Na rota da normalidade

POR GERSON NOGUEIRA

Paysandu x Jacuipense, Série C do Brasileiro

Depois de passar todo o turno inicial da fase classificatória sem vencer em casa, o PSC finalmente põe as coisas no terreno da normalidade. Conquistou duas vitórias na Curuzu, contra Tombense e Jacuipense, sendo o time baiano o adversário deste sábado, 14. Mesmo sem brilho, a atuação foi uma das mais objetivas que o Papão fez na Série C, no mesmo nível da apresentação contra o Santa Cruz, no Recife.

Contra um adversário que os bicolores derrotaram na fase de ida, o time teve comportamento tranquilo, sem afobação ou destempero. Mesmo com o campo enlameado, que deixou o jogo mais truncado, o PSC foi sempre mais insinuante. 

A briga pela posse de bola era equilibrada, com o setor de meio-campo muito povoado. Aos 15 minutos, a primeira jogada mais aguda do PSC. Rafael Grampola finalizou com certo perigo.

Com a lesão de Diego Matos, aos 22’, o técnico Roberto Fonseca partiu para uma substituição inusitada. Lançou o meia Ruy para ocupar o lado esquerdo. Aos 29’, após jogada de Leandro Silva, Marino teve chance, mas a bola estourou em Grampola. O gol parecia estar amadurecendo.

Aos 36’, Leandro Silva arremessou a bola na área, a zaga ficou olhando e Marino tocou para Rildo, que finalizou de primeira abrindo o placar. O Jacuipense quase empatou em seguida. Dionísio cobrou falta, Perema cortou parcialmente e Bambam chegou chutando, mas errou o alvo.

Sem criatividade e errando muitos passes, o Jacuipense pouco incomodava. Com problemas na articulação, limitava-se a tentativas de cruzamentos na área, sem levar perigo ao setor defensivo paraense.

No segundo tempo, o jogo mudou. Com o placar favorável, o PSC reduziu a presença no campo inimigo e o visitante começou a se lançar ao ataque, mesmo timidamente. 

Paysandu 2 x 0 Jacuipense, pela Série C do Brasileiro

Apesar do esforço, as deficiências do setor de criação foram minando as expectativas do Jacuipense. As mudanças desfiguraram os times e o jogo ficou arrastado. No PSC, Roberto Fonseca substituiu Grampola e Ratinho por Danrlei e Jhonnatan, sem alterar muito a dinâmica da equipe.

Aos 30’, nova investida do rápido Tiaguinho, que cruzou rasteiro. A bola passou por Itinga e saiu pelo fundo. Novas alterações no PSC: Vítor Salinas entrou no lugar de Paulo Roberto e Luan na vaga de Rildo. Com isso, Salinas ocupou a lateral esquerda e Ruy foi deslocado para o meio.

Emoção mesmo só nos acréscimos, quando veio o segundo gol do Papão. Jhonnatan tentou fazer cruzamento e a bola bateu no braço de Raion. O árbitro marcou o pênalti, que o meia Ruy converteu, fechando o placar.

Nas comemorações da vitória, Ruy fez um desabafo, dizendo que tem passado por problemas, mas sempre se empenhando muito, sem deixar de trabalhar. Uma forma de responder às críticas pelas pífias atuações desde que chegou a Belém.  

Observações que provavelmente não escaparam a Roberto Fonseca: Danrlei não pode ser reserva de Grampola; Ratinho é titular no meio-campo, até por exclusão; e Leandro Silva estreou com ares de quem vai tomar conta da lateral direita. (Fotos: John Wesley/Ascom PSC)

Castanhal faz nova vítima, Paragominas se reabilita

Não há time mais forte e goleador na Série D do que o Castanhal. Com 29 pontos, a equipe se isolou na liderança do Grupo 1 com a vitória categórica sobre o GAS por 5 a 0, ontem, no estádio Maximino Porpino.

Destaque para os três gols de Leandro Cearense, veterano que vem justificando contratação com boas atuações. Fazendinha e Pecel completaram o placar, confirmando o Japiim como líder geral do campeonato.

A três jogos do final da primeira fase da Série D, o time castanhalense já assegurou classificação à etapa seguinte e luta agora para preservar a vantagem de fazer em casa os jogos de volta do mata-mata.

Em situação ainda complicada na tabela da competição, o Paragominas conseguiu uma vitória importantíssima fora de casa. Derrotou o Moto Clube por 4 a 1, em São Luís, no sábado à tarde. Dutra, Wanderlan, Aleilson e Edicleber marcaram os gols do Jacaré.

Com 14 pontos ganhos, o Paragominas fica agora a um ponto de Imperatriz e Moto Clube, ambos com 15. Na próxima rodada, em casa, a equipe de Robson Melo vai receber o Imperatriz, confronto direto que pode significar a volta à zona de classificação.

Arbitragem não cansa de operar o Alvinegro

Meu grande amigo Edgar Augusto, autor do belíssimo “Leque de Estrelas”, lançado sábado pela manhã na Livraria da Fox, costuma conversar comigo sobre essa vocação botafoguense de ser o saco de pancadas preferido da arbitragem brasileira. Ontem, a escrita se confirmou outra vez.

O time recebeu o Brasil de Pelotas, venceu por 1 a 0, mas foi flagrantemente assaltado dentro do estádio Nilton Santos. Dois pênaltis (um deles acintoso, como uma cortada de vôlei) não foram marcados e o árbitro deixou de expulsar um jogador do Brasil. Nem contra o lanterna do campeonato, o Botafogo mereceu uma arbitragem justa.

Impressiona que os erros grosseiros se acumulam desde a Série A 2020, quando o clube foi retaliado por se posicionar contra o retorno antecipado do futebol na pandemia. Primeiro, foi alvo de ações agressivas por parte da Federação do Rio e em seguida pagou um alto preço no Brasileiro.

A pena não escrita parece continuar em vigor. Na rodada passada, jogando contra o Operário-PR, um outro pênalti indecente foi ignorado pelo árbitro aos 48 minutos do 2º tempo. As reclamações são inúteis, os protestos do clube também. Nem contra o lanterna do campeonato, o Botafogo mereceu uma arbitragem justa.

Uma esperança que se ergue é a adoção do VAR a partir da 20ª rodada, embora contra o Botafogo até o olhar eletrônico pode ficar enviesado. Ia esquecendo o nome do soprador de apito: Thiago Luís Scarascati. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 16)

2 comentários em “Na rota da normalidade

  1. A grande desculpa para os erros dos sopradores de apito é que nas demais séries, exceto a A, não existe o VAR, como se esse instrumento já existisse no futebol desde sua criação, sendo apenas uma lacuna nas séries inferiores. Interessante nisso é a chancela dada por vários analistas de futebol da imprensa, que corroboram essa desculpa furada. Os árbitros pod operar qualquer clube, mas saem ilesos porque, justificam eles e outros, não têm para auxiliá-lo a muleta do VAR. E tudo fica por isso mesmo. Mas, já vimos de forma recorrente que mesmo com o VAR eles são capazes de cometer verdadeiras atrocidades, principalmente nos lances em que bola e mão/braço se tocam. É aí que está a grande saída para operar os desafetos e beneficiar os de sempre.

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  2. Os “erros” de arbitragem têm sido rotina no futebol brasileiro, mesmo com o advento do VAR. Nessa rodada de final de semana, da Série B, o único clube não prejudicado foi o Remo, apesar de que contra o Vasco também tivemos um gol irregular. Economia para o clube paraense que, desta vez, não gastará dinheiro para ir ao Rio de Janeiro, reclamar na CBF !!.

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