Conselho Brasileiro de Oftalmologia notifica Unimed Belém por ação que põe pacientes em risco de perda da visão

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Associação Paraense de Retina e Vítreo (APRV) notificaram extrajudicialmente a Unimed Belém Cooperativa de Trabalho Médico para que seja impedida de causar danos aos pacientes e médicos. Essa possiblidade apontada pelas entidades decorre de mudança na forma de compra, aplicação e armazenamento de medicamentos antiangiogênicos, utilizados para tratar doenças da retina.

Assista aqui a reportagem especial sobre ações tomadas pelo CBO.

O novo modelo proposto pela Unimed Belém prioriza aspectos econômicos diante de seus compromissos com o atendimento das necessidades dos pacientes, em especial no que se refere à saúde ocular. Com a alteração, médicos e pacientes são obrigados a cumprir uma série de etapas complementares entre o pedido dos medicamentos e seu envio para as clínicas. Esta situação aumenta o tempo de espera pela chegada dos produtos e pode prejudicar o efeito das drogas, aumentando o risco de complicações para as pessoas que contam com o atendimento.

Frentes – “Temos a convicção de que o fluxo proposto pela Unimed Belém coloca em risco a saúde do paciente e todo o seu tratamento médico. A tentativa de monopolização da entrega de medicamentos antiangiogênicos por parte desta cooperativa será combatida em todas as frentes possíveis”, declara o presidente do CBO, José Beniz Neto.

Pelo novo fluxo, a Unimed decidiu fazer a compra da medicação e entregar nos locais de aplicação, o que tira do médico oftalmologista a possibilidade de controle da cadeia dessa medicação. Apesar da operadora ter ganho pela compra centralizada, perdem os pacientes que ficam sob ameaça de danos por conta da demora na entrega dos produtos, que antes permaneciam em estoque nas clínicas para uso imediato, e de erros de logística (trocas de receitas), entre outros pontos.

Para o vice-presidente do CBO, Cristiano Caixeta, este é mais um importante passo na batalha acirrada que o CBO, representado pelo Departamento Jurídico, vem travando em diferentes estados em defesa da saúde ocular da população, em especial quanto a ilegalidade cometida pela Unimed com a alteração do manuseio dos medicamentos antiangiogênicos. (Da Assessoria de imprensa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia-CBO)

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