Leão tenta voltar a vencer

POR GERSON NOGUEIRA

Raimar

Problemas sobram no Remo de Felipe Conceição. Para escalar a equipe que enfrenta o Vitória-BA hoje à noite, o técnico terá que buscar alternativas dentro do elenco. A perda dos zagueiros Fredson e Kevem deixa a defesa novamente sujeita a uma improvisação no meio, com Marlon fazendo dupla com Rafael Jansen. As mexidas não ficam apenas na linha de zagueiros.

Na lateral-esquerda, Igor Fernandes foi vetado e o novato Raimar (foto), contratado junto ao Atlético-PR, entra jogando. Caso haja necessidade de substituir um zagueiro durante a partida, o garoto Davi, oriundo da base, é a única opção.

As ausências de Kevem, Fredson, Igor e Victor Andrade (suspenso) vêm se juntar ao prejuízo técnico representado pela perda dos titulares Romércio e Erick Flores nos últimos seis jogos do time na Série B. Por sinal, já sem eles, o Remo conseguiu sua derradeira vitória na última na rodada final do turno, diante do Confiança.

No returno, foram três jogos e apenas um ponto ganho, no empate com o Brasil-RS. A estatística incomoda o técnico Felipe Conceição, principalmente depois da imerecida derrota para o Botafogo, no Baenão, quando o time jogou bem, criou chances e falhou feio nas finalizações.

A compensação pelos desfalques na zaga e no meio é o retorno do lateral direito Wellington Silva e dos atacantes Renan Gorne e Lucas Tocantins, este protagonista de recuperação surpreendente após lesão sofrida contra o Brasil e que resultou em cirurgia. O trio deve ser relacionado para a partida.

Felipe tem à disposição um número limitado de alternativas para o ataque. É provável que utilize Mateus Oliveira, Felipe Gedoz e Jefferson. O meio-campo é o mesmo dos últimos jogos, com Uchoa, Lucas Siqueira e Artur. O reforço da marcação se justifica pela improvisação de Marlon na zaga.

O problema é que o ataque acaba sofrendo com a falta de conexão com o meio e a baixa produtividade do setor de criação. O problema tem gerado algo curioso. O time titular agride pouco no primeiro tempo e cresce de rendimento quando ganha sangue novo, geralmente com as entradas de Rafinha, Wallace e Ronald.  

A essa altura, o desafio de Felipe é fazer com que a equipe tenha a movimentação necessária para atacar na primeira etapa com a mesma velocidade que exibe depois das substituições no segundo tempo.

O adversário está quatro pontos atrás do Remo e ensaia um esforço de recuperação, obtendo bons resultados neste começo de returno. Dentro de seus domínios, porém, o Vitória não costuma assustar visitantes. Explorar o desespero e a pressa dos rubro-negros pode ser uma estratégia interessante para os azulinos.

Inédita união de esforços contra “inimigo” comum

A cizânia já se desenhava há tempos. De repente, diante das negociações sobre a volta da torcida aos estádios, a insatisfação explodiu de vez e 19 clubes da Primeira Divisão aproveitam a ação impetrada no STJD para bater de frente com o Flamengo, acusado de comportamento individualista e hostil a qualquer forma de entendimento.

Os clubes discutem formas de manter unido o bloco esboçado quando surgiu a ideia de criação da Nova Liga. Uma tendência é a oficialização do grupo sem contar com a participação do clube carioca.

Por enquanto, as coisas estão no terreno das sondagens, mas a ideia de isolar o Flamengo ganhou força nos últimos dias com a insistência de Rodrigo Landim em ter público em seus jogos de forma isolada, sem se preocupar com as demais agremiações.

A postura isolacionista do clube passou a ser observada desde que Landim e seus pares forçaram o reinício dos jogos ainda durante a fase aguda da pandemia. Apesar do desgaste de imagem, o Flamengo se manteve irredutível na pressão pelo retorno imediato de torcida aos jogos.

Não passa despercebido também o lobby exercido com gosto pelo Flamengo junto ao presidente da República em relação ao projeto que assegura direitos aos mandantes, praticamente inviabilizando acordos coletivos para contratos de transmissão.

Beliscão vira arma nas Eliminatórias da Europa

É, por assim dizer, uma milonga nova. Nem mesmo nossos Hermanos argentinos conseguiram bolar uma catimba tão original. Partiu da seleção polaca a cena inusitada de um beliscão como forma de desestabilizar um adversário em campo. Em meio a um bate-boca com jogadores da seleção inglesa, o zagueiro Kamil Glik tascou um beliscão no gogó de Kyle Walker, em partida válida pelas Eliminatórias para a Copa 2022.

Harry Maguire ficou revoltado com a cena e peitou Kamil. Por causa disso, ambos levaram cartão amarelo, mas os jogadores ingleses ficaram frustrados com o erro da arbitragem. Harry Kane revelou que o episódio foi relatado aos representantes da Fifa para uma possível punição ao polonês.

O beliscão terminou roubando a cena de um jogo morno, cujo resultado (1 a 1) beneficiou a Inglaterra, que lidera folgadamente o Grupo I. A Polônia é a terceira colocada, atrás da Albânia.

Fazia tempo que um incidente bizarro não se registrava em jogos entre seleções. O último do gênero aconteceu na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando o uruguaio Luizito Suárez acabou suspenso por ter aplicado uma mordida no ombro do zagueiro italiano Chiellini. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 10)

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