Remo ganha reforço de peso

Paulo Bonamigo

POR GERSON NOGUEIRA

A sonhada conquista da Copa Verde está ao alcance do Remo. Desde 2015, nunca esteve tão sob feição como agora. Na semifinal, o adversário é o Manaus – primeiro jogo será no sábado (13) na capital amazonense. Em situação normal, são grandes as chances de classificação para a final. Caso consiga chegar à decisão, o Leão enfrentará Vila Nova ou Brasiliense.

Com o retorno do técnico Paulo Bonamigo, o Remo estará novamente em nível competitivo dentro da competição. Desde o clássico Re-Pa, que garantiu o acesso à Série B, o treinador estava fora de combate, em tratamento da covid-19.

É fato indesmentível que sua ausência teve influência expressiva no rendimento do time contra Londrina, Vila Nova (duas vezes), Gama e Independente. Contra o Vila, nas finais da competição, a falta foi ainda mais sentida. Em determinados momentos, ficava claro que decisões precisavam ser tomadas ali, no calor dos acontecimentos.

Como já voltou a comandar treinos no Evandro Almeida, Bonamigo tem presença certa na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil. Na Série C, ele dirigiu o Remo nas duas vitórias sobre o Manaus, sendo que a segunda foi obtida dentro da capital baré.

As circunstâncias são outras, obviamente, mas a correlação de forças não mudou tanto assim. Logo que terminou a fase classificatória do Brasileiro, o Manaus procedeu a um desmanche do elenco, perdendo peças importantes, como Hamilton, Rossini, Tsunami e Daniel Costa. Trouxe um novo técnico, Luizinho Vieira, e iniciou preparativos para a disputa do Campeonato Amazonense 2020 (sim, a data está correta).

Em comparação com o Remo, que também fez mudanças drásticas, liberando 13 atletas, o Manaus sofreu reformulação mais ampla. Apesar da chegada de novos atletas, como Douglas Lima e Jackie Chan, o time tem fragilidades evidentes, como deu para ver no confronto com o PSC.

Ao Remo cabe jogar com mais aplicação do que demonstrou contra o Independente. O setor defensivo, antes um ponto destacado do time, tem apresentado falhas gritantes. Não parece ser problema exclusivo da linha de zaga, mas principalmente um desajuste no trabalho dos volantes.

Com a volta de Hélio Borges, o setor ganha um suporte a mais, pois o atacante faz o trabalho de recomposição. Na marcação, Lucas Siqueira é a segurança maior, mas precisará ter um companheiro à altura – Pingo, Lailson e Warley disputam esse papel.

Acima de tudo, porém, paira a figura de Bonamigo. Maior reforço do Remo na temporada, o técnico já provou que pode ser um diferencial importante. Com ele em ação, o time ganha outra atitude.

Marlon ganha contrato incomum com o Papão

A nova diretoria do PSC adquiriu os direitos federativos (100%) e parte dos econômicos do atacante Marlon junto ao Porto de Pernambuco. Ele deixou ótima impressão nos três primeiros em que atuou na Série C, fazendo cinco gols ao longo de 12 partidas pelo clube.  

Em junho, haverá a rescisão do vínculo de empréstimo do meia-atacante e ele voltará ao Porto. Seu contrato com o clube será então rescindido em definitivo e ele se integrará ao PSC já sob um novo contrato.

Apesar da avaliação positiva que teve logo nas primeiras partidas, Marlon foi caindo de rendimento na fase decisiva da Série C, acompanhando e sofrendo com a queda técnica da equipe dirigida por João Brigatti.

Jovem ainda (23 anos), Marlon é considerado promissor, mas a duração do contrato, incomum no futebol atual, gerou críticas. Ficará no clube até 31 de dezembro de 2024, lembrando o contrato de três anos que o PSC firmou antes com Bruno Veiga, com resultados insatisfatórios para o clube.

Só o Barcelona é capaz: meio tempo de bola sem fazer faltas

Os feitos de uma super equipe por vezes são relativizados. Entendemos, por uma lógica meio perversa, que o poderio econômico obriga a espetáculos diários de grande futebol. Costumo, porém, reservar uma janela de curiosidade e expectativa quando vejo um gigante em ação.

Domingo passado, pelo Campeonato Espanhol, o Barcelona venceu o Bétis por 3 a 2, na casa do adversário. Jogo duríssimo. Mais difícil ainda porque o gênio Lionel Messi foi poupado pelo técnico holandês Ronald Koeman.

O Bétis fez 1 a 0, corria muito, não dava espaços. Apesar disso, ao longo de todo o primeiro tempo, o time catalão deu um show de bola e fair-play. A etapa inicial teve 49 minutos de bola rolando, sem que o Barça cometesse uma falta sequer. Deveria merecer um troféu por isso.

Como o placar era desfavorável, Koeman chamou Messi para o segundo tempo. La Pulga entrou com a macaca. Empatou o jogo logo de cara. Depois, contribuiu para a belíssima vitória, por 3 a 2. A faísca do grande craque foi fatal para o esforçado Bétis.

A partida teve grandes lances, mas a lembrança é dos fantásticos 49 minutos sem rodízio de faltas ou pancadaria. Enfim, futebol de verdade.

Direto do blog campeão

“A diferença é que o Pelé fez menos jogos 832 para atingir essa marca, enquanto que o CR precisou de 208 jogos a mais para bater a marca do Rei, ou seja, com sua idade atual precisou de pelo menos 5 anos a mais para superar o Pelé. A marca foi batida, mas o Rei continua sendo Pelé”. Jaime, de Atlanta (EUA), sobre o recorde de gols de CR7

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 11)

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