Para turbinar a campanha

POR GERSON NOGUEIRA

Jogadores agradecem apoio da torcida do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

Foi na raça e na persistência. Aos 51 minutos do 2º tempo, Felipe Gedoz cobrou escanteio em curva e Jefferson testou para as redes do Náutico. Uma explosão de alegria tomou conta do Baenão e da torcida azulina em todo o Estado. O gol teve o condão de transformar em êxito todo o esforço do time ao longo da etapa final.

Sim, porque no primeiro tempo as coisas foram bastante diferentes, para pior. O Remo não conseguia articular jogadas no meio, atacava sem convicção pelos lados. Wellington Silva se lesionou sozinho e Tiago Ennes entrou, dando um pouco mais de contundência pela direita. O problema é que o atacante de lado era Rafinha, que não acertava uma.

Enquanto isso, Jean Carlos cobrava uma falta após outra sempre levando perigo ao gol de Tiago, o substituto de Vinícius. Os escanteios também vinham em sequência, acentuando a sensação de perigo.

O Remo só respirou melhor quando se dedicou a explorar os avanços de Victor Andrade pela esquerda. Um chute forte do ponta deu trabalho ao goleiro e levantou a torcida pela primeira vez. Aos 27’, outra investida de Andrade resultou em passe para Artur, mas Lorran salvou.

Ao lado de Raimar, o ponta foi responsável pelas melhores manobras junto à área pernambucana. Aos 32’, o lateral acertou um chute rasteiro, que obrigou o goleiro Alex Alves a espalmar para escanteio.

O melhor momento do Remo foi aos 42’, quando Raimar cruzou rasteiro para o centro da área e Gedoz chegou chutando, mas a bola raspou na zaga e saiu. O Náutico fez um cerco nos minutos finais, com Jean Carlos batendo forte para intervenção de Lucas Siqueira, que tirou para escanteio.

Veio o segundo tempo e o panorama não se alterou. O Náutico valorizando a posse de bola e os corredores laterais, o Remo se defendia com boa atuação da dupla Jansen e Marlon em meio a escanteios seguidos. O aperreio só acabou quando Felipe Conceição finalmente trocou Rafinha por Lucas Tocantins, aos 16 minutos.

A partir daí, o Remo passou a ter Victor Andrade-Raimar na esquerda e Tocantins-Ennes pela direita. O Náutico parou de atacar e teve que se recolher à defesa. Jean Carlos sumiu e a pressão mudou de lado. Tocantins chegou logo dando as cartas, chutando com muito perigo aos 19’.

Depois, acabou causando involuntariamente a saída do goleiro Alex Alves. Tocantins foi lançado por Victor Andrade e disputou a bola com Alex, que se lesionou e teve que ser substituído por Jefferson.

Minutos depois, novas trocas no Remo. Neto Moura e Pingo substituíram Marcos Jr. e Lucas Siqueira. O time ganhou mais consistência no meio, adiantou a marcação e as jogadas passaram a ser priorizadas pelos lados.

Os frutos da mudança ficariam ainda mais visíveis depois que Jefferson entrou, substituindo a Victor Andrade. Aberto pela direita, ele começou a ameaçar com chutes cruzados, cabeçadas e provocando faltas junto à área. Na outra ponta, Tocantins fazia o mesmo papel.

Aos 33’, Gedoz cruzou na cabeça de Jefferson, ele desviou e a bola bateu em Lorran saindo à esquerda da trave. No escanteio, Jansen subiu e cabeceou para as redes, mas a bola havia saído antes e o gol foi anulado.

A torcida empurrava o time e o Náutico se encolhia. E ficou mais defensivo ainda quando Carlão foi expulso após falta violenta em Tocantins, aos 46’. Nos instantes finais, o Remo conseguiu dois escanteios e no segundo saiu o gol. Gedoz cobrou e Jefferson cabeceou no canto direito da trave.

Vitória suada, mas justa, pelo esforço que a equipe fez na etapa final. Não desistiu nem quando tudo parecia conduzir ao empate. Uma postura altiva e confiante bem ao gosto da exigente e vibrante torcida remista. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Bola na Torre

O programa vai ao ar às 23h30 deste domingo, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a trajetória dos clubes paraenses nas séries B, C e D do Campeonato Brasileiro. A edição é de Lourdes Cézar.

“Crônicas de Baião” sai finalmente do forno

O amigo Jonas Favacho, um baionense de quatro costados como eu, avisou na sexta-feira: vem aí o lançamento do livro “Crônicas de Baião”, que reúne textos e colaborações de vários filhos da terrinha. A data festiva de apresentação da brochura será 29 de outubro, em local da cidade a ser definido.

O livro foi impresso na Imprensa Oficial do Estado e tem 366 páginas – “uma para cada dia do ano e ainda sobra uma de lambuja”, como Jonas diz, brincando. Óbvio está que a obra, produto de um esforço coletivo, servirá como desculpa para um reencontro pai d’égua entre baionenses que vivem espalhados por aí, soltos no mundo.

Seleção agora tem “jogadores flechas”

Depois das formulações sobre mapa de calor, aprumo do eixo corporal, extremos agudos, eis que Tite estreou neologismo nesta sexta-feira ao anunciar a tediosa convocação da Seleção para os próximos jogos das Eliminatórias. Para não perder o hábito, o técnico definiu alguns atacantes como “jogadores flechas”, sabe-se lá o que isso venha a significar.  

O que se sabe é que, com ou sem flechadas, o escrete terá de novo Paquetá e Vinícius Jr., que vive bom momento no Real Madrid, além de Antony e Edenilson, novidades da vez. Pode-se criticar Tite pelo futebol chato da Seleção, mas ninguém há de negar sua prestimosa contribuição para atualizar vocabulário dos comentaristas moderninhos de canal fechado. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 26)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s