Uma conquista dos técnicos

POR GERSON NOGUEIRA

A decisão de limitar a apenas uma a troca de técnico por clube durante a temporada nacional de futebol, aprovada para as três principais divisões por iniciativa dos conselhos técnicos de cada competição, representa importante mudança de rumos no futebol brasileiro. No caso local, por exemplo, caso resolva dispensar Itamar Schule, o PSC só terá direito a contratar um outro técnico para o ano todo.

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Impensável há alguns anos, a restrição à orgia de troca de técnicos é um avanço, pois tende a regular um mercado promíscuo e que se destaca há muito tempo pelo vale-tudo. É uma evolução porque põe ordem e incentiva que os próprios treinadores aprendam a se proteger e respeitar os colegas de ofício.

Sim, porque a régua sem limites na relação entre clubes e treinadores inclui a oferta de nomes mesmo quando um técnico está empregado em determinada agremiação. Esse tipo de facada nas costas é mais comum do que se imagina, apesar de uma alegada (nunca comprovada) união da classe.

Ao mesmo tempo, a obrigatoriedade de só poder fazer uma troca no ano vai naturalmente levar os dirigentes a terem mais critério e cuidado na hora de contratar os comandantes de seus times. Não dá para cometer erros. É preciso acertar a mão, sob pena de ficar sem pai nem mãe antes do fim de competições importantes.

Nunca entendi a mania de ficar trocando treinador a torto e a direito, quando muitas vezes a responsabilidade pelas campanhas ruins é claramente um problema de gestão administrativa, principalmente no que se refere a contratações equivocadas de jogadores.

Como os cartolas têm uma espécie de estabilidade natural e não dá para demitir um elenco inteiro, a mão castiga sempre o lado dos técnicos. Com o tempo, todo mundo passou a achar natural que a cabeça dos treinadores seja sempre a única a ser imolada.

A partir de agora, a cartolagem das três divisões passa a ser mais cobrada por seus atos porque trocar indiscriminadamente técnicos pode custar muito caro. A não ser que, por força das malandragens típicas do futebol brasileiro, surjam brechas para burlar a determinação definida pelos conselhos técnicos.

Aliás, já desponta um pequeno espaço para manobra. Os técnicos podem ser trocados e substituídos, por baixo do pano, quantas vezes o clube quiser, com a diferença de que o profissional contratado após a primeira troca não poderá comandar o time da beirada do campo e nem ser mencionado como o comandante oficial.

O ideal, para todos, é que a orientação da CBF vetasse essa possibilidade, estabelecendo punição para quem tentar passar a perna na lei. Enquanto isso, espera-se que os técnicos saibam aproveitar essa significativa mudança de paradigma.

A conferir.

Helder convida Hamilton para conhecer Alter do Chão

Após o heptacampeão Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, confessar à repórter Mariana Becker (Band), durante a prova de ontem no Bahrein, que tem vontade visitar o Brasil neste ano, para conhecer um lugar de lagoas cercadas de dunas, o governador Helder Barbalho não perdeu tempo.

Postou em seu perfil no Twitter um convite, em inglês, a Hamilton para vir conhecer um dos paraísos naturais do Estado. “Lewis Hamilton, aqui no Pará também temos belezas incríveis. Você é nosso convidado para visitar, por exemplo, Alter do Chão”, escreveu Helder.

Não tardou para o perfil brasileiro do astro britânico da F1 se manifestar, acusando o recebimento do convite oficial do governador do Pará. Pelo visto, Alter do Chão receberá um visitante ilustre ainda neste ano.

Em tempo: a Band RBA estreou com pompa e circunstância nas transmissões da F1. Uma corrida vibrante, interessante o tempo todo e sensacional nos minutos finais, quando Max Verstappen ameaçou seriamente a liderança de Hamilton. Um erro, porém, obrigou-o a devolver a ultrapassagem que havia conseguido a quatro voltas do fim.

Narração segura de Sérgio Maurício, com o tradicional show de competência de Reginaldo Leme. Gostei de ver, isso depois de anos sem acompanhar uma corrida inteira de F1.

A volta de Ibrahimovic em versão “assistente”

“Eu disse a eles que não preciso marcar gols, já fiz os meus. Ajudo meus companheiros a fazê-los, assim se aproximam do meu recorde”. Com a modéstia que lhe é peculiar, o craque Zlatan Ibrahimovic definiu assim seu atual momento, após a volta retorno triunfal à seleção da Suécia.

Com 39 anos e 62 gols, Ibra é o maior artilheiro da seleção sueca. Em sua volta à seleção sueca depois de quase cinco anos, ainda não fez gol, mas já descolou três assistências fundamentais nas vitórias contra Geórgia e Kosovo.

Vaidoso como sempre, marca que o acompanha desde sempre, Ibra já falou que está adorando essa fase no escrete e só pede que ninguém fale a sua idade. De toda sorte, as coisas estão funcionando. A seleção canarinho da Europa é líder do grupo B das eliminatórias, com 6 pontos.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 29)

Um comentário em “Uma conquista dos técnicos

  1. Só vejo uma possibilidade de coibir a burla as novas regras de troca dos treinadores. Seria a proibição do uso de celular à beira do gramado….

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