Uma manobra de risco

POR GERSON NOGUEIRA

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É compreensível a relutância do presidente do PSC, Mauricio Ettinger, em tomar a decisão de demitir o técnico Roberto Fonseca a três jogos do fim do quadrangular do acesso. Pelos demais integrantes da diretoria, o treinador teria sido afastado depois da goleada diante do Ferroviário, ainda na fase de classificação.

Ettinger exerceu o papel moderador, ponderando que era melhor dar um voto de confiança a Fonseca, o que se revelou uma decisão acertada. Na sequência, o PSC se classificou à fase seguinte com uma rodada de antecedência. O problema é que o time jamais passou confiança, tendo apenas alguns bons lampejos.

Para o nível da competição, o elenco está no mesmo nível da maioria dos adversários, mas coletivamente ficou sempre alguns degraus abaixo. A falta de articulação no meio-campo foi compensada parcialmente com a entrada de José Aldo, mas no geral a equipe mostra falhas primárias de organização e um preocupante bloqueio ofensivo.

Na fase mais importante do campeonato, o PSC conquistou dois empates (Criciúma e Botafogo-PB) e perdeu uma partida, para o Ituano, sábado passado. Sem apresentar movimentação pelos lados e recorrendo sempre aos manjados cruzamentos sobre a área, o time exibiu fragilidades incompatíveis com o projeto de acesso.

Foi essa percepção que levou a diretoria a decidir majoritariamente pela dispensa do treinador, em reunião que começou no final da manhã e se estendeu até a tarde. Fonseca teve um desempenho de 52,8% no curto período em que comandou o Papão.

Além da saída de Fonseca, ficou definido que o auxiliar técnico Wilton Bezerra será o substituto nos jogos que restam pela Série C e no começo da caminhada na Copa Verde.

Bezerra tem no currículo a façanha da conquista do título estadual da temporada, revertendo a ampla vantagem imposta pela Tuna no primeiro jogo da decisão. Foi uma partida só, mas deixou excelente impressão entre os dirigentes e na própria torcida.

A Série C é bem diferente do Parazão e a missão agora é recuperar o time em três jogos – Ituano em casa, Botafogo fora e Criciúma fechando o quadrangular. Um tremendo desafio, mas Bezerra entra na condição de franco-atirador, e com a expectativa de que possa operar o pequeno milagre de fazer o time funcionar competitivamente.

Não deixa de ser uma jogada de risco, mas, nas circunstâncias, é algo que pode funcionar, principalmente quanto ao lado motivacional.

Tecnologia beneficia clubes e facilita vida do torcedor

Com o retorno de público aos estádios de quase todo o país, um ano e meio após a eclosão da pandemia no país, a CBF busca organizar e acatar os protocolos sanitários de prevenção à covid-19, lançando mão de tecnologia para tornar mais segura e menos problemática a atual fase de retomada.

Com um sistema mais ágil e informatizado de bilhetagem e meios de pagamento, a entidade vem conseguindo disciplinar o acesso da torcida aos estádios, parte mais crítica do processo. Desse modo, tem sido possível manter o distanciamento e evitar aglomerações e filas, principalmente no Mineirão, Maracanã e Allianz Parque.

O volume de dinheiro – principalmente com bilheteria – movimenta anualmente no Brasil cerca de R$ 4,5 bilhões, mesmo num ano típico, como o de 2020, quando a pandemia limitou serviços e impôs o isolamento social.

Na avaliação de especialistas, os principais estádios do Brasil devem passar a oferecer mais conforto, comodidade e opções de lazer nesta etapa de retomada, a exemplo do que já ocorre nas capitais europeias.

Um dos itens mais elogiados pelos torcedores é o modelo de aplicativo ou cartões/pulseiras cashless, que permitem solicitar comidas e bebidas sem se deslocar das cadeiras. Ao mesmo tempo, a tecnologia utilizada contribui no aspecto da segurança, pois as pessoas não precisam portar cartões ou dinheiro vivo para efetuar compras.

Na outra ponta do processo, os frequentadores de arenas Fifa dispõem de terminais de autoatendimento, que desafogam a procura por serviços convencionais, aumentam as vendas e permitem usufruir de promoções exclusivas, através de cadastro de torcedores e sistemas de fidelização.

Para as diretorias dos clubes, a boa notícia é o uso de meios eletrônicos que permitem acompanhar em tempo real e on-line a venda de ingressos, itens de lojas e restaurantes, facilitando o controle sobre a gestão de vendas. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 19)

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