Vitória e renascimento

POR GERSON NOGUEIRA

Paysandu 1 x 0 Santa Cruz, pela Série C

A atuação não chegou a ser primorosa, mas o resultado foi importantíssimo para as ambições do PSC na Série C. O placar de 1 a 0 sobre o Santa Cruz, construído no 2º tempo, fez justiça ao esforço geral da equipe, depois de uma etapa inicial travada e pouco vibrante. Além disso, o jogo marcou o renascimento técnico do meia Ruy, que abriu a jogada que resultou no gol, teve boa movimentação e cumpriu sua melhor atuação pelo Papão.

Contra um adversário desesperado e com sérias limitações no meio-campo, o PSC abriu mão de uma postura mais agressiva no primeiro tempo, permitindo algumas pontadas perigosas de Jailson, Wallace e Pipico. Poucas vezes o time foi à frente, puxado principalmente por Marlon, que acertou um belo tiro aos 10 minutos para defesa de Jordan.

Apesar das tentativas do Santa, a zaga do PSC funcionou bem. Vítor Sallinas, substituto de Perema, mostrou segurança no jogo aéreo e foi bem auxiliado por Denilson. Na frente, Grampola ficou preso à marcação e somente Marlon conseguia se destacar com avanços pelo lado direito.

Ocorre que Marlon, lesionado, teve que ser substituído por Robinho no intervalo. Antes, também por contusão, Paulo Roberto havia sido trocado por Paulinho. Poupado, Rildo não jogou. Em seu lugar, entrou Luan Santos, que teve atuação pouco produtiva.

Toda a lentidão do primeiro tempo foi compensada por correria e intensidade na segunda etapa. Logo a 1 minuto, o meia Ruy girou sobre a marcação e cruzou na medida para o centro da área. Robinho e Marino se atrapalharam e a bola saiu alta, sem direção.

Logo em seguida, o Santa ameaçou com Lucas Rodrigues, que pegou de fora da área e quase surpreendeu Victor Souza, que desviou para escanteio. Na cobrança, Breno Calixto cabeceou e Pipico complementou para as redes, mas o gol foi invalidado por impedimento.

Aos 13’, o lance decisivo da partida. Ruy fez uma finta rápida no meio-campo livrando-se de dois marcadores. Lançou Leandro Silva, que se aproximou da área e cruzou para a cabeçada certeira de Marino.

O jogo teve poucas situações agudas na reta final, mas aos 42’ o atacante Danrlei, que substituiu Grampola, entrou livre na área e chutou forte em cima de Jordan. A bola subiu e ainda permitiu uma segunda intervenção do goleiro.

Pipico ainda teve uma chance aos 46′, mas bateu mal e em cima do goleiro. PSC foi determinado e saiu vitorioso num jogo duríssimo. 

Bola na trave não altera o placar

O versinho grudento da velha canção do Skank vem à mente ao ver o sufoco imposto pelo Remo no final do jogo com o Botafogo, sábado à noite, no Baenão. Se quisesse, Felipe Conceição podia apelar para o clichê da bola que não quis entrar. E não quis mesmo. Lucas Siqueira cabeceou no travessão, Jefferson deu um chutaço que também beijou a trave superior e no último minuto a zaga do Botafogo se safou de um bombardeio que teve quatro finalizações em direção ao gol.

Levando em conta que o Botafogo só teve uma chance clara para marcar – e fez o gol – pode-se avaliar que o visitante foi extremamente competente, enquanto o mandante se perdeu pelo caminho. O fato é que o Remo fez um jogo mais ou menos no primeiro tempo, com alguns lampejos, mas foi superior na etapa final depois de sofrer o gol.

Não se pode diminuir a importância das baixas que Felipe Conceição tem sido obrigado a compensar nas escalações. A zaga não é a mesma sem Romércio e o meio não funciona sem Erick Flores. Ainda assim, diante de um Botafogo em ascensão, o Remo foi melhor, articulou razoavelmente bem e de fato podia ter obtido um resultado positivo.

Logo aos 5 minutos, Victor Andrade entrou na área e bateu com perigo. O Botafogo equilibrou e o jogo ficou lá e cá. O bicho pegou mesmo depois do intervalo. O Remo deu a primeira estocada, o Bota se reaprumou e achou o gol em jogada de Pedro Castro para Warley.

Depois disso, o Remo tomou conta do jogo, mandou duas bolas na trave (Lucas Siqueira e Jefferson), um chute perigoso de Rafinha e a chance tripla na blitz final. O melhor em campo foi o goleiro Diego Loureiro, o que retrata a melhor atuação azulina.

Superioridade sem eficiência nas finalizações

Remo x Botafogo; Chay

Felipe Conceição, questionado pela lealdade ao sistema 4-1-4-1 e principalmente por não barrar Felipe Gedoz, acerta ao dizer que o Remo foi superior ao Botafogo. O problema é que faltou eficiência e objetividade para converter oportunidades em gols. 

Foi o 3º jogo consecutivo sem vitória, o que deixa o Remo em posição delicada. Está em 12º lugar, mas é pressionado por Ponte Preta, Cruzeiro e Vitória, o próximo adversário.

Em relação ao jogo com o Brasil, o Remo evoluiu bastante. Trocou passes, alternou jogadas, variou o repertório, mas falhou no quesito mais importante: a finalização. “Futebol é jogo, precisa de eficácia que acerte o último terço para que se saia com a vitória, isso nos faltou”. A frase do técnico é certeira, resume bem o que foi a partida.

De toda sorte, algumas escolhas precisam ser reavaliadas. Enquanto no Botafogo o meia Barreto quase não errou passes, Artur (posicionado à direita) abusou das falhas na distribuição de jogo. Wallace, Rafinha e Jefferson entraram bem, talvez só um pouco tarde demais.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 06)

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