Missão: resgatar pontos

POR GERSON NOGUEIRA

Arthur mira um espaço no time titular do Remo — Foto: Samara Miranda

O Remo encara o Avaí, hoje à noite, na Ressacada, tentando a todo custo recuperar a cruzada vitoriosa iniciada contra o Brusque e que tirou o time da lanterna da competição. A oportunidade é preciosa, pois a partida é atrasada da 5ª rodada, o que vai permitir aos azulinos – em caso de vitória – recuperar a 11ª posição.

A última apresentação semeou dúvidas e incertezas. O time reviveu contra o Londrina os piores momentos do começo da competição, quando não conseguia acertar passos e nem propor ataques. Nenhum de seus principais esteve bem, a começar por Victor Andrade e Felipe Gedoz.

Como não soube jogar ofensivamente, o time sofreu bastante com os ataques do Londrina. Só no primeiro tempo foram oito finalizações do adversário contra apenas duas dos azulinos. O bombardeio resultou em gol já na reta final do jogo, quando o Remo estava ainda mais exposto.

A performance acendeu alertas na comissão técnica azulina. Escolhas que vinham sendo muito frequentes nas substituições tendem a ser repensadas. Wallace, primeira opção para o ataque, teve atuação fraca, assim como Renan Gorne, outro que costuma entrar no segundo tempo.

A possibilidade de mudanças afeta também os titulares. Dioguinho, Erick Flores e Marcos Jr., que iniciaram a partida no Estádio do Café, estiveram muito abaixo da média de atuações, o que explica a fraca produção do meio-campo e as falhas na transição ofensiva.

A chegada de Mateus Oliveira pode garantir mais qualidade ao setor de meia-cancha. O meia-atacante treinou com os companheiros e pode ser aproveitado no decorrer da partida de hoje. Outro que pede passagem é Lucas Tocantins, já recuperado e que atuou bem mesmo por poucos minutos na sexta-feira. Tem chance de entrar jogando.

Contra o Avaí, 7º colocado com 22 pontos, o Remo tentará voltar à 11ª posição, onde estava até a penúltima rodada. O adversário faz campanha consistente, com rendimento satisfatório dentro e fora de casa. Promessa de um duelo duríssimo, que vai exigir dos azulinos bem mais do que o jogo em Londrina exigiu.

Aposta de risco para salvar projeto do acesso

Após nove rodadas nas mãos de um técnico de ideias confusas e escolhas atrapalhadas, o PSC foi buscar Roberto Fonseca para tentar salvar o projeto prioritário do clube na temporada: o acesso à Série B. Os atropelos durante o primeiro turno da Série C determinaram a troca de técnico. No empate contra o Manaus, domingo, ficaram escancarados os principais problemas do time, incapaz de se impor e com claras fragilidades defensivas.

Roberto Fonseca chega para ficar até o fim do campeonato, até porque as normas do Campeonato Brasileiro limitam a duas as contratações de técnicos na temporada. Caso seja dispensado, o time terá que ser dirigido pelo auxiliar técnico.

Mesmo com campanha pouco confiável, o PSC é o melhor visitante do Grupo A, com três vitórias e dois empates, acumulando 13 pontos. O problema é que não venceu ainda como mandante. Foram quatro jogos, com duas derrotas e dois empates dentro de casa.

Apesar do nível técnico raso da Série C, o PSC não se sobressai no grupo. Liderou por três rodadas, mas caiu de rendimento e agora ocupa a quinta colocação. Para alcançar a pontuação que garante classificação à fase dos quadrangulares, será necessário somar pelo menos 16 pontos no returno da etapa classificatória.

Fazer o time reagir com as peças atuais do elenco será o desafio maior de Fonseca, um técnico cuja grande façanha foi a conquista da Copa do Nordeste 2018 com o Sampaio Corrêa. No Londrina, onde havia ido bem anteriormente, não teve êxito nesta Série B e acabou demitido. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Defensores da volta de torcidas desafiam o perigo

A Prefeitura de Belo Horizonte deu o primeiro passo para endossar a agenda nacional de aprovação da volta das torcidas aos estádios. Sob a orientação da CBF, os clubes começam a pressionar federações e gestores municipais para tentar apressar a reabertura de bilheterias nas competições nacionais.

Os clubes estão sufocados, com contas para pagar e quase sem perspectivas de receita, principalmente os das Série C e D. Ocorre que as leis do bom senso e da ciência impõem cuidados redobrados e respeito aos protocolos de combate à pandemia, que está longe de ser controlada.

Corte rápido para o cenário atual da covid-19 no Brasil: a média móvel de mortes diárias está em 1.094, uma queda de 8,2% em relação aos últimos sete dias. Já a média móvel de casos está em 47.091, alta de 23,2% no mesmo período. Foram registradas 1.333 mortes nas últimas 24 horas. Em resumo: os riscos permanecem.

Até onde a doença já parecia controlada, como os Estados Unidos, o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão responsável pelo combate à pandemia, recomendou ontem que mesmo pessoas já vacinadas voltem a usar máscaras em ambientes fechados. Nos EUA, 48,8% da população já está imunizada.

Efeito direto da propagação da variante delta, mais contagiosa e que infecta até quem já tomou duas doses da vacina. A preocupação é com a variante delta, que é mais contagiosa, e tem infectado aqueles que já receberam duas doses de vacina, de acordo com relatórios de saúde.

O Japão, sede da Olimpíada, registrou ontem o maior número de casos de covid desde o início da pandemia. Diante de números alarmantes, soa quase como escárnio que no Brasil – país que está com vacinação atrasada e capenga – surja a proposta de volta das torcidas ao futebol. Prova de que os anormais seguem perigosamente à solta. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 28)

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