Verstappen e a fantástica história de marketing por trás dos êxitos da Red Bull

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Por Gustavo Miller, no Linkedin

Sabiam que por trás do título de campeão de Max Verstappen na Fórmula 1 existe uma das histórias mais incríveis do mundo do marketing?

Vou contar: no final dos anos 1980, o austríaco Dietrich Mateschitz criava uma nova categoria de bebidas: os energéticos.

Para explicar o produto, chamado Red Bull, ele precisava de publicidade. Mateschitz era louco por Fórmula 1, mas não tinha grana para anunciar no intervalo comercial da TV.

Calhou de na época a Áustria ter um piloto na categoria: Gerhard Berger. Mateschitz viu ali sua oportunidade e teve uma ideia genial. Bom de lábia, convenceu o compatriota a se tornar primeiro atleta da Red Bull por apenas US$ 10 mil, antes mesmo de lançar o produto.

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O que Berger precisava fazer? Andar para cima e para baixo com a lata e o squeeze da marca. Foi tão revolucionário que o piloto levou consigo a latinha na mão até no pódio, enfurecendo a empresa de champanhe que patrocinava o evento. Era o tal Marketing de Guerrilha.

A Red Bull cresceu nos anos seguintes e resolveu virar patrocinadora da Sauber em 1995. Mas a parceria tinha um problema: a construtora não era lá grande coisa e não ter o melhor carro significava não subir ao pódio e, por sequência, não sair na TV ou no jornal. Ter o logo estampado em um carro de Fórmula 1 era publicidade tradicional, e não é assim que a Red Bull agia.

Daí veio a segunda ideia genial: por que não montar a sua própria equipe e investir pesado para que ela um dia fosse campeã? Afinal, sendo a melhor escuderia e tendo os melhores pilotos, a marca apareceria na televisão (e em outras mídias) o tempo todo.

Foi o que aconteceu a partir de 2010, quando a Red Bull Racing ganhou por 4 anos seguidos o mundial com o alemão Sebastian Vettel. E agora, oito anos depois do último título, a marca volta ao pódio — e aos holofotes!

Resolvi contar essa história por que até hoje me perguntam muito sobre os anos em que trabalhei na Red Bull. Existe um certo misticismo ao redor da empresa porque um dos lemas dela é não falar de si mesma. Causos assim só se escuta lá dentro, como funcionário.

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