Papão encara primeiro desafio

POR GERSON NOGUEIRA

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O Campeonato Estadual começa hoje com modelo de disputa diferente e um número maior de participantes. Dois jogos aparecem como grandes atrações da domingueira. Em Belém, o PSC recebe o Castanhal. Em Marabá, acontece o duelo das águias, entre Águia e Tuna.

A volta da Cruz de Malta vem revestida de simbolismos, a partir da excelente campanha na Segundinha e do esforço administrativo que permitiu ao clube manter jogadores importantes e ainda ir ao mercado contratar uma estrela do porte de Eduardo Ramos.

Na Curuzu, sob o previsível sol escaldante das 10h30, o PSC terá que enfrentar suas próprias limitações de momento: o desentrosamento e a ausência de peças importantes. O técnico Itamar Schülle (foto) teve pouco mais de uma semana para ajustes na mini-temporada realizada em Barcarena.

O problema é que boa parte dos reforços chegou nos últimos dias, sem tempo para conhecer os demais jogadores, dificultando o encaixe. Os remanescentes da Série C formam a base, mas os treinamentos não foram suficientes para deixar o time pronto.

Itamar, que não assumiu a equipe na Copa Verde, foi preservado para as competições da temporada e o primeiro teste de fogo é o Parazão. Envolvido diretamente na busca e contratação de reforços, o técnico vai estrear dependendo de uma dose extra de paciência da torcida.

Nas entrevistas, o comandante alviceleste tem deixado isso claro, consciente de que o adversário da estreia está mais preparado, até por ter montado elenco já no começo de janeiro.

O técnico Artur Oliveira, que dirigiu o Castanhal em 2020, prossegue com o trabalho e liderou pessoalmente a prospecção por novas peças. Conseguiu formar uma espécie de seleção interiorana, com a contratação de jogadores que despontaram em outros clubes emergentes.

Tradicionalmente, o Castanhal é um adversário difícil de ser batido. Com a preparação antecipada, deve oferecer mais resistência ao reformulado PSC. Vale lembrar que, na última partida entre ambos, na Curuzu, a vitória bicolor por 1 a 0 foi valorizada pela pressão exercida pelo Japiim em busca do empate, mesmo com apenas nove jogadores – dois foram expulsos.

Uma das novidades no PSC é a possível utilização de três zagueiros, até para compensar as dificuldades para compor o lado direito – Israel só será regularizado a partir de segunda-feira. Foi somente no sábado que o time teve a primeira movimentação no gramado da Curuzu, chance para os novatos conhecerem o ambiente do jogo.

Como já virou rotina, o papel de comandante em campo ficará com Nicolas, grande destaque do time nas últimas temporadas e artilheiro do último Parazão. Dependerá dele a responsabilidade pela dinâmica ofensiva, principalmente pela ausência de um meio-campo afiado e criativo.

Itamar já deixou claro que tem uma desculpa na ponta da língua para eventual tropeço: o pouco tempo de trabalho e a insuficiência de atletas para realizar treinamentos mais completos. A conferir.

Hélio deixa saudades, mas deixa substituto

Enquanto acompanha a saída de seu melhor atacante de lado, o Remo encaminha a contratação do meia Renan Oliveira e do centroavante Edson Cariús, que deve compor o ataque da Série B com Renan Gorne. Além deles, mais seis atletas já estão contratados.

Na situação atual, a perda de Hélio Borges constitui duro golpe no planejamento para o Brasileiro, embora já estivesse mais ou menos desenhada desde a disputa da Série C – e muitos ainda não estejam preparados para esta conversa.

Hélio tem proposta de outro clube e decidiu dar uma guinada na carreira. Tem qualidades e, dependendo do novo clube (e do técnico) pode repetir o sucesso de Roni e Pikachu nos grandes centros.

A característica de arrancadas e dribles na vertical pode lhe ser muito útil. Precisa, porém, aperfeiçoar a finalização, principalmente em chutes de média distância. Nada que esforço, treino e dedicação não corrijam.

Alguns técnicos sabem muito bem como orientar jovens valores. Se tiver sorte, Hélio só precisará de uma boa dose de perseverança, coisa que um garoto humilde vindo das divisões de base certamente carrega consigo.

Para Paulo Bonamigo, resta o consolo de que a solução pode estar no próprio Evandro Almeida. Ronald, que é ala de origem, tem perfil de atacante. Dribla, vai à linha de fundo e é tão rápido quanto Hélio.

O problema é adquirir a confiança do técnico, que não o utilizou nem mesmo na Copa Verde. Só entrou (muito bem) no final do jogo com o Independente no Mangueirão, a tempo de cruzar para Laílson fazer um gol.

Alguns jogadores exigem tempo e insistência. Caso isso seja concedido a Ronald, o Remo certamente colherá os frutos, ganhando uma promissora opção de velocista pelas beiradas.  

Experiência e rodagem o elenco vai ter com Cariús, Jefferson Lima, Renan Gorne e Renan Oliveira, que foi confirmado como novo contratado, mas só será regularizado na primeira semana de março.

Renan, 31 anos, chega cotado para ser titular da meia-cancha, principalmente depois que Felipe Gedoz teve que se desligar do clube, sem garantia de que voltará para jogar a Série B.

Bola na Torre

O programa tem apresentação de Valmir Rodrigues, com participação (on-line) de Guilherme Guerreiro, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a primeira rodada do Parazão. Edição de Lourdes César, direção geral de Toninho Costa. Começa logo depois do jogo da NBA. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 28)

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