Apostas e observações

POR GERSON NOGUEIRA

Vinícius

O Remo enfrenta o Águia, hoje à tarde, em Marabá, em situação folgada na classificação do Parazão. Lidera o grupo B, com 13 pontos, à frente de todas as demais equipes. Essa condição, garantida pela campanha invicta (quatro vitórias e um empate), permite ao técnico Paulo Bonamigo poupar atletas e testar/observar uma formação mesclada.

Caso fosse em outra etapa da competição, com risco de eliminação ou perda de vantagem, certamente o time entraria completo, repetindo a formação considerada ideal e que garantiu classificação à terceira fase da Copa do Brasil.

Até porque o adversário briga por posição melhor no campeonato. O Águia tem 7 pontos e é o terceiro do Grupo C, considerado o mais equilibrado desta fase classificatória. Com a pontuação atual, o time de João Galvão entraria na próxima etapa por ser o melhor terceiro colocado.

As pretensões do Águia, porém, vão além disso. Depois de campanhas pouco expressivas nas últimas temporadas, o time busca garantir no Parazão a volta a uma competição nacional.

Para tanto, cometeu até a ousadia de contratar um jogador mais badalado. Trouxe o meia paraguaio Echeverría, que já rodou o país e chegou a jogar pelo Remo. Com ele, a equipe passa a ter um especialista em organizar o meio-campo.

Até o momento, porém, a entrada de Echeverría não garantiu ao Águia nenhum triunfo no Parazão. Empatou duas vezes perdendo a chance de encostar no líder de seu grupo, o Independente, que tem 12 pontos.

Por essa razão, o jogo com o Remo torna-se fundamental para as pretensões do Águia, que a seguir terá pela frente Itupiranga e PSC. Galvão aposta no 4-4-2, mas com a preocupação em reforçar a marcação no meio. 

O Remo terá mudanças significativas. Rafael Jansen, Wellington Silva, Marlon, Lucas Siqueira, Felipe Gedoz serão poupados. Com isso, a linha de defesa terá pela primeira vez os laterais Tiago Ennes e Felipe Borges como titulares. De características diferentes dos titulares, ambos têm a chance de mostrar serviço e entrosamento com Dioguinho e Lucas Tocantins.

No miolo da defesa, Kevem deve ser o parceiro de Fredson. No meio-campo, Uchoa e Jefferson Lima ficam na marcação e Renan Oliveira substitui Gedoz na parte criativa.

Edson Cariús será o centroavante titular. Ele e Renan serão os mais observados pela comissão técnica. O atacante, que demorou a ficar em condições de jogo, tem sido escalado no decorrer das partidas, mas ainda não desencantou.

Manter a regularidade, conservar a mentalidade vencedora e não perder entrosamento são os desafios do Leão contra um adversário motivado e empenhado em buscar a vitória. Ingredientes para um bom jogo.

Assédio a Nicolas tende a crescer até o Brasileiro

Nicolas, goleador e ídolo bicolor, vive sob permanente assédio de clubes das Séries A e B. Começou pelo Sport, passou pelo Goiás e Vasco. Agora, o Goiás volta à carga com proposta refeita – R$ 200 mil pelo empréstimo, mais R$ 800 mil em caso de negociação com outro clube.

Aos 31 anos, Nicolas sabe que as chances de uma transferência rentável estão se esgotando. O problema é que, no meio disso tudo, há um contrato que prevê a permanência dele no clube até 2022, a não ser que outro clube pague a multa contratual de R$ 5 milhões.

É claro que o PSC pode aceitar um meio-termo, desde que o acordo não fira os interesses do clube. Mas, até o momento, nenhuma proposta sensibilizou a diretoria. A do Goiás, que chegou no dia do jogo com o CRB, teve o mesmo destino das demais: a cesta de lixo.

Pela terceira temporada seguida, Nicolas é artilheiro do time. No total, fez 36 gols em 88 partidas. É um cartel e tanto, proporcionalmente quase do mesmo nível de ídolos, como Robgol e Vandick. Justamente por isso é tão cobiçado. E deve ser ainda mais procurado nas próximas semanas, quando se definem contratações para o Brasileiro.

“Quem quiser tirar o Nicolas do PSC tem que pagar. Não vamos ceder”, repete o presidente Maurício Ettinger, com a firmeza de quem sabe que está tomando a decisão mais lúcida, embora com a consciência de que dificilmente Nicolas permanecerá na Curuzu no próximo ano.

Com salários em dia e direitos de imagem bem encaminhados, mesmo lamentando o dinheiro que escapou na Copa do Brasil, o dirigente admitiu abertamente os problemas financeiros usando a arma mais certeira de todas (no futebol e fora dele): a transparência.

Para Helena e Mário

A coluna é dedicada à querida Helena Alves Quadros, que nos deixou na sexta-feira. Pessoa boníssima e profissional exemplar (trabalhou a vida toda no Museu Goeldi), fará muita falta. Ao seu marido, o amigo Mário Quadros, irmão de fé e companheiro de tantas batalhas, o meu abraço de solidariedade, extensivo aos seus filhos.

Bola na Torre

Valmir Rodrigues apresenta o programa, a partir das 22h, na RBATV. Participações (em home office) de Guilherme Guerreiro, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, o Parazão e a Copa do Brasil. A edição é de Lourdes Cézar. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 18)

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