Reabilitação na hora certa

POR GERSON NOGUEIRA

Floresta x Paysandu

Todo mundo sabe que o nível técnico desta Série C é sofrível. Muito chutão, tombos e antijogo. Superar isso, jogando como visitante, é sempre uma pequena façanha. Foi o que o PSC conseguiu ontem, em Horizonte (CE), contra o Floresta. Jogou mal no 1º tempo, levou duas bolas na trave, mas mudou de postura na etapa final e passou a mandar em campo quando o adversário perdeu um jogador (expulso).

Os times se empenhavam, mas só raça e disposição não fazem o espetáculo. Nos primeiros 20 minutos, o Floresta esteve perto de abrir o placar. A bola tocou no travessão duas vezes: num cabeceio descalibrado de Perema e em cobrança de falta de Tony.

Sem jogadores de qualidade no meio, o PSC esticava bolas e tentava cruzamentos aleatórios. Nenhum ia em direção a Nicolas na área. Atrás, o time marcava mal, Israel falhava no combate.

No 2º tempo, as coisas começaram a sorrir para o Papão quando o centroavante Alison Mira foi expulso por acertar o rosto de Bruno Paulista. Nicolas perdeu chance clara na pequena área e o árbitro não deu pênalti um claro – bola tocou no braço do volante Marconi.

O primeiro gol veio em chute forte de Diego Matos, aos 28 minutos. Bateu de fora da área e o goleiro Douglas Dias espalmou para dentro do gol. Aos 40’, Denilson tocou de cabeça no canto esquerdo aproveitando cruzamento do estreante Luan, que havia substituído a Robinho.

Sem grandes novidades, o jogo se encaminhou para o final com o Floresta tentando descontar, mas sem qualidade nas articulações ofensivas e sempre correndo riscos nos contragolpes. Ameaçou apenas uma vez em cruzamento que foi desviado. Victor Souza espalmou para escanteio.

Numa tarde em que tudo deu certo, o Papão nem perdeu tempo reclamando do penal que o árbitro não marcou. Uma vitória importante, a segunda fora de casa, que garante o retorno à zona de classificação.

Arbitragem tira vitória azulina nos Aflitos

O começo de Náutico x Remo foi eletrizante. Erick e Jean Carlos quase marcaram em jogadas rápidas, antes dos 15 minutos. O Remo mostrava-se atento à marcação, mas quando ia à frente criava boas situações. Aos 24’, na primeira investida azulina, Renan Gorne chegou pela esquerda, derivou para o meio e bateu cruzado. A bola saiu, mas levou perigo.  

Aos 26 minutos, Erick Flores retomou bola na intermediária e deu uma assistência perfeita para Felipe Gedoz, que tocou no canto direito. Com a vantagem, o Remo procurou se estabilizar utilizando até cinco homens na meia-cancha (Uchoa, Lucas, Erick Flores, Rafinha e Gedoz).

Com baixas na equipe, o técnico Paulo Bonamigo adotou um sistema mais conservador. Funcionou bem principalmente no segundo tempo, quando o Náutico se lançou ao ataque para tentar o empate.

Os primeiros 15 minutos foram de sufoco. O Náutico insistia com cruzamentos e tentativas de arremate, mas falhava nas finalizações, que iam fora ou encontravam Vinícius pela frente. Bonamigo trocou Renan Gorne, Gedoz e Kevem por Edson Cariús, Artur e Paulinho Curuá.

Aos 42’, um erro de arbitragem acabou garantindo o empate tão buscado pelo Náutico. Vinícius saiu mal em bola cruzada na área e o atacante Paiva, impedido, aproveitou a sobra para fazer o gol.

O assistente acompanhava o lance e não assinalou a irregularidade. O Náutico segue invicto e o Remo caiu para a 15ª posição. Pontos positivos para os azulinos: a atuação centrada de quase toda a equipe, o bom funcionamento da defesa e a melhor atuação de Gedoz no campeonato.

A sina dos erros absurdos a perseguir o Botafogo

O Botafogo é historicamente o time mais prejudicado por arbitragem no Brasil. São tantos erros ao longo dos anos que se convencionou dizer que há coisas que só acontecem ao Botafogo. No sábado, ocorreu novo absurdo. No jogo com o Sampaio Corrêa, em S. Luís, o goleiro tirou escandalosamente a bola de dentro do gol e a arbitragem validou o lance!

O assistente Mauricio Coelho Silva Penna (RS), de cara para o lance, não viu a bola entrar! A visão dele era limpa, sem nada à sua frente. Não é possível que não tenha visto a bola transpor em meio metro a linha fatal.

Fico a matutar o que levou o cidadão a não assinalar a irregularidade. A única explicação possível é que morreu de amores pela exótica combinação de cores da camisa do Sampaio.

A mesma bizerrice foi vista na semana passada com o Náutico, nos Aflitos. Vencer o Timbu é tarefa complicada, mas fica mais difícil quando a arbitragem entra predisposta a marcar pênaltis para um lado só.

Começa a lembrar a perseguição movida pelos árbitros no Brasileiro 2020 como represália pelas arengas com a Federação do Rio e a CBF. O Botafogo era contra a antecipação da volta dos campeonatos durante a pandemia. Pagou com o rebaixamento.

Portugal e Bélgica não confirmam as expectativas

Esperava-se um jogão entre Portugal e Bélgica. Ledo engano. Os times jogaram com medo, tocando bola para o lado. CR7 não teve um pênalti para ampliar artilharia. O embate valeu pelo pelotaço de Torben Hazard. O tiro fez uma curva e enganou o goleiro Rui Patrício. Portugal deixou as cautelas de lado e atacou como atacam os times limitados: mil cruzamentos em direção à área belga, sem sucesso. CR7 se movimentou, mas foi pouco além do esforço. De Bruyne saiu cedo e Lukaku tropeçou na bola. No fim das contas, belgas avançam em busca do sonhado título.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 28)

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