que levaram Thiago a não aceitar a proposta do Remo para permanecer. Sua decisão é legítima e compreensível. Ele quer apenas mostrar seu trabalho e, com Vinícius como titular absoluto, teria que esperar mais tempo até ter nova chance.

Partidas e chegadas fazem parte da agenda do futebol. Aliás, em ritmo cada vez mais frequente. A cada final de temporada, há uma espécie de revoada em todos os clubes. É tempo de renovação e reacomodação. Algo que deve ser encarado sempre como natural e legítimo.

À torcida azulina, Thiago dedicou palavras de carinho, sabedor do estremecimento óbvio pelo fato de optar pelo histórico adversário. Para quem ainda tiver dúvidas sobre as razões da decisão do goleiro, vale dizer que em três anos de Remo ele atuou apenas 15 vezes.

Remo abre alas para o inquieto e vitorioso Galvão

No processo de reformulação aberto pelo Remo para 2022 uma novidade chamou atenção ao ser anunciada na segunda-feira. O presidente Fábio Bentes comunicou que o futebol passa a ser gerido por um coordenador técnico, que trabalhará em conexão com o executivo, Nei Pandolfo, e o técnico Paulo Bonamigo. A medida é um avanço, pois torna o departamento de futebol inteiramente profissionalizado.

Para a função de coordenador, o clube vai anunciar amanhã o nome de João Galvão, 61 anos, de longa folha de serviços prestados ao Águia de Marabá. Mesmo sem títulos, Galvão é um vitorioso pelos feitos como técnico e executivo do clube marabaense. Graças à vocação para descobrir talentos, descobriu bons jogadores em outros Estados e no próprio interior paraense.

Keno, que brilha atualmente no Atlético-MG, foi trazido por Galvão. Outros, como Aleilson, ganharam visibilidade a partir de campeonatos disputados pelo Águia. No Remo, Galvão não é um completo estranho. Defendeu o clube como jogador na década de 1980.

Por tudo o que conseguiu realizar no Águia, de onde saiu em novembro, Galvão estava a merecer uma oportunidade num grande da capital paraense. A hora chegou. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 15)